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Programa de Alfabetização Audiovisual
Programa de Alfabetização Audiovisual

CINEMA QUE INSTIGA

 

Programa de Alfabetização Audiovisual investe há 10 anos em sessões gratuitas como ferramenta educacional para crianças.

 

Boa parte das escolas da rede pública de Porto Alegre tem espaço reservado no calendário para o Programa de Alfabetização Audiovisual. Carro-chefe do projeto, o Festival Escolar de Cinema é parada obrigatória de milhares de alunos e professores a cada ano – e se a programação não é divulgada logo nos primeiros meses, os educadores tratam de cobrar a organização.

 

- Já tem uma construção no espaço escolar. Se a gente demora um pouco, eles começam a nos perguntar quando vai ser. Às vezes, até fora do ano letivo entram em contato – conta Maria Angélica dos Santos, coordenadora adjunta da iniciativa.

 

E é assim, com público cativo e sessões sempre lotadas, que o Programa de Alfabetização Audiovisual completa 10 anos em 2018. Hoje(10/04), duas ações do projeto dão início as suas atividades: o 10º Festival Escolar de Cinema e o 3º Seminário Internacional de Educação e Cinema – Luz na Docência.

 

Com filmes clássicos e produções brasileiras contemporâneas, o circuito de cinema escolar é dividido por faixa etária. A sessão especial de abertura contará com a presença da cineasta Ana Luiza Azevedo, homenageada nesta edição. Há curtas, longas e trechos de filmes no programa – neste ano, um dos destaques é AS DUAS IRENES (2017), longa dirigido por Fabio Meira.

 

- O ensino está cada vez mais tecnicista, cada vez menos voltado para o sensível. Temos essa função de resgate – destaca a produtora Juliana Costa. - O audiovisual está dentro dos celulares dos alunos. É impossível para a escola negligenciar essa linguagem. Falamos de cinema e educação e expandimos a proposta para pensar o audiovisual na educação. Queremos formar consumidores críticos – completa.

 

Em 10 anos, o Festival Escolar de Cinema já completou mais de 50 mil pessoas com sua programação. A expectativa de público para esta edição é de sete mil espectadores, número mais baixo em comparação aos últimos anos em razão da falta de transporte gratuito. Realizado pela UFRGS – sob coordenação do professor Gabriel junqueira – em parceria com a Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre, o programa é financiado pelo Ministério da Cultura, mas a liberação de verba está cada vez mais limitada. O número de salas participantes também diminuiu: se em edições anteriores o projeto contava com até quatro, hoje estão no circuito apenas a Cinemateca Capitólio e a Sala Redenção.

 

- A questão do ônibus acabou prejudicando. É muito caro, mas faz toda a diferença. Estamos conseguindo fazer malabarismos para equilibrar tudo – explica Juliana.

 

Fonte: Zero Hora/Segundo Caderno/Nathália Carapeços (nathalia.carapecos@zerohora.com.br) em10/04/2018.