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Cleusa Piovesan
Cleusa Piovesan

ENTREVISTA:  poetisa Cleusa Piovesan

 

Sua Biografia:

Mestre em Letras, graduada em Letras - Português/Inglês e em Pedagogia; especialista em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e em Literatura; pesquisadora das relações de gênero, da literatura, da leitura e da escrita; poetisa que transita entre vários gêneros; escritora (artigos, crônicas, contos, romances); organizadora de dois livros com alunos, e oito obras de publicação individual; participação em várias antologias.

 

Suas Obras:

Diversos livros que podem ser conferidos em seu site, conforme link abaixo:

https://www.literatura-cia-poetizando-a-vida.com/capas-do-livros-com-sinopse/

 

 Um Toque de Magia

Não é preciso passar a vida inteira esperando ou à procura do amor. Ele pode surgir de onde menos se espera, sem planejar, e quando chegar ele deve ser cultivado, e vivido, intensamente. O amor não exige motivos, não se explica. Só acontece. É preciso aprender a fortalecer a resistência às decepções, com os fragmentos de felicidade que surgem, de repente, pois o intervalo entre vida e morte é muito curto para viver de rancores. A felicidade não é uma coisa inteira, acabada, vem fragmentada, é um estado de ser do ser humano. Entenda isso e a felicidade acontece. Só é preciso saber vivê-la!

À venda no Livraria Leia Livros: 

https://www.leia-livros.com/product-page/um-toque-de-magia

 

 

Literatura Inspira Poemas 

Não há lugar melhor que um livro para entendermos que as vidas de todos nós se entrelaçam, amalgamadas pelos mesmos sentimentos e, pela leitura, descobrimos que nos identificamos por vivências em comum ou por experiências que nos fortalecem e constroem nossa personalidade. Partindo de minhas leituras, numa viagem pela biblioteca que visito todos os dias, e nem sempre tenho tempo de parar para admirar a paisagem que se descortina a minha frente, fiz um mergulho nas profundezas de cada obra lida em 2020, e desafiei-me a escrever poemas e instigar mais pessoas a se encantarem pela leitura.

À venda diretamente com a autora.

 

Sua vida foi bem agitada, desde cedo. Mudanças, de cidade e escola, que me pareceram positivas para a sua formação. Ler o jornal escondida ou os romances Sabrina, Júlia, Bianca e assídua nas bibliotecas. Fale um pouco a respeito desse período.

Sempre fui leitora, desde que me reconheço como alfabetizada. Meu pai tinha autopeças e mecânica e assinava a Gazeta do Povo, de modo que o jornal era um item de primeira necessidade ao comércio, não para leitura, mas para embrulhar mercadorias ou servir de papel higiênico. Em casa, apenas eu fazia o uso adequado (risos) e, às vezes, apanhava, por me trancar no banheiro para ler, deixando os afazeres domésticos de lado. Mais tarde, as revistinhas foram uma fixação para uma adolescente de 12 anos, despertando as primeiras ilusões amorosas. Todo dinheiro que eu ganhava (já trabalhava em um mercadinho, à tarde) eu investia nessas revistas e em fotonovelas. Lia uma por dia. E sempre fui frequentadora de biblioteca municipal, pegava três livros por semana.

 

Por que se casou aos 16 anos?

Mais por falta de informação do que por amor, embora mais tarde eu o tenha amado. Não havia a liberdade de hoje para se falar de sexo e, por falta de informações, eu acabei engravidando aos 16 anos. Tive uma fase invertida em minha vida; as responsabilidades da vida adulta na adolescência e, depois da separação (após 20 anos) comecei a viver minha adolescência com maturidade, o que não me isentou de alguns arroubos e muitas decepções (risos).

 

Quem é a mulher Cleusa Piovesan?

Uma mulher que acredita no amor universal e em todas as formas de amor, que determinou princípios a seguir em sua ideologia de vida (liberdade, igualdade, fraternidade) e que se tornou uma mulher empoderada, mente aberta a novas ideias e conceitos, renascida muitas vezes, após as decepções que surgiram no percurso, e que não perdeu a capacidade de discernimento entre o bem e o mal, nem o amor-próprio.

 

Você é militante de alguma causa? Quais e por quê?

Sou uma ativista em defesa da igualdade nas relações de gênero, por ter passado pelos traumas da violência doméstica (física e psicológica) e por ver minhas filhas e outras mulheres próximas a mim terem passado por isso. Sou uma antagonista do sistema patriarcal porque abomino todo o processo de dominação no qual ele se centra, e sou totalmente contra o poder neoliberal, que oprime o proletariado e favorece as elites, maquiavelicamente. Sou pela democracia (efetivada e não mascarada) e pelo direito de sermos respeitados em nossas individualidades, sem julgamentos.

 

É Mestre em Letras, professora, pedagoga e outras tantas qualificações. Não existe limite, você vai buscar o que quer. Alguma novidade para acrescentar em seu currículo em 2021?

O limite é o tamanho do meu sonho; quando o realizo chego a ele, mas logo surgem outros sonhos e o ciclo recomeça. Para 2021, tenho o meu primeiro romance a ser concluído (comecei a escrevê-lo em 2018, mas por motivos de estudos e de falta de tempo tive de engavetá-lo), quero publicar os outros três livros de poemas que tenho concluídos, e ainda organizar um livro de SPINAS, uma nova forma poética, criada por um poeta pernambucano, Ronnaldo de Andrade, que segue essa linha de poesia contemporânea. Tenho mais de cem poemas compostos desse gênero; e pretendo organizar um projeto sobre erotismo (tema ainda polêmico) na poesia de Gilka Machado e de Florbela Espanca, relacionando-o à condição da mulher do início séc. XX com a mulher da modernidade, para ingressar no Doutorado. E, quem sabe, nesse trajeto em não encontre um novo amor!

 

Como surgiu a escritora Cleusa Piovesan?

De uma mulher que teve sua capacidade intelectual subestimada e por muito tempo considerou a opinião alheia e não as próprias. Também surgiu a necessidade de ter uma confidente e a escrita fez esse papel, tanto que meus primeiros poemas e contos são bastante autobiográficos, mas isso ficou guardado por uns 30 anos, até tomar a decisão de publicá-los! Escrever foi a forma que encontrei de me eternizar. Importa é registrar minhas ideias e ideologias; é um prazer particular. Hoje, a literatura é mais que um vício, escrevo todo dia, geralmente na madrugada.

 

Qual foi o primeiro livro publicado? Fale sobre ele.

O primeiro que organizei foi em 2016, Não diga que a poesia está perdida, poemas escritos desde a década de 1980, mas no mesmo ano compilei os 16 contos e crônicas que havia escrito nos últimos cinco anos no livro Fragmentos, e O causo é bom? Aí vareia, né?, após assistir a uma palestra do Marcos Bagno na UFFS, no campus de Realeza/PR, cujo teor são causos em linguagem informal, inspirados nas histórias que ouvia de minhas avós e de outras pessoas, uma homenagem ao saber popular (a economia do país me possibilitava guardar dinheiro para publicar).

 

Mesmo eu achando que você é eclética e todos os temas são viáveis, por que poesia? Existe um fio condutor da sua poesia?

Apesar de escrever outros gêneros literários, considero o poema um gênero que diz muito com poucas palavras e exige que o leitor vá além do que está escrito, que faça inferências, o não dito é o que lhe confere o sentido completo. Sempre observei a vida em flashes (esse é o fio condutor e de onde surgem os temas), num rompante surge a ideia que vai se concretizando e escrevo, gravo em áudio para depois transcrever, para não perder, enfim, o suporte que estiver à mão. Essa sintetização de ideias que o poema apresenta me encanta, tanto que neste ano ingressei em uma academia de poetas minimalistas (ABLAM) e estou me aperfeiçoando nesses gêneros de poemas sintéticos, surgidos com o haicai, o poetrix e a aldravia, e que agora ganharam espaço na internet com novos gêneros, nem tão bem elaborados, mas que chegam ao público mais rapidamente (infelizmente a leitura não é um dos hábitos salutares do brasileiro).

 

Na poesia, antigamente, todos os versos deveriam ser iniciados com letra maiúscula, atualmente, são permitidos também em letras minúsculas, discordâncias com verbos e pronomes, dependendo do estilo do poeta. A poesia realmente tem uma linguagem própria?

Os modernistas, com a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, inseriram no cenário da literatura nacional o verso livre, por contestar os conceitos clássicos de que a poesia tinha de estar dentro de uma forma/fôrma, o que limitava a liberdade criadora. O primeiro poema em versos livre é Carpe diem, de Walter Whitman (1819 – 1892), que foi um jornalista, ensaísta e poeta americano considerado o “pai do verso livre” e o grande poeta da revolução americana, mas esses conceitos chegaram tardiamente no Brasil.

Todo texto, não só o texto poético, tem sua estrutura de composição, é o que chamamos de gênero textual (Mikhail Bakhtin, A criação verbal), mas a poesia extrapola alguns conceitos por utilizar-se da linguagem figurada e da tal “licença poética”, que não pode ser confundida com a liberdade de escrever o que se quer. Às vezes, um texto se enquadra na distribuição de versos e de estrofes de um gênero poético, como o soneto, por exemplo, mas não tem poesia e não segue as exigências estipuladas para esse gênero e isso a descaracteriza como tal. Costumo dizer que poesia não é só inspiração, é muito de reflexão e de estudos, teorias sobre a composição e sobre o fazer poético,

 

O que ganhamos ou perdemos com a poesia contemporânea, tão livre na sua forma e escrita?

A linguagem não é estática, nem as formas de expressão do ser humano, de modo que sempre surgirão novos gêneros textuais para atender a uma necessidade comunicativa. A poesia contemporânea tende para o sintético, prova disso é o microconto e o nanoconto, e a literatura viral (textos curtos que circulam na internet e são quase que instantâneos), porque as pessoas querem algo que seja de rápida leitura, por isso o sucesso dos memes, mas muito do que se produz é “mais do mesmo”, ou seja, criam-se novos gêneros, estipulando regras de composição mais centradas na distribuição de palavras e na quantidade de versos do que na linguagem figurada que o poema exige.

Acho que o que está se perdendo é a capacidade das pessoas na concentração e na reflexão que um gênero mais longo exige (romance, novela, ensaios, artigos científicos): a leitura do que é clássico, que só se tornou clássico porque é universal e atemporal e versa sobre os valores do ser humano, em qualquer época, e exige inferências mais complexas por parte do leitor, por isso acabam sendo relegadas a um segundo plano.

 

Você é professora em uma escola pública. Ministra suas aulas para qual série e como vê o ensino em sua cidade?

Ministro aulas para o 9o ano do Ensino Fundamental, para o Ensino Médio e para o curso de Formação de Docentes. A questão ensino e aprendizagem, não apenas em âmbito local, mas nacional, apresenta uma dicotomia em que a responsabilidade está centrada em apenas um lado, o ensino, o papel do professor, as estratégias e metodologias que concretizem a aprendizagem dos alunos, mas essa aprendizagem só será efetivada se houver a contrapartida do aprendiz, o que não ocorre com muitos alunos, ainda mais agora, com as aulas em EAD, bastantes mecanicistas e facilitadoras, fazendo com que os alunos não tenham comprometimento. Nessa fase escolar os alunos precisam da interação que o sistema presencial proporciona, além do apoio e da cobrança de seu rendimento escolar pela família que, em muitos casos, deixar a desejar no acompanhamento da vida escolar dos alunos.

 

É a favor da leitura dos clássicos? Pela sua trajetória foi uma de suas paixões no Ginásio, hoje Ensino Fundamental II.

É de fundamental importância a leitura da literatura clássica, seja na fase infantil ou na vida adulta. Ziraldo já afirmava “quem não lê como criança não lê como adulto”. E essa formação leitura tem de partir de textos mais curtos, como os poemas, contos e crônicas para o leitor ir se encantando e adquirindo o hábito. Os clássicos, no original, exigem um leitor mais proficiente, mas hoje há uma literatura condensada, clássicos adaptados para histórias em quadrinhos, podcasts. Não substituem as obras originais, mas é uma alternativa para instigar outras leituras.

 

Na sua opinião o que falta para melhorar o ensino no Brasil?

Pergunta difícil de ser respondida! O grande problema é que as políticas públicas não seguem uma estrutura que possa ser aplicada e que possam ser avaliados os resultados. Cada governo possui uma ideologia e, ao invés de atender aos interesses coletivos, focados no exercício da cidadania, muitas vezes, imperam os interesses do poder e ao que atende a atingir índices educacionais (PISA) e às demandas do mercado, tornando o ensino mecanicista e tecnicista e não humanitário. Prova disso é que em 2014 houve uma proposta de ensino humanitário, com formação continuada de professores, incluindo na grade curricular mais aulas das disciplinas de Filosofia e Sociologia. Ao trocar a ideologia de governo tudo isso foi descartado, as disciplinas citadas reduziram o número de aulas semanais. E a nova BNCC foca-se, principalmente, em habilidades e competências para o mercado de trabalho, trazendo como inovação a inserção de conteúdo das mídias digitais. Talvez o que falte seria a Educação ser, de fato, prioridade, como alardeiam os governos, porém, na prática, a teoria é outra, e o que vemos são conteúdos engessados e atividades em que o aluno não precisa refletir, basta acessar as respostas da internet!

 

Todos são responsáveis, começando pela família, a escola e os governos. Acha que é possível ações conjuntas, para desenvolver a educação, no sentido de contribuir para o desenvolvimento do país?

Será possível quando a família retomar a educação informal dos filhos e não delegar à escola “toda” a formação integral de seus filhos porque, inclusive, questões básicas como a vacinação, tornaram-se responsabilidade da escola. Se não estiver em dia não é realizada a matrícula do aluno e, até isso a escola já fez, o que é absurdo. E, como já mencionei, as políticas públicas devem ser voltadas à formação cidadã, mas parece-me que isso é utopia, na atual conjuntura.

 

Os governos brasileiros não valorizam a cultura e, principalmente a literatura. Na sua opinião, quais as políticas públicas que deveriam ser implantadas para promover a literatura e desenvolver nas pessoas o gosto pela leitura?

A começar pela não taxação dos livros. É inconcebível que se negue o acesso à leitura por causa do preço, excluindo a maior parte da população. Se o brasileiro não consegue ter uma vida digna em suas necessidades básicas, como irá dispender seu orçamento com livros?  O que vemos em relação à promoção de cultura e acesso à literatura é um processo inverso por parte do setor público, inclusive com alguns clássicos da literatura nacional sendo suprimidos do acervo de muitas bibliotecas no país.

Nas escolas há muitos projetos de incentivo à leitura, o que acontece é que a metodologia utilizada, muitas vezes, não forma um aluno leitor, distancia-o do texto literário por abordar questões gramaticais e não a leitura por fruição. Aí os alunos não veem o texto literário em sua profundidade, não lhes é exigido fazer inferências para a interpretação do sentido, relacionando-o a um contexto social, e torna-se uma atividade mecânica, o que mata o gosto pela leitura.

Gosto muito de um excerto de Frederico Garcia Lorca que diz “No sólo de pan vive el hombre. Yo, si tuviera hambre y estuviera desvalido en la calle no pediría un pan; sino que pediría medio pan y un libro”. E aí eu pergunto: você tem fome de quê?

 

Acho que temos um conceito arcaico do que é cultura no Brasil desde o início, o que vem do exterior é melhor! Os povos que colonizaram a nossa terra introduziram suas culturas no território brasileiro. Como mudar esse conceito?

Isso é falta de identidade, de valorização da própria cultura. Um povo que não tem amor pelo lugar onde nasceu e despreza suas tradições está fadado a ser dominado por quem o faz, por isso a influência europeia e norte-americana é tão forte no Brasil. A ilusão de que o que é bom para os outros pode ser implantado aqui, com os mesmos resultados. Ilusão! Não pertence ao mesmo contexto social. O que temos que deixar de lado é essa visão tupiniquim de que o que vem de fora é melhor. Vamos mostrar nossa Cultura em nossa escrita, com tudo o que há de bom e de ruim. Literatura é isso! O que vende ou não vende não interessa. O texto vai agradar ao leitor que se identificar com o que ele diz.

Os processos de colonização ocorridos em todas as regiões do Brasil trouxeram consigo a cultura dos imigrantes, e depois, dos próprios migrantes, tornando-nos uma diversidade cultural ímpar, diferente de tudo o que se possa ver em outros países. Foi a interferência de falares e de tradições desses povos que concretizou a formação da cultura nacional, que despreza os indígenas e os africanos, os primeiros a ter contatos com os portugueses, e se rebelarem contra essa dominação, porém ainda é desprezada a cultura desses povos, nas artes literárias, nas vestimentas, na culinária, por não se ter conhecimento de o quanto delas se incorporaram ao que temos como cultura e literatura.

 

Em 2020, durante a quarentena, você aproveitou para praticar a leitura em abundância. Como surgiu a ideia de escrever poemas relacionados com os livros lidos?

Eu já havia lido nove livros no final de março, mas não havia escrito os poemas sobre eles. Então li o décimo, O sentido de um fim, de Julian Barnes, e veio a ideia. Escrevi o primeiro poema relacionado à leitura e enviei-o ao Cláudio Loes, também poeta, com quem compartilho algumas experiências literárias e ele aprovou. Então tive a ideia de escrever um poema para cada livro lido. Revisitei os outros e comecei a compor. Enviei-os ao Weslei Roberto Candido, que é professor da UEM, pós-doutor em Literatura (prefacista do Literatura inspira poemas) e ele também aprovou a ideia. Com esses dois avalistas a produção não parou mais (risos).

 

Foi uma leitura bem diversificada, observando os livros citados, já no sumário de seu novo livro. De todos, consegue indicar o melhor, o que mais gostou? Por quê?

É difícil de escolher, porque todas as leituras foram muito significativas, mas como sou uma feminista em processo de construção e também abomino os preconceitos de gênero e raciais, os que mais me encantaram foram os ligados a essas temáticas. Posso citar entre os de literatura Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo, O Olho mais azul, de Tony Morrisson, Eva Luna, de Isabel Allende, e dois de teoria literária, Minha história das mulheres, de Michelle Perrot, e O erotismo, de George Bataille.

 

Literatura Inspira Poemas, está inscrito no Oceanos Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa e, provavelmente, também concorrerá ao Prêmio Jabuti?

Sim, e também estão inscritos, no Oceanos, Um toque de magia, lançado pela Leia Livros, e o Eco (de)mentes, um e-book com poemas sociais, lançado pela Editora Absurtos. E vou inscrevê-los no Prêmio Jabuti. Nunca se sabe quem irá olhar para eles, avaliar seu teor literário e o que vai surgir daí.

 

Quais seus próximos projetos literários?

Estou participando de várias academias literárias e de algumas instituições ligadas à literatura, inclusive a nível internacional, e pretendo me envolver mais para divulgação de meu trabalho com a literatura; concluir o romance Entre a fé e a tentação; tenho prontos para edição três livros: um de poemas sobre todas as formas de amor, outro com poemas sobre o universo feminino, e outro somente com poemas metalinguísticos, que pretendo dar um jeito de publicá-los (risos), e tenho também um podcast com poemas eróticos, o Pimenta Rosada, com declamação de poemas em português e em espanhol, que vai ao ar aos sábados, às 23h, pelo canal ArtedaVinci. Pretendemos lançar um livro com os episódios, com QR Code para acesso aos áudios. O problema sempre é financeiro, porque a inspiração para escrever sempre está em alta. Um amigo sugeriu que eu escrevesse uma autobiografia, mas não pretendo fazê-lo porque há pessoas que passaram por minha vida que não merecem registro!

 

Por que você recomenda a leitura de seus livros? 

Porque abordam temáticas variadas, relacionadas às vivências de todos nós e que possibilitam refletir sobre as temáticas propostas, extraindo ou relacionando cada gênero textual a algo próximo a si. São poemas intimistas, sociais, sobre a condição da mulher na sociedade, sobre as várias formas de amor, alguns metalinguísticos, e contos e crônicas que versam sobre situações que podem ocorrer com qualquer pessoa. Enfim, são vários temas que se inscrevem no dia a dia e sobre os quais todos têm um conceito próprio. Tenho certeza que cada leitor se identificará com algo dito num poema, num conto, numa crônica.

 

Deixe uma mensagem para seus leitores.

A leitura é construção social que alicerça o senso crítico e destrói a alienação, por isso torna-se tão perigosa!  

Conselho útil: saia de um livro e inscreva-se na vida"; o mundo se tornará mais amplo!

 

Acompanhe a escritora na internet:

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