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12 - Dúvidas Eternas por Sérgio nogueira
12 - Dúvidas Eternas por Sérgio nogueira

12 - DÚVIDAS ETERNAS por Sérgio Nogueira

 

SENÃO ou SE NÃO?

Vamos resolver uma dúvida que vira e mexe nos atormenta na hora de escrever.  Quando devo escrever SENÃO junto e quando devo escrever SE NÃO separado?

Por exemplo, na frase “Fale alto, SENÃO ninguém vai ouvir”, você escreveria esse SENÃO junto ou separado?  Achou difícil?  Então anote a dica.  Escreva SENÃO tudo junto quando significar DO CONTRÁRIO.  Assim, na frase “Fale alto, SENÃO ninguém vai ouvir”, devemos escrever esse SENÃO tudo junto, pois tem o sentido de “Fale alto, DO CONTRÁRIO ninguém vai ouvir”.  Devemos escrever SE NÃO separado quando pudermos substituir por CASO NÃO.  Veja a frase: “Se não chegar a tempo, perderá o trem”.  Esse SE NÃO é separado porque é o mesmo que dizer:  “Caso não chegue a tempo, perderá o trem”.

Uma observação importante: no primeiro exemplo, poderíamos escrever SE NÃO (separado) se houvesse uma vírgula logo a seguir.  Na frase “Fale alto, SE NÃO, ninguém vai ouvir”, é possível interpretarmos a frase assim:  “Fale alto, SE NÃO (falar alto = CASO fale alto), ninguém vai ouvir.

 

ELE ESTÁ ENTRE MIM E VOCÊ ou ENTRE EU E VOCÊ?

Vamos lembrar o emprego dos pronomes MIM e EU.  Vejamos como usar os pronomes depois da preposição ENTRE.  Por exemplo, você diria: “Não há problema algum entre MIM e meus alunos” OU “Não há problema algum entre EU e meus alunos”?  Segundo a norma culta, o correto é “Não há problema algum entre MIM e meus alunos”.  Só devemos usar o pronome EU quando ele for o sujeito da oração.  Nesse caso, isso só vai acontecer quando houver um verbo no infinitivo depois do pronome.  Veja o exemplo: “Não há diferença entre EU LAVAR a louça e você arrumar a casa”.  Mas cuidado!  Se não houver verbo depois do pronome, o correto é dizer entre MIM e VOCÊ ou entre MIM e ELE.  E não adianta inverter, nada muda.  Tanto faz dizer:  “Não há problema algum entre MIM e meus alunos” como dizer “Não há problema algum entre meus alunos e MIM”.

 

CINQUENTA ou CINCOENTA?

Você alguma vez já ficou em dúvida na hora de preencher um cheque, pois não sabia como escrever determinado número por extenso?  Isso é muito frequente, pois como geralmente escrevemos os números com algarismos, é comum aparecer a dúvida na hora de escrever alguns números por extenso.  Várias pessoas escrevem CINCOENTA com as letras C e O, pois acreditam que essa palavra deriva da palavra CINCO.  Mas isso não é verdade.  A palavra CINQUENTA deve ser escrita com QU e sem trema, que foi abolido na última reforma ortográfica.  A palavra CINCOENTA com C e O não tem registro em nossos dicionários.  Já o número CATORZE aceita duas grafias e duas formas de se pronunciar:  pode-se escrever com QU e aí devemos dizer QUATORZE.  Ou podemos escrever com C e, nesse caso, a pronúncia é CATORZE.  Você escolhe!

 

ZERO GRAU ou ZERO GRAUS?

Certamente, ninguém se confunde ao empregar a palavra grau no singular e no plural, não é mesmo?  Todos dizem que em Manaus faz 30 GRAUS e que no alto da serra a temperatura pode chegar a um GRAU.  E se o termômetro chegar a zero?  Você diria quer está fazendo ZERO GRAU ou que está fazendo ZERO GRAUS?  Perceba que a palavra ZERO representa um numeral sem valor absoluto, indica uma quantidade inexistente.  Assim, por não haver o sentido de pluralidade de elementos, o número ZERO deve ser considerado singular.  Diga, portanto, que o termômetro marcou ZERO GRAU, que ele chegou à ZERO HORA e que ele gastou ZERO REAL.  E já que estamos falando da palavra ZERO, lembre-se de que você deve escrever ZERO-QUILÔMETRO com hífen e nunca no plural.  Diga que comprou dois carros ZERO-QUILÔMETRO>

 

Fonte:  Jornal O Sul/Sérgio Nogueira(snconsultoria@terra.com.br)