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Didática - Tendências Pedagógicas
Didática - Tendências Pedagógicas

 

TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS

PEDAGOGIA PROGRESSISTA:

Libertadora, Libertária, Conteúdo crítico social

LIBERTADORA (Paulo Freire – 1921 - 1997)

PAPEL DA ESCOLA: Conscientização acerca da realidade, transformação da sociedade.

ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA: Democrática, participativa, de qualidade, Igualitária, plural.

PROFESSOR: Autoridade competente e democrática.

ALUNO: Sujeito protagonista da história.

RELAÇÃO ALUNO-PROFESSOR: Igualitária, não paternalista.

PRESSUPOSTOS DE APRENDIZAGEM: Educação como transformação social.

OBJETIVOS EDUCACIONAIS: Definidos a partir da realidade concreta, do contexto histórico-social no qual se encontram os sujeitos, visão crítica de mundo; libertação da opressão.

 

 

 

 

DIDÁTICA

Os Sujeitos do Processo Ensino-Aprendizagem

Você já percebeu como, em uma instituição educacional, diferentes sujeitos estão em interação? Alunos, professores, orientadores, diretores, funcionários, pais... Cada um tem funções, atividades e responsabilidades diferentes na dinâmica da instituição. Há uma expectativa com relação aos comportamentos de cada um deles, espera-se que:

PROFESSORES ENSINEM

ALUNOS APRENDAM

 

Dependendo da concepção de educação que os sujeitos de uma instituição educacional têm e compartilham, outras características/expectativas poderão ser atribuídas a eles. Podemos considerar que:

Os funcionários não cumprem apenas um papel administrativo, coadjuvante, mas também têm uma responsabilidade formativa/educativa para com os alunos; a família deve participar de modo mais efetivo da construção do projeto pedagógico da escola; os professores podem dividir o protagonismo nos processos ensino-aprendizagem com seus alunos; a direção e coordenações/orientações devem meter “a mão na massa” na realização de tarefas menos formais.

Todo o arranjo socialmente estabelecido para esses sujeitos pode ser mudado. No entanto, podemos considerar que professores e alunos são as figuras centrais do processo ensino-aprendizagem. Afinal, para que esse processo se dê, é imprescindível um ensinante e um aprendente.

Professores e alunos como sujeitos socioculturais e sujeitos do conhecimento

 

Alunos e professores não são apenas papéis desempenhados, peças na complexa engrenagem da escola.

Eles são sujeitos do conhecimento, mas também “pessoas vivas e reais, existindo a partir de uma corporeidade e lugar social, a partir de sua condição de mulheres, homens, negros, brancos. Pertencem a diferentes raças e etnias. São crianças, jovens ou de mais idade; adeptos de variadas crenças e costumes. Têm desejos, projetos e atribuem variadas significações às suas experiências e ao mundo”. (TEIXEIRA, 2001).

Para entendê-los, portanto, será preciso considerar não apenas seu lugar nos processos de ensino-aprendizagem, mas suas condições de existência.

Seja pela mídia, na literatura, ou na nossa experiência pessoal, um conjunto de ideias têm sido associadas à figura do professor.

Muitas vezes, vista como uma profissão feminina, constrói-se uma imagem quase sacerdotal do professor: ser professor é ser dedicado aos seus alunos, um modelo de virtudes, uma pessoa altruísta. Mas o professor não é um agente educativo, uma pessoa, descolada de uma determinada instituição e

condição trabalho.

As instituições educacionais são organizações sociais que têm uma dinâmica de funcionamento e uma cultura próprias, que criam oportunidades e limites a ação do professor, promovem envolvimentos, relacionamentos, conflitos. Não são entidades abstratas, mas um lócus de cotidianidades, com forte marca na constituição de identidades.

Uma das marcas das condições de trabalho do professor, que tem grande impacto sobre sua vida, é a baixa remuneração e o regime de horas-aula.

Os professores são remunerados de acordo com as horas de aula que realizam. Como, geralmente, a remuneração por aula é muito baixa, os professores trabalham em diferentes turmas e instituições.

Isso exige do professor ter que elaborar diferentes planos de aula, ser capaz de lidar com diferentes realidades institucionais e ainda com uma rotina de vida agitada, com muito tempo gasto com deslocamentos.

Essa rotina também leva o professor a relativo isolamento. De aula em aula, apressado de uma escola para outra, o professor tem pouco tempo para compartilhar com colegas suas aspirações, dúvidas, projetos.

As questões vistas anteriormente, como pressão do tempo e relativo isolamento, não são um privilégio dos professores. Elas parecem ser elementos característicos desse nosso mundo contemporâneo.

Contudo, no caso da educação, essas questões ganham um sentido maior. Ainda mais se considerarmos que a complexidade, a intensidade e a agilidade dos novos processos de produção e disseminação de conhecimentos, promovidas pelas novas tecnologias de comunicação, têm imposto muitos desafios à prática docente e, portanto, exigido novas competências e posturas dos professores.

O professor como mero transmissor de conhecimentos não responde mais às demandas da sociedade. Ele precisa, agora, assumir o lugar de mediador entre as diferentes fontes, os instrumentos e os processos relativos ao ato de conhecer e os aprendizes. E isso não é fácil considerando que a massificação do ensino trouxe para as salas de aula crianças e jovens de diferentes origens socioculturais. Isso exige lidar com a diversidade de modos de sentir, pensar e agir, favorecendo a integração e o aprendizado.

As contradições inerentes às novas e maiores demandas sociais e suas condições de vida e trabalho têm gerado dúvidas, angústias, uma verdadeira crise de identidade no professor. Vários estudos têm mostrado a emergência de doenças funcionais relacionadas a essa crise como a culpa depressiva ou síndrome de burnout.

 

Você consegue imaginar o quanto tudo isso tem impactado na relação dos professores com seus alunos, ocasionando implicações no processo ensino-aprendizagem?

O modo de agir do professor estabelece um tipo de relação com o aluno. Frequentemente as características dos alunos (gênero, etnia, condições econômicas) determinam um rol de expectativas sobre seu desempenho. Porém, não é só o professor que cria expectativas. Os alunos também criam as suas expectativas. Eles esperam ser reconhecidos como pessoa e valorizam no professor as qualidades que os ligam afetivamente.

Carl Rogers, psicopedagogo preocupado com a relação entre o facilitador e o aprendiz, destaca três qualidades que considera fundamentais aos professores facilitadores: autenticidade, confiança e compreensão empática.

Para esse pensador, é preciso que o professor seja autêntico, se apresente tal como ele é, sem ostentar uma fachada; coloque-se diante do aluno com seus sentimentos, convicções; seja uma pessoa inteira e não apenas alguém que cumpre uma função. É preciso construir uma relação pessoa a pessoa.

Além disso, é preciso ter apreço pelo aprendiz, acreditar nas suas capacidades, confiar nos seus sentimentos e intenções, reconhecendo-o na pessoa que ele é e respeitando-o como tal. E ainda, ser capaz de colocar-se em seu lugar, fazendo-o sentir-se compreendido por alguém sem julgamentos.