
GRAMMY E ORGANIZAÇÕES MUSICAIS INTERNACIONAIS LANÇAM SELOS PARA CLASSIFICAR CONTEÚDO GERADO POR IA
‘Gerado por IA’ e ‘Assistido por IA’ são as terminações sugeridas pela comunidade musical internacional. Classificação considera, especialmente, se execução dos vocais e do arranjo principal são feitas por humanos ou não
O Grammy, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) e outras seis organizações musicais internacionais lançaram, nesta sexta-feira, 10, um sistema de classificação para sinalizar conteúdos criados com inteligência artificial generativa. A expectativa das associações é de que os rótulos sejam amplamente adotados.
São dois selos: um para quando a IA foi usada para gerar “todos ou a maior parte dos elementos criativos da gravação” e outro para quando as faixas foram “assistidas por IA”, “substancialmente criada por humanos”, mas com “alguns elementos expressivos” gerados por esse tipo de ferramenta.
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Selo preto com sigla branca é para músicas completamente geradas por IA. Selo branco com sigla preta é para músicas que assistidas pela ferramenta, mas que foram executadas essencialmente por humanos. Foto: Divulgação/ International Federation of the Phonographic Industry (IFPI)
Além do IFPI e do Grammy, assinam o documento a Associação da Indústria Fonográfica Americana (RIAA), a Associação Americana de Música Independente (A2IM), a Rede Internacional de Música Independente (WIN), a Associação Europeia das Companhias de Música Independente (IMPALA), o Sindicato dos Atores e a Federação Americana de Artistas de Rádio e Televisão (SAG-AFTRA) e a Campanha da Arte Humana (Human Artistry Campaign, no termo em inglês).
Segundo a nota, a adoção ao sistema de rotulagem é voluntário, mas foi desenvolvido para ser utilizado inclusive por serviços de streaming.
Em abril, o Deezer informou que faixas geradas por IA já representavam 44% de todas as novas músicas disponibilizadas na plataforma; a empresa também lançou um sistema próprio para identificar faixas geradas por IA. O Spotify, na mesma toada, tem ferramentas próprias para verificar a autenticidade do conteúdo.
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Spotiy, Apple Music e Deezer lançaram 'detectores' próprios de IA. Foto: HTGanzo/Adobe Stock
A Apple Music, por sua vez, anunciou que músicas “100% IA” são mais de um terço das novas faixas enviadas para a plataforma.
A Digital Media Association (DIMA), associação comercial que representa empresas de streaming como as já citadas, disse que está acompanhando de perto o anúncio da rotulagem.
Apple Music, Spotify, Deezer e Amazon Music esperam receber metadados de IA mais detalhados e precisos como forma de “fortalecer” a capacidade de oferecer aos usuários “a transparência que merecem”.
“A DIMA defende há muito tempo que criadores, proprietários e distribuidores de música forneçam metadados precisos e atualizados sobre todas as músicas lançadas e distribuídas em serviços de streaming”, afirmou o diretor executivo da associação, Graham Davies, em comunicado.
Conheça os selos
Gerado por IA - quadrado preto com a sigla ‘AI’ (artificial intelligence) em letras maiúsculas brancas
A Inteligência Artificial generativa foi usada para gerar todo ou a maior parte dos elementos criativos da gravação. Isto é:
Assistido por IA - quadrado branco com a sigla ‘AI’ em letras minúsculas brancas
A gravação foi criada substancialmente por humanos e expressa a criatividade humana, mas, a inteligência artificial generativa é usada para alguns elementos expressivos. No entanto, os vocais principais e os instrumentos principais são necessariamente executados por humanos. /Com AFP
Fonte: Estadão/Redação em 11/07/2026