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No Tempo do Cinematographo
No Tempo do Cinematographo

NO TEMPO DO CINEMATOGRAPHO.

 

Trazido pelo empresário Francisco de Paola e por seu sócio Dawison, no dia 4 de novembro de 1896, o cinematógrafo teve sua primeira apresentação em Porto Alegre na Rua dos Andradas, 349, em frente à Praça da Alfândega, 120 anos atrás.  A exibição das imagens em movimento deixou os assistentes perplexos.  Os jornais da época, a exemplo do A REFORMA (1869 – 1912), anunciaram a novidade como a invenção que projetava a “fotografia animada”.

Em 20 de maio de 1908, foi inaugurada a primeira sala da Capital, o Recreio Ideal, também em frente à Praça da Alfândega.  O local era de propriedade de José Tours, que representava uma fábrica espanhola de aparelhos cinematográficos.

 

 

No dia 27 de março de 1909, considerada a data oficial do cinema gaúcho, foi exibido o primeiro filme de ficção no Rio Grande do Sul, o curta-metragem RANCHINHO DO SERTÃO.  O pioneirismo nos remete aos nomes de Eduardo Hirtz, Francisco Santos, Carlos Comelli, Lafayette Cunha, Emílio Guimarães, entre outros.

Em 29 de novembro de 1913, foi inaugurado o primeiro cineteatro de Porto Alegre, o Guarany, cujo prédio original, projetado pelo arquiteto alemão Theo Wiederspahn (1878 – 1952), está sendo restaurado.

Até o ano de 1927, as películas eram mudas.  O primeiro filme sonoro do mundo, O CANTOR DE JAZZ (The Jazz Singer), foi exibido em 6 de outubro de 1927.  A obra foi dirigida pelo americano Alan Crosland, e baseada em uma peça de Samson Raphaelson.  No Brasil, a novidade veio com a comédia ACABARAM-SE OS OTÁRIOS (1929, de Luiz de Barros).  O primeiro sonoro produzido no Rio Grande do Sul, pela Leopoldis Som, data de 1940, com o título de CACHORRICIDIO.  O músico e radialista Antônio Francisco Amábile (1906 – 1956) atuou como ator principal, além de ter produzido o roteiro e a parte musical.


Fonte:  ZeroHora/Almanaque Gaúcho (almanaque@zerohora.com.br) Colaborou Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite, coordenador do Setor de Imprensa do Museu de Comunicação Hipólito da Costa.

 

A BELEZA DO SILÊNCIO

 

Um dos mais respeitáveis intelectuais gaúchos, Augusto Meyer (1902 – 1970), escreveu algo que, em 1929, fazia sentido, mas que hoje seria considerado esdrúxulo.  Numa crônica, aberta com uma citação de Charles Chaplin – “Estão estragando a beleza do silêncio” –, registrou:  “Pois o cinema falado é uma invenção tão absurda como a pintura cantada ou a poesia comida.  Ninguém pode comer um poema.  Ninguém vai ao Central (cinema) ouvir uma fita.  É mais recomendável e muito mais normal a gente ler o poema e olhar o filme”.

 

Fonte:  ZeroHora/Almanaque Gaúcho (almanaque@zerohora.com.br) em 15 de janeiro de 2016.