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Nelson Gonçalves, o Rei do Rádio
Nelson Gonçalves, o Rei do Rádio

NELSON GONÇALVES

 

A volta o Boêmio. Neste ano (2018), recordam-se duas décadas da morte de Nelson Gonçalves; já o centenário de seu nascimento será em 2019.

 

Nascido em Santana do Livramento, na fronteira do Brasil com o Uruguai, o cantor Nelson Gonçalves tinha uma frase que ele usava com frequência: “O Brasil é um país sem memória. Alguém se lembra de Francisco Alves? Quando morrer eu quero ser cremado para que não façam xixi em minha tumba”. E, não seria exagero dizer, a sentença possui algo de profético. No ano em que se recordam duas décadas de sua morte (18 de abril de 1998) e perto das comemorações do centenário de seu nascimento (21 de junho de 1919), Nelson Gonçalves – apesar de ainda habitar no imaginário afetivo de milhares de fãs, especialmente o das velhas gerações – é, para os mais jovens, praticamente um desconhecido. O fato é que do destemido cantor pouco ou nada ouviram falar. As palavras proferidas por sua voz de médio tenor, sobre ser cremado (quase um epitáfio), também carrega uma sinistra metáfora que remete à catástrofe que, em setembro, fez o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, sangrar em chamas diante os esfumaçados olhos da nação. Ou seja, além de volátil, a memória nacional é extremamente inflamável.

 

É tal a desmemória, que os 20 anos da morte de Nelson Gonçalves – também conhecido por Rei do Rádio e Metralha – salva uma ou outra exceção, passaram praticamente batidos. Em relação ao seu centenário, a Sony-BMG (a qual, na década de 1980, incorporou o casting da antiga RCA Victor), que hoje detém o grandioso relicário de fonogramas deixados pelo cantor, ironicamente não possui nenhum relançamento de discos do cantor em vista.

 

Para o escritor Paulo César Araújo, autor da controversa biografia Roberto Carlos em Detalhes (Planeta), a razão de Nelson estar olvidado não é novidade. “É quase uma ‘tradição brasileira’ não ter memória. No Brasil, descartam-se ídolos ao passo em que surgem outros”, ele medita. Algo bem diferente, ele coteja, ao que ocorre em relação a Carlos Gardel na Argentina, por exemplo, onde culto ao tanguista é, anualmente, uma fervorosa comoção que toma conta do país inteiro.

 

Aos 78 anos, ainda cantando, gravando (e também aprontando), o impávido coração do Metralha, que tinha como promessa cantar até 2001, beijava a lona: com um fulminante ataque cardíaco, a morte desferia seu golpe baixo contra o maior cantor do Brasil. Morreu, porém, vendendo aos montes. Disco de Ouro, Ainda é Cedo, seu derradeiro álbum (uma compilação de canções pop brasileiras), lançado em 1997, vendera 150 mil cópias em apenas três meses. Foi o último, porém, de uma odisseica carreira de sucessos.

 

Cantando para seis gerações, Nelson Gonçalves entrou, saiu e voltou à moda. Na vida, os ambivalentes arquétipos de “decaído” e “campeão” servem-lhe como luva de boxe: gozou sucessos, amargou ruínas e se redimiu na sarjeta. “A morte de Nelson desfez o quinteto dos artistas masculinos da Era do Rádio – soberania que tinha ao lado de Orlando Silva, Francisco Alves, Carlos Galhardo e Sílvio Caldas – e encerrou a fase mais mítica da música brasileira”, estima o pesquisador Jairo Severiano, autor de importantes livros como UMA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA – DAS ORIGENS À MODERNIDADE (Editora 34). “Nelson possuía um timbre único e uma extensão de voz extraordinária. Foi a mais bela voz masculina brasileira”, qualifica Severiano.

 

A estatura da obra de Nelson assombra. Nos cálculos do próprio cantor, da gravação de estreia, a valsa Se eu pudesse um dia (outubro de 1941), ao disco Ainda é cedo, são mais de dois mil registros fonográficos, sulcados em 183 discos de 78 rotações, 100 compactos, 200 fitas cassete e 127 Lps. Só o compacto de A volta do boêmio faturou dois milhões de exemplares.

 

Gravou de tudo: sambas-canções, marchinhas de Carnaval, foxes, tangos, boleros, valsas, serestas, jazz, bossa nova. Interpretou Wilson Batista, Herivelto Martins, Noel Rosa, Silvio Caldas, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues, Tom Jobim e, na maturidade, engatou fugaz romance com o pop. Teve discos lançados na Itália, Inglaterra, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e China.

 

 

A FESTA NUNCA TERMINA

 

Os pais de Nelson, imigrantes portugueses de Viseu, na bagagem traziam a tradição dos cantores ambulantes. Em Santana do Livramento, nasceu Antônio Gonçalves Sobral. Quando a criança completou dois anos, a família seguiu para São Paulo e instalou-se no bairro do Brás. O pai, Seu Manoel, tirava o guri da cama cedo para cantar em feiras livres e praças da metrópole. O menino se apresentava do alto de um caixote de bacalhau – seu primeiro palco – acompanhado, ao violão, por um cego. Antes da consagração, foi de tudo: jornaleiro, mecânico, engraxate, garçom, polidor, tamanqueiro, gigolô e boxeur.

 

Surfando nas ondas radiofônicas, Nelson iniciou uma gloriosa escalada de fama. Em 1943, virou crooner do Hotel Copacabana Palace, mas, levado por Carlos Galhardo, logo assinou com a Rádio Mayrink Veiga. Os sucessos abrolham: Normalista, Dolores Sierra, Espanhola, maria Bethânia e o fox-canção Renúncia. Da Mayrink para o lendário Cassino da Urca foi um pulo.

 

Nelson Gonçalves também é um campeão absoluto de vendagens. Em 60 anos de carreira, vendeu mais de 80 milhões de discos – média espetacular de mais de um milhão por ano. E, curiosamente, é dos raros artistas que, apesar da bancarrota da indústria fonográfica (e a despeito de não mais estar em evidência), continua vendendo. Sobre sua popularidade, ainda em vida, ele afirmou: “O brasileiro acostumou-se a comprar os meus discos. Eu sou uma espécie de ‘secos e molhados’”.

 

GONGADO

 

Nos anos 1930, em começo de carreira, o principiante Nelson Gonçalves foi ao Rio participar do programa A Hora do Gongo, transmitido pela Rádio Tupy e apresentado pelo exigente Ary Barroso, notório compositor do samba-exaltação Aquarela do Brasil. Ao ouvir Nelson soltar seu altissonante “ré-gravíssimo”, Ary não titubeou e, na mesma hora, fez soar o gongo. Nelson depois relembraria: “O Ary chegou a mim e perguntou: ‘Ô rapaz, o que tu faz em São Paulo?’. Eu: ‘Olha… eu luto boxe’. Ele não deixou por menos: ‘Então volta pra São Paulo que tu não canta é nada!’”. Reza que, anos depois, quando Nelson então vivia o auge de sua fama, Barroso teria se retratado com o cantor pelo “equívoco”.

 

Cantor permaneceu a vida toda na mesma gravadora, a RCA Victor.

 

 

REI DO RÁDIO VERSUS REI DO ROCK

 

Nelson Gonçalves é um dos artistas da RCA que, junto a Elvis Presley, mais venderam discos. Sobre eles, uma curiosidade: apenas Nelson (o “Rei do Rádio”) e Presley (o “Rei do Rock”) foram agraciados com o Prêmio Nipper – distinção concedida pela gravadora aos artistas com mais tempo de casa. Nesse sentido, o brasileiro Nelson deixou o astro de Memphis (que teve pouco mais de 20 anos de casa discográfica, contra os imbatíveis 60 de Nelson na “Victor”, como ele dizia – onde gravou a vida toda) a ver navios.

 

Último produtor a trabalhar com Nelson, em Ainda é cedo, Robertinho de Recife diz que nunca esquecerá a frase que um dia ouviu de Nelson: “Cara, você vai ser meu produtor para sempre!”. Esse “pra sempre”, conta Robertinho, ficou ecoando em sua mente durante muito tempo após o falecimento do Metralha. Contratado pela Sony, Robertinho fora para descobrir algo de “novo” que Nelson pudesse vir a gravar, uma vez que o experiente artista já havia atacado em todas as frentes musicais possíveis. E a escolha acabou se dando pelo pop, modalidade que o intérprete ainda não tinha explorado. Robertinho revela que, no início, encontrou resistência do cantor e que, para convencê-lo a gravar o repertório “jovem” - composições como Bem que se quis (Marisa Monti) e Faz parte do meu show (Cazuza) –, teve de lhe “passar a perna”: “Ao invés de mostrar a ele as versões originais das canções, toquei-as aboleradas, ao violão. Meu erro, do Herbert Vianna, por exemplo, disse-lhe que era de um cara chamado ‘Alberto Vianna’. Ele adorou e ainda perguntou: ‘Mas como eu não conhecia este compositor: Alberto Vianna!’”, ri Robertinho, saudoso.

 

METRALHA DERRUBA O ROCK

 

Outra das tantas façanhas de Nelson Gonçalves foi ter sido responsável por atrasar a chegada fonográfica do rock ao Brasil. Em 1957, Cauby Peixoto, após estrelar a produção norte-americana Jamboree, regressava ao Brasil entrando para a história como um dos primeiros artistas brasileiros a gravar um rock em português: Rock’and’Roll em Copacabana (o primeiro foi gravado pela cantora Nora Ney, que, em 1955, gravara A ronda das horas, uma versão para Rock Around The Clock, de Bill Halley). Naquele ano de 1957, petardos como Great Balls of Fire (Jerry Lee Lewis) e Peggy Sue (Buddy Holly) também semeavam suas violentas – e inovadoras – tendências na música popular planetária.

 

O rock consolidava-se no mercado discográfico mundial no ritmo enlouquecido da juventude. No Brasil, porém, ainda teve de esperar um pouco mais: o frisson causado pelo compacto de A volta do boêmio (samba-canção sobre o regresso do desiludido homem que suplica por uma nova inscrição na boemia) retardou no País, em alguns meses, a invasão das guitarras pelas ondas radiofônicas. O sucesso de Nelson roubou a cena. Ou melhor, “quebrou a banca”. Como resultado, a RCA, que, a exemplo das outras gravadoras, havia se paramentado para investir no rock – a “coqueluche do momento” - precisou mandar parar as prensas a fim de poder atender pedidos de lojistas do Brasil inteiro. E, engrossando ainda mais o caldo, Nelson engata na sequência dois de seus maiores êxitos: a balada romântica Pensando em ti, de Herivelto Martins, e o LP O tango na voz de Nelson Gonçalves (responsável por popularizar o ritmo platino no país), que contém sucessos da envergadura de Carlos Gardel, Hoje quem paga sou eu e Vermelho 27.

 

FUROR UTERINO

 

Nos idos de 1950, o “furor uterino” era a latente bomba-relógio prestes a detonar na sociedade. De Norte a Sul, milhares de lares (e vestidos) adentro, a extensão máscula do timbre vocálico de Nelson Gonçalves penetrava na reprimida libido das brasileiras. Em 1953, qual não foi o efeito surtido pelos versos sensualmente licenciosos de A camisola do dia? “A camisola do dia / Tão transparente e macia / Que eu dei de presente a ti / Tinha rendas de Sevilha / A pequena maravilha / Que o teu corpinho abrigava / E eu, eu era o dono de tudo / Do divino conteúdo / Que a camisola ocultava”.

 

Se a obra artística do Metralha foi cingida pelo erotismo, as tragédias e a dor de cotovelo, sua vida amorosa – explosivo capítulo à parte nessa história – extremamente marcada pelos relacionamentos passionais. Na música, mesmo em fim de carreira, arrebatou o coração de artistas mais jovens. Em Ainda é cedo, interpretou Nada por mim, parceria de Paula Toller com Herbert Vianna, que se tornou o grande hit daquele disco. A crítica, porém, torceu o nariz. Mais de 20 anos depois, Paula saiu em defesa do cantor. “Pura implicância [da crítica]. Nelson não se curvou a modismo algum: cantou todas as músicas com a dicção à moda antiga, trazendo-as para sua praia” observa a cantora. Angela Rô-Rô que regravou o bolero Fica comigo esta noite com grande sucesso, é outra fã de carteirinha: “Tivemos a mesma relação intensa com as mulheres”, diverte-se a cantora.

 

O CANTOR QUE VOLTOU DO INFERNO

 

De todos os enredos já fantasiados sobre o pesado vício em cocaína de Nelson Gonçalves, que ganhou todas as manchetes na época, a mais definitiva versão sobre a ruína atravessada pelo cantor nos anos em que ficou “na roda do pó”, entre 1958 e 1966, foi dada por ele mesmo. O depoimento encontra-se no DVD Eternamente Nelson: “É mais fácil sustentar 10 crianças a um vício”, comparou. “Cheirei mais de 50 quilos.”

 

O eclipse total teve início em 5 de maio de 1966, quando ele foi preso, sob a acusação de tráfico. Na hora, não houve ajuda do meio musical: os maiores solidários foram os três mil presos da Casa de Detenção de São Paulo, que ofereceram um dia a mais em suas penas “para que o cantor Nelson Gonçalves fosse libertado”. Na primeira noite de cárcere, o famoso preso escutou milhares de vozes que, emocionadas, ressoaram A volta do boêmio pelos corredores.

 

Nelson comprou seu bilhete para o inferno no mictório do restaurante El Greco, em Copacabana. Literalmente, o dinheiro foi aspirado para as narinas: “Acabaram-se os apartamentos e os carrões. Show, eu não fazia. Disco, não queria gravar. Só pensava no tóxico. Minhas amizades eram apenas traficantes ou da patota que cheirava”, narrou. No auge do vício, consumia pelo menos 10 gramas de cocaína por dia. “Muitas vezes cantei em troca de pó na casa de um malandro qualquer do subúrbio”, confessou. Em casa, ele guardava quase um quilo.

 

Fartos daquela vida, um dia anunciou a Maria Luiza Ramos, a terceira esposa, sua decisão de “parar de estalo”. Ordenou que ela despejasse o pó no vaso sanitário. Depois, ela o trancafiou no célebre quartíbulo (onde ficou por quatro meses sem ver a luz solar) por onde recebia “comida por debaixo da porta”. Certa manhã, Nelson viu a prosaica cena que simbolizou sua liberdade: o padeiro entregando pão, o leiteiro deixando o leite e uma mulher varrendo a rua. “Aí está a vida de verdade”, soube, às lágrimas. Havia se restaurado: “Sou o cantor que veio do inferno”, asseverou a si mesmo.

 

A LUTA DO SÉCULO NO BRASIL

 

Debilitado, o vigor físico Nelson Gonçalves recobrou com sua tenacidade de ex-pugilista. O boxeador Éder Jofre (campeão mundial dos pesos médios, em 2961) – o “Galinho de Ouro”, que recentemente ganhou a premiada cinebiografia 10 segundos para vencer -, relembra que o amigo, ainda em reabilitação, matriculou-se em sua academia, a Kid Jofre. “O Nelson lutava para fortalecer o corpo. Era um pugilista disciplinado. Tinha o braço direito pesado e batia forte! Até parece que o vejo agora, todo metido, brincando de luva e se esquivando das minhas investidas”, descreve Jofre, quase num déjà vu. Com apoio do campeão mundial, para ratificar ao público que estava 100% recuperado, o cantor organiza uma luta-exibição no Ginásio do Ibirapuera: Nelson Gonçalves x Éder Jofre.

 

Lotação máxima para ver a “A luta do século no Brasil”. Teimoso e brigador, o Metralha leva o certame – meramente promocional – a sério. Após bater insistentemente em Jofre, no sétimo round o lutador desfecha uma investida que faz o adversário tombar desfigurado no ringue. Catarse. Cambaleante, Nelson se ergue heroicamente e – em êxtase – canta Castigo, de Lupicínio Rodrigues. Da letra: “Homem que é homem faz qual o cedro que perfuma o machado que o derrubou”.

 

BOÊMIOS

 

Um dos mais conceituados intérpretes da música regional gaúcha, o cantor e compositor João de Almeida Neto em 2018 lançou o disco Boêmios – Canta Nelson Gonçalves, no qual, co seu timbre semelhantemente grave, interpreta clássicos do repertório gonçalviano como Normalista, Carlos Gardel e Nem às paredes confesso. Acompanhado de um regional de choro, Neto também apresentou o espetáculo de mesmo nome – que, seguramente, é das poucas e isoladas homenagens ao Rei do Rádio realizadas durante esta efeméride de 20 anos de sua morte.

 

 

Um dos momentos mais marcantes de sua carreira, conta ele, foi quando, convidado pelo próprio cantor, dividiu o microfone com Nelson na casa noturna Le Club, nos anos 1980. Cantaram Sertaneja, também famosa na límpida voz de Orlando Silva: “Sertaneja se eu pudesse/ Se papai do céu me desse/ O espaço pra voar”. Foi inesquecível, relembra Neto, que, ainda em começo de carreira, era o tempo todo chamado por Nelson de “menino”.

 

Falando em iniciativa isolada, outro regalo lançado neste ano é o disco Angela Maria & Nelson Gonçalves ao Vivo, gravado em junho de 1978, durante uma apresentação dos populares cantores em São Paulo. Mais de 40 anos depois, a fita original contendo a gravação – que estava na posse de Angela (falecida em 29 de setembro, aos 89 anos) – foi lançada, remasterizada, pelo selo Nova Estação. No show, os astros apresentaram-se ora sozinhos, ora em dueto, cantando assinaturas sonoras como Babalu (Angela) e A volta do boêmio (Nelson). Em outros números, tramam duetos irresistíveis e se divertem, contagiando a plateia. Quando Angela solta seu vozeirão numa versão jazzística de Marina, de Dorival Caymmi, com direito a um “oh yeah!” no final, Nelson não resiste e exclama: “Chuchu beleza!”.

 

 

DEZ DISCOS ESSENCIAIS

 

Nelson interpreta Noel (1956)

Primeiro LP de Nelson. O vozeirão a serviço de sambas como Três apitos e As Pastorinhas.

 

O tango na voz de Nelson Gonçalves (1956)

Traz as “platinas” Carlos Gardel e Vermelho 27. Sucesso no Uruguai e Argentina.

 

Pensando em ti (1957)

Segundo LP de Nelson. A afirmação do sucesso vem com as monumentais Meu vício é você e a emblemática A volta do boêmio.

 

Escultura (1958)

Contém Nova Copacabana e Destino, que embalou corações nos “dourados” anos 1950.

 

Êxtase (1959)

Disco de capa memorável e canções ainda mais: Deusa do asfalto, Vaidosa e O preço da glória.

 

Nelson Gonçalves em Hi-Fi (1959)

O boêmio tenta competir com a bossa nova e o disco Chega de saudade, de João Gilberto, lançado naquele mesmo ano.

 

A volta do boêmio (1967)

Representa uma retomada na carreira de Nelson, após seu envolvimento com drogas.

 

Quando a Lapa era a Lapa (1973)

Álbum recheado de curiosidades. A grande surpresa fica por conta de Maria e Mais nada, letra de ninguém menos que Chico Xavier.

 

Eu & Eles (1985)

Artistas como Milton Nascimento e Chico Buarque dividem o microfone com o Rei do Rádio. Destaque para o antigo sucesso Renúncia, ao lado de Tim Maia.

 

Trilha sonora do filme Nelson Gonçalves (2001)

Trilha bem explorada em canções de todas as fases, como Sinto-me bem, Dos meus braços tu não sairás e a fetichista A camisola do dia.

 

Fonte: Jornal do Comércio/Cristiano Bastos/autor de Júpiter Maçã: A efervescente vida & obra (Plus Editora). Atualmente prepara uma biografia sobre Nelson Gonçalves, a ser lançada pela mesma editora, em 07/10/2018