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Positivismo e Determinismo na Historiografia
Positivismo e Determinismo na Historiografia

 

Positivismo e Determinismo na crítica e na historiografia literária

Literatura ocidental – Dicotomias:

Subjetividade X Cientificismo

Romantismo (mundo idealizado) X

Simbolismo (a fuga da existência).

Semelhança:

  •  Estado de depressão finissecular.
  • Outra vertente:
  • Parnasianos, realistas e naturalistas, filiados ao cientificismo, tenderão a compreender o homem como produto da sociedade e do meio ambiente.

 

Todas essas transformações e o posicionamento antagônico de intelectuais e artistas levam a uma reflexão sobre a origem da obra literária, com base em especulações científicas.

Taine (1828-1893), introdutor desse postulado, estabeleceu a tríade “raça, meio e momento”.
Essa teoria volta-se para a compreensão da literatura por meio do campo genético (raça), o do espaço geográfico e social (meio) e o histórico (momento).

 

Hippolyte Adolphe Taine foi um dos expoentes do  Positivismo do século XIX. Criou o Método de Taine, que consistia em compreender o homem sob três fatores determinantes: meio ambiente, raça e momento histórico. (Fonte: http://pt.wikipedia.org)

 

Raça - Está inserido nos estudos da hereditariedade.
Meio - Explica-se pelas transformações sociais drásticas ocorridas com o advento da modernidade.
Momento - Engloba aspectos sociais, políticos, econômicos e culturais de um período determinado da evolução histórica.

Visão cientificista da gênese da obra literária: Ponto alto - Teoria evolucionista de Darwin.

Observação: Não se contesta que há uma relação intrínseca entre a obra e o contexto em que ela está inserida; precisa-se, portanto, de muito critério para rotular uma obra de arte como Positivista ou Determinista.

Realismo, Naturalismo e Parnasianismo: a formação de uma literatura científica

O Realismo é um movimento literário marcado pelo interesse em explicar a obra como produto originário da sociedade, de um determinado tipo humano e de um tempo histórico específico.

O método de estudar a obra a partir de relação entre o seu criador e a sociedade em que ele está inserido levou à Crítica Sociológica, que postula a investigação da obra pelos fatos sociais que nela se fazem representar, mesmo que de forma subliminar.

Marco da literatura realista, a obra Madame Bovary (1857), de Gustav Flaubert, apresenta fatos cotidianos sob uma visão extremamente objetiva da realidade. Não há, no texto, elementos que fujam a uma compreensão científica da realidade, mantendo o romance, como os demais textos realistas, um caráter de tese.

“toda a amargura da existência parecia-lhe servida no seu prato e, como a fumaça do cozido, subiam do fundo de sua alma como em outras baforadas de enjoo. Carlos era vagaroso ao comer; ela mordiscava algumas avelãs, ou então, apoiada no cotovelo, divertia-se a fazer riscos com a ponta da faca na toalha."
(Madame Bovary, Gustave Flaubert)

A proposta de compreender o homem através do meio social em que ele está inserido intensifica-se com o movimento naturalista, que tem em Èmile Zola seu maior porta-voz. O autor considerava que os personagens de um romance deveriam ser elaborados em função dos elementos hereditários e da sua relação com o meio social em que estivesse inserido.

Zola defende essa tese no ensaio Romance Experimental

 

Émile Zola escritor francês,criador da escola literária naturalista. (Fonte: dreyfus.culture.fr)

“É a investigação científica, é o raciocínio experimental que combate, uma por uma, as hipóteses dos idealistas, e substitui os romances de pura imaginação pelos romances de observação e experimentação.”

Os postulados do positivismo e do determinismo reforçam teses diversas, como vemos no estudo de Michele Perrot sobre a divisão de classes sociais no século XIX:

“É que o lavadouro é para elas muito mais do que um lugar funcional onde se lava a roupa: um centro de encontro onde se trocam as novidades do bairro, os bons endereços, receitas e remédios, informações de todos os tipos. Cadinhos do empirismo popular, os lavadouros são também uma sociedade aberta de assistência mútua (...)”

(PERROT, Michelle. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. 4. ed. São Paulo, SP: Paz e Terra, 1988).

Obras naturalistas - O Cortiço, de Aluisio Azevedo. Note-se a semelhança entre o texto de Michelle Perrot e o elaborado por Azevedo, propondo, ambos, que o leitor compreenda como o meio social interfere sobre a vida do ser humano:

“Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos.”(AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. São Paulo: Editora Ática, 1987)

Parnasianismo - Versos de Alberto de Oliveira, do poema “Aspiração”: “Ser palmeira! existir num píncaro azulado, Vendo as nuvens mais perto e as estrelas em bando; Dar ao sopro do mar o seio perfumado, Ora os leques abrindo, ora os leques fechando; (...)”

Olavo Bilac, Raimundo Correia e Alberto de Oliveira:

 

escritores que adotaram a visão objetiva, conforme as orientações científicas do século XIX.

(Foto: textileindustry.ning.com)