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Bruna Lombardi e a Jornada do Conhecimento
Bruna Lombardi e a Jornada do Conhecimento

JORNADA DO CONHECIMENTO

 

ATRIZ LANÇA LIVROS E PORTAL DE “MINDFULNESS”

 

Sessão de autógrafos e evento sobre qualidade de vida fazem parte da programação de Bruna Lombardi em Porto Alegre.

 

Atriz, roteirista de cinema, apresentadora, escritora, Bruna Lombardi vem a Porto Alegre neste fim de semana para mostrar mais duas facetas de seu multifacetado trabalho. Ela lança, hoje, dois novos livros, CLÍMAX, seu primeiro volume de poemas inéditos em mais de 30 anos, e POESIA REUNIDA, que, como explica o título, agrega os três volumes que publicou anteriormente. Amanhã, Bruna será a anfitriã e mestre de cerimônia da Jornada do Conhecimento, evento no Teatro do Bourbon Country que terá como convidados os escritores Eduardo Bueno, Letícia Wierzschowski, o historiador e professor Leandro Karnal e o ator Caetano O’Maihlan.

 

CLÍMAX, o novo livro, reúne poemas que alternam o ponto de vista do erotismo como uma experiência espiritual e da espiritualidade como uma experiência erótica. É o primeiro livro de poemas da autora desde O PERIGO DO DRAGÃO (1984).

 

Já a Jornada do Conhecimento se constitui em um misto de encontro intelectual e sarau artístico centrado nos desafios para uma vida com qualidade. Eventos semelhantes já foram realizados por Bruna em outras capitais como São Paulo, Rio e Salvador e servem para apresentar o portal que a atriz e escritora lançou em agosto, a Rede Felicidade (www.redefelicidade.com.br), fórum sobre temas como arte e cultura, espiritualidade, saúde, viagens e vida natural. Além de reunir textos e vídeos de convidados, a Rede Felicidade também reúne um blog no qual Bruna escreve e responde a questionamentos dos leitores cadastrados.

 

Nas jornadas, Bruna discute muitos dos mesmos temas com seus convidados. A ideia, segundo ela própria, é ter sempre nessas presenças diferentes visões e formações.

 

- Falamos muito de escolhas, de “mindfulness”, ou seja, de atenção plena, da felicidade como escopo da vida, mas mostrando todas as facetas desses temas. Quero mostrar todos os ângulos de um tema, e mostrar também que todas as pessoas que estiverem dispostas, cada uma pelo seu ângulo, podem achar um jeito de dividir uma experiência para a criação de um mundo melhor – diz Bruna, em entrevista por telefone a ZH.

 

ENTREVISTA

 

Você passou os últimos anos dedicada ao cinema. O que a levou de volta à poesia?

 

Eu continuei escrevendo, mas estava um pouco parada na publicação. Achava que tinha de chegar o momento certo. E o momento certo veio quando comecei uma página no Facebook e o retorno de público foi muito forte. Comecei a receber muitas mensagens sobre a minha poesia. Gente que tinha o livro, emprestou e nunca devolveram, gente que perdeu. Muitos que abriram sites sobre a minha poesia. Eu descobri uma irmandade secreta da poesia, pessoas que curtem, sabem teus versos de cor, recitam em saraus. Ou seja, todo um movimento do qual eu estava participando sem saber. Foi muito animador. Aí lancei o livro novo e o meu editor reeditou os três volumes anteriores num livro só.

 

Remexer nesse material provocou alguma surpresa?

 

Claro. Foi uma descoberta, tinha milhões de coisas que eu não lembrava de que tinha escrito. Muito daquilo me pareceu inédito, porque fazia muito tempo que eu havia produzido.

 

Você vem se dedicando, em seus filmes em parceria com seu marido, Carlos Alberto Riccelli, a montar um mosaico afetivo e pessoal de São Paulo; E com Porto Alegre, qual sua ligação?

 

Tenho uma ligação muito forte com Porto Alegre, porque para mim foi aí que tudo começou. Lancei meu primeiro livro na Feira do Livro de Porto Alegre e foi ali que eu conheci o Mario Quintana e muitos dos autores que escreviam naquele período. Eu virei uma espécie de mascote, eram escritores consagrados, como o próprio Quintana, o Faraco, o Luis Fernando Verissimo, de quem sou fã absoluta, o editor Ivan Pinheiro Machado. E eu, uma garota, marinheira de primeira viagem, fui muito bem recebida por eles. Eu tenho uma ligação enorme com a cidade. Voltei a Porto Alegre muitas vezes, e em todas as vezes encontrei amigos aí. É uma cidade inteligente, muito voltada para a cultura, para a literatura, tem grandes talentos em muitas áreas e tem uma independência, um pensamento vivo.

 

Em que consiste a Jornada do Conhecimento?

 

Abrimos em agosto uma plataforma chamada Rede Felicidade. É um portal lindo, eu convido todo mundo para acessar e se cadastrar nessa comunidade que já é bem grande. Essa rede, além de ser um portal com vários temas, desde espiritualidade até trabalhar mais feliz, tem o propósito de trazer informações para pessoas que não teriam acesso. A gente promoveu desde o dia da inauguração do portal a primeira Jornada do Conhecimento. Nós fazemos muitos encontros virtuais entre os seguidores do portal, mas as Jornadas do Conhecimento são encontros físicos. Já fizemos um em São Paulo, o Prem Baba, abriu a primeira. Tivemos música, leituras de poesia. Depois fomos para o Rio, com a Fátima Bernardes e outras convidadas. Fizemos um em Salvador, com a presença de Camille Paglia, parte da programação do Fronteiras do Pensamento lá. Depois, Minas Gerais. Agora, estamos chegando a Porto Alegre. A Jornada está seguindo esse formato e tem sido uma experiência em que o público tem muita participação. É uma jornada para vivenciar aprendizado e conhecimento.

 

 

Fonte: ZeroHora/Segundo Caderno em 29/09/2017.