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Luiz Amato
Luiz Amato

 

A escritora CERES MARCON entrevista o escritor LUIZ AMATO

 

Paulista, casado, pai de duas lindas filhas. Formado em eletrônica, trabalhou 20 anos na área comercial de uma empresa de engenharia. Hoje, dedica seu tempo à filatelia - no comercio filatélico, pela internet - e à Literatura, essa última uma paixão adquirida ainda muito jovem. Curte muito rock pesado.

Seus autores preferidos são: James A. Michener, James Clavel, Sven Hassel, Jack Higgins, Machado de Assis e José Mauro de Vasconcelos. Todos, de uma forma ou de outra, influenciaram o seu modo de escrever.

É autor dos contos Psicos - Fronteira Final - Deus é mesmo Brasileiro - Louco? Quem? Eu? - Herói Urbano - Felicidade, Um conto de Amor - Amor Somente Amor - O Plantonista - Q.I. 180 Um presente ou...? e outros, reunidos em uma coletânea de nome Lua Cheia.

Com duas obras publicadas “A Lenda” e “A Jornada” e com a terceira a caminho “A Revelação”, Luiz Amato mostra sua competência como autor.

 

O site das Mosqueteiras quer desejar as boas-vindas ao autor Luiz Amato.

 

1-    Você se formou e trabalhou em uma área muito distante da Literatura. Como nasceu essa paixão pela escrita?

  • Vem desde jovem. Sempre li muito. Gibis, revistas, livros. Mesmo com formação em exatas, gostava muito quando, em aula, tinha que escrever redações.

 

2-    Quando você decidiu se aventurar pelo mundo das letras, como a sua família reagiu?

  • Com normalidade. Todos na minha família gostam de ler. O incentivo foi natural.

 

3-    Com tantos autores famosos na sua lista de preferidos, sendo que todos influenciaram sua escrita, de uma forma ou de outra, se tivesse que escolher apenas um. Qual seria e por quê?

  • Difícil. James A. Michener. A parte descritiva de suas obras, são primorosas. Ricas em detalhes. Traz o leitor para dentro da história.

 

4-    Qual o primeiro trabalho publicado?

  • O livro A Lenda, volume 1 da Séria A Grande Aventura (S.A.G.A.). Antes, algumas crônicas em jornais local.

 

5-    Qual o melhor momento da sua vida como autor?.

  • Eu sou, em essência, uma pessoa feliz. Mas como diz aquela propaganda: “Ver o seu livro pronto, não tem preço”

 

6-    Você tem uma rotina para escrever ou qualquer hora é hora?

  • Nenhuma. Qualquer hora é hora. Veio a inspiração, vamos para o computador.

 

7-    Em qual momento do dia a escrita rende mais?

  • Mesmo não adotando uma rotina, o período da tarde rende mais. O porquê? Não sei. Se alguém souber, me informe.

 

8-    Você diz ser fã de rock pesado. Quais as bandas que acompanham você no processo de criação e escrita?

  • Já fui chamado de dinossauro do rock, por um pirralho que não sabe nem um acorde em uma guitarra ou baixo (modéstia à parte, me viro bem nos dois instrumentos). São inúmeras bandas das décadas de 60/70 e algumas posteriores. Para não lotar aqui de nomes, duas mais antigas – Deep Purple e Led Zeppelin – um pouco depois – Iron Maiden – mais atual – System of a Down (SOAD). Seria um pecado, eu não citar as nacionais – O Terço – Made in Brazil – Joelho de Porco – Zappa – Casa das Máquinas e muitas outras.

 

 

9-    Você é um autor independente, usando o vocabulário atual, um autor indie. Por que essa opção?

  • Eu diria que mais que uma opção, o sistema nos obriga a isso. Você sabe que tem um bom material. Que é viável para as editoras. Mas nem sempre elas têm olhos para o seu texto. Então, como diz a moçada; “Bora trabalhar”. Você faz o seu próprio livro (existem ferramentas muito boas para isso hoje. Eu uso a Create Space do grupo Amazon) e divulga. Um livro físico, já é bem mais visível que um texto.

 

10-  Como você encara as críticas, positivas ou não, sobre as suas obras?

  • Todo tipo de crítica serve como parâmetro. Nada melhor do que ouvir elogios sobre o seu texto. Eu gosto da interação, seja com o leitor, seja com o crítico literário. Nós vivemos num constante aprendizado.

 

11-  Qual a sua opinião sobre os rumos da Literatura Nacional?

  • A pergunta me lembrou uma personagem de novela. Ela sempre dizia: “Mistério”. Muito difícil de responder. Vou dividir; 1 – Escritores: A qualidade dos textos dos autores nacionais, melhora dia a dia. Temos obras dignas de prêmios internacionais. 2 – Editoras/Livrarias: São empresas. Elas visam lucros, e a nossa economia não vai nada bem. Por isso adotam a política de vender o que já é sucesso. Aí fica a pergunta: Como vamos conseguir fechar essa equação? Mistério...

 

12-  Você acredita que um escritor/autor, possa viver de vender livros, hoje?

  • Se ele tiver o apoio massivo de sua editora e da mídia em geral, e estiver disposto a trabalhar bastante, sim.

 

13-  Qual o seu maior sonho como autor?

  • Vou citar dois – Ver o seu livro impresso – Assinar contrato com uma boa editora.

 

14-  As Mosqueteiras agradecem pelo seu tempo e receptividade ao nosso pedido para essa entrevista e deixamos espaço para que você diga algumas palavras aos novos autores e, também, sobre seus projetos futuros.

  • Aos amigos autores e para os mais jovens, que pretendam ingressar nesse universo: Nunca desistam de seus projetos, por mais impossível que isso possa parecer. O ser humano sem sonhos, é o mesmo que uma árvore frutífera sem frutos. Acredite, sempre.
  • No momento estou escrevendo o texto do livro 3, A Revelação. É a finalização da Série A Grande Aventura (S.A.G.A.). Para o futuro já tenho planos delineados para uma nova história, como também pequenos contos (adoro escrevê-los).
  • Finalizando, um agradecimento do tamanho do Brasil à Ceres e as Mosqueteiras, por essa oportunidade de mostrar um pouco de como eu penso.
  • Não esqueça: Literatura Nacional – Uma Fábrica de Talentos.