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14 - Dúvidas Eternas por Sérgio Nogueira
14 - Dúvidas Eternas por Sérgio Nogueira

14 – DÚVIDAS ETERNAS por Sérgio Nogueira

 

É muito comum, em dezembro, desejarmos e ouvirmos os votos de feliz Natal e próspero ano-novo.

O problema é quando vamos escrever esses votos.  O primeiro problema que surge é com a palavra Natal que deve ser escrita com N maiúsculo, pois se trata do nome da festa em que se comemora o nascimento de Jesus.

O outro problema é decidir se devemos escrever ano-novo com hífen ou sem hífen.  As duas formas existem, mas querem dizer coisas diferentes.  Ano novo sem hífen significa um novo ano.  Você pode escrever:  “Espero que neste ano novo (sem hífen) eu consiga arrumar um emprego”.  “O presidente prometeu para o ano novo mais investimentos na saúde”.

Note que, nesses casos, não se trata da festa de réveillon, mas sim do novo ano que está começando.  Quando a intenção for referir-se à celebração da passagem de ano, à festa  de réveillon, devemos escrever “ano-novo” com hífen.

 

EU ME LEMBRO DISSO ou EU LEMBRO ISSO?

Todos conhecem os verbos “lembrar” e “esquecer”.  Mas, talvez, o que muitos não saibam é que devemos tomar cuidado na hora de empregar esses verbos.

É preciso ficar atento, principalmente, para ver se eles devem vir ou não acompanhados da preposição DE.

Por exemplo, você diria: “Eu nunca esqueço DO aniversário dos meus amigos” OU “Eu nunca esqueço O aniversário dos meus amigos”?  Aqui, o correto é: “Eu nunca esqueço O aniversário dos meus amigos”.

Isso acontece porque os verbos  “lembrar” e “esquecer” só devem vir acompanhados da preposição DE quando forem empregados na sua forma pronominal, ou seja, quando usarmos as formas:  eu ME lembro DE, ele SE esquece DE, nós NOS lembramos DE, eles SE esquecem DE.

Se usarmos esses verbos desacompanhados dos pronomes ME, SE e NOS, não usamos a preposição DE.  Assim, está igualmente correto dizer: “Eu sempre lembro o aniversário dos meus amigos” e “Eu sempre ME lembro  DO aniversário dos meus amigos”.

 

OS DOIS JOÃO ou  OS DOIS JOÕES?

Você alguma vez já esteve naquela situação embaraçosa de não saber se deve colocar um nome próprio no plural ou deixa-lo no singular?

Por exemplo, como você diria:  “Hoje é aniversário dos dois JOÕES ou “Hoje é aniversário dos dois JOÃO?”

Para você não passar mais por essa situação desconfortável de não saber como falar, lembre-se de que os nomes próprios estão sujeitos às mesmas regras de formação de plural que as outras palavras da nossa língua.

Assim, se dizemos: um cartão/dois cartões e um feijão/dois feijões, devemos dizer:  um JOÃO/dois JOÕES; uma Maria/três Marias; um Cléber/vários Cléberes; uma Cláudia/duas Cláudias...

Agora, cuidado (com exceção do plural de Luís que é Luíses) os nomes que terminam com S ou Z não variam sua forma no plural.  Diga: os dois Rodrigues, dois Carlos, os Muniz, os Lopes...

 

VIAGEM ou VIAJEM?

A palavra VIAGEM se escreve com G ou com J?

As duas formas existem, mas é preciso tomar cuidado, pois VIAGEM com G é uma coisa e VIAJEM com J é outra.

Devemos escrever VIAGEM com G quando se tratar do substantivo, ou seja, quando antes da palavra VIAGEM tiver:

a)    Um artigo: Essa foi A VIAGEM dos meus sonhos.

b)    Um numeral: Fiz DUAS VIAGENS a Manaus.

c)    Um pronome:  MINHA VIAGEM foi inesquecível.

Mas devemos escrever VIAJEM com J quando se tratar do verbo VIAJAR na terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo.  Nesse caso, geralmente, a palavra VIAJEM vem precedida das palavras QUE ou TALVEZ.

Assim, nas frases:

Espero QUE vocês VIAJEM em paz e TALVEZ as crianças VIAJEM nas férias.

Então não esqueça: VIAGEM com G é substantivo:  A VIAGEM foi ótima; e VIAJEM com J é verbo:  Quero QUE vocês VIAJEM bem cedinho.

 

Fonte:  Jornal O Sul/Dúvidas Eternas(snconsultoria@terra.com.br)