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Vólia Loureiro do Amaral
Vólia Loureiro do Amaral

 

O escritor Elton da Fontoura entrevista a poetisa Vólia Loureiro do Amaral

 

Aos que Ainda Sonham, os versos e prosas são fontes inesgotáveis aos anseios de Poetas, Escritores e Leitores.

Teoricamente, a Engenharia Civil nada tem a ver com poesia, embora o concreto armado possa servir de expressão e impressão aos apaixonados. Infinitas arquiteturas ao  redor do mundo, foram tatuadas ou marcadas por flechas transpassando estilizados corações!

No entanto, há uma distância lógica para a Engenheira Vólia Loureiro do Amaral, nascida em Campina Grande na Paraíba e atualmente morando em João Pessoa.

Engenharia e poesia, não possuem uma rima perfeita. Cada um no seu quadrado!

Além de Poetisa, é Escritora e Artista Plástica. Li rapidamente que exerce ou exerceu o cargo de professora. Daqui um pouco saberemos detalhes desta docência.

O Castelo das Literárias Mosqueteiras abre as cortinas para receber a pantaneira, engenheira, poetisa, escritora, artista plástica, professora e palestrante espírita Vólia Loureiro do Amaral. Qual delas irá nos dizer o que ocorre Quando as Paralelas se Encontram?

 

Literárias Mosqueteiras: No último primeiro de maio, à noite, assisti a um programa que continha depoimentos de algumas pessoas que, com sucesso, abandonaram a desgastante profissão. Algumas dessas pessoas, a maioria talvez, mantinham-se sólidas financeiramente, mas optaram iniciar atividades sonhadas por seus próprios sonhos. Trabalhar com uma nova profissão em um lugar qualquer, ou por causa daquele específico lugar, executar uma função qualquer.   

Além de todas as ocupações relatadas acima, Vólia ainda tem um sonho profissional ou lúdico a ser alcançado, conquistado, realizado?

 

Vólia Loureiro: Quem não tem um sonho? E eu sonho muito... Vou contar o que mais me estimula: Poder, através da poesia, transformar a mentalidade das pessoas, recuperar-lhes o romantismo e o lirismo, despertar-lhes o gosto pela poesia, pela literatura. Certamente teríamos um Brasil menos violento, mais feliz.

 

Literárias Mosqueteiras: Aos que Ainda Sonham foi o teu primeiro livro publicado.  É um livro de poemas. Confesso que até o dia de hoje, não me preocupei em saber a exata diferença entre Poesia e Poema.

Segundo a sinopse, https://www.facebook.com/volia.loureirodoamaral a obra é de cunho intimista, ou seja, praticas o quê teoriza. No meu modo de entender, a doutrina espírita é a prática da teoria, o que me leva a crer, serem versos espirituais? O amor carnal, sentimental, as paixões sofridas e sentidas também estão inseridos?

 

Vólia Loureiro: O livro Aos Que Ainda Sonham não é de cunho espírita, reúne os meus vários eus, as minhas viagens de alma. São espirituais no sentido de que sãos os gritos da minha própria alma, dessa forma, o amor carnal, sentimental e as paixões estão inseridas.

 

Literárias Mosqueteiras: Quando as Paralelas se Encontram, trata-se de um romance. É o teu segundo livro publicado. Gostei da sinopse por três motivos:  https://www.facebook.com/volia.loureirodoamaral

Primeiro por ser uma estória ou história espírita. Segundo, por trazer à tona uma ocorrência plausível. Certamente lendo o livro, vamos entender porque a espiritualidade designou o mesmo sexo. Deve haver algum motivo! E a terceira, fico feliz quando um Escritor brasileiro não desenvolve a trama, por exemplo, em um castelo na Transilvânia, ou em algum bar de Istambul. Teu cenário situa-se em São Paulo e no sertão Paraibano. Nosso país possui uma rica geografia, um imenso acervo de lendas e mistérios reais, que... bom deixa pra lá!

A pergunta que não quer calar é: Durante o trajeto, tu afirmas, suspeita ou descarta totalmente a ideia de psicografia? Te questiono, por que estou fadado a gravar na capa do meu livro: Psicografado por um espírito...não sei qual!

 

Vólia Loureiro: Pela forma como me veio a inspiração, como as cenas se desenrolavam à minha vista, eu afirmo sem questionar que houve influência espiritual, inspiração. Como no Castelo Literário sou a costureira dos textos a cinco mãos, acredito que nessa obra a história é de inspiração espiritual, porém , contada ao sabor da minha emoção e também com algumas tintas da minha imaginação.

 

Literárias Mosqueteiras: No último sábado pela manhã, estavas na fazenda. Conte-nos como é esta atividade pantaneira. Mesmo sem encontrar legendas, pude perceber pelas fotos no Facebook, que é uma linda e diversificada propriedade.

 

Vólia Loureiro: Na verdade, de pantaneira a propriedade não tem nada (risos). Situa-se em pleno sertão nordestino, tendo como ambiente a caatinga, o calor, os períodos de estiagem, mas é uma paixão que tenho. O sertão paraibano está impresso em mim.  As belezas dos luares, o cheiro das flores, o canto das aves, o trato com o gado, a gente humilde, tudo isso me diz muita coisa. A atividade “pantaneira” é mais um refúgio de alimento da alma, economicamente não acrescenta, mas em termos de alimento espiritual e motivos de inspiração, essa é a minha fonte.

 

Literárias Mosqueteiras: Agora vamos conhecer a rotina da engenheira. Acredito ser tua atividade prioritária. Calcular e poetizar devem estar nos extremos do teu mundo. Internamente, há algum conflito, ou interrupções tipo:

Anseias por descortinar os véus que te velam o passado.

Imaginas que possas ter sido um grande rei, um guerreiro,

Alguém, portador de poder e dinheiro,

Personagens, aos teus olhos de valor inestimado.

Porém, não te enganes; o certo é (9r²-4r+3)dt

Brincadeiras à parte, este lindo poema, O Véu do Esquecimento, excluindo a equação logicamente, encontra-se na íntegra, no link:

http://www.fepb.org.br/comunicacao-social/noticias/noticia.php?noticia=716

Qual a tua atuação como engenheira?

 

Vólia Loureiro: No dia a dia trabalho no ramo da incorporação, na construção civil. Eu e meu esposo, que também é engenheiro, somos donos de uma construrora. Aliás, nos conhecemos ainda adolescentes, no colegial, começamos a namorar, escolhemos a mesma profissão, casamos e estamos juntos há 27 anos, como sócios da construtora há 23 anos.

 

Literárias Mosqueteiras: Nossas entrevistas são sempre ilustradas por uma imagem que esboce o perfil do entrevistado. Eu procurei e encontrei dezenas de quadros pintados pela artista plástica. Sobrepus três deles. Ao sentares em frente à tela, as cores e formas traduzem inspirações prévias ou acontecem? E ao finalizá-los, em geral, qual o destino destas pinturas?

 

Vólia Loureiro: A pintura é um hobby, não me considero verdadeiramente artista plástica, já que sou autodidata. É mais uma forma de exprimir as minhas emoções. Coração de poeta é assim mesmo, meio agoniado, precisa o tempo todo encontrar uma forma de expressão e a pintura para mim é uma delas. Quanto ao destino que dou as telas que pinto, tenho algumas em casa e uma grande parte em casa de amigos, Gosto de presenteá-las. Vendi umas poucas, mas não pinto pensando em vender.

 

Literárias Mosqueteiras: Pesquisas não são simétricas. Há ocasiões que o caminho escolhido nos leva a outros que não imaginamos. E de repente, não mais que de repente, eu encontrei uma receita secreta.

 Aposentado e solitário por opção, jamais ficaria cansado de pudins, flans, tortas, bolos e compotas, obviamente porque faz muito tempo que não tenho este prazer.

O gaúcho não deve conhecer o prato chamado pelos nordestinos de Cartola, e muito menos a Panqueca de Cartola que tu criaste. Os ingredientes são usuais, mas a junção, mistura e preparo são inusitados. A receita secreta está no link:

http://editorapapel.blogspot.com.br/2014/10/receita-secreta-por-voila-loureiro.html

A tua condição social te mantém um tanto afastada do sofrido povo nordestino, mas não alheia. Tenho 57 anos de idade, e desde que me conheço, ouço e vejo à distância, a sede assolar o sertão, e por consequência, a fome também. Por outro lado, absorvo comentários por todos os costados, que o sertanejo também tem culpa no cartório. Prefiro culpar as estrelas e ser condescendente quando estou nas cercanias da guerra. Se tivesses poder, o que tu farias para atenuar o calvário do nordeste? Não estou te propondo candidatura à governadora! Nem pense numa desgracera dessa!

 

Vólia Loureiro: Essa é uma questão de difícil resposta, pois o problema da pobreza nordestina não tem a ver com a seca, na verdade, essa é a desculpa que, há séculos, é usada pelos maus políticos, que parecem que são a totalidade em nosso país. Todavia, se me fosse dado o poder para atenuar o problema do Nordeste, eu, de forma consciente, investiria na educação. Somente através desta o povo terá consciência do seu real valor e saberá com dignidade resolver os problemas de corrupção que são a causa da ignorância, da fome e da doença no Nordeste e no Brasil.

 

Literárias Mosqueteiras: Esta pergunta nada tem a ver com a anterior, mas tem tudo a ver. Adentramos ao plano espiritual!

Existe em toda a crosta terrestre, mártires do flagelo. Povos que sofrem as mais variadas barbáries, provocadas por uma minoria dominadora, além é claro, dos castigos que provém do céu, do ar, mar ou debaixo da terra. Uma pergunta: O homem provocou as catástrofes, ou as catástrofes provocam o homem?

A população brasileira sofre de um modo geral, mas o sofrimento nordestino chega a ser lendário.

O que tens a dizer do conceito: sofrimento em massa? Tu acreditas que determinados espíritos, nasçam juntos para sofrerem juntos os erros pregressos?

 

Vólia Loureiro: A Doutrina Espírita nos ensina, que nada acontece por acaso, e ninguém passa por experiências, tristes ou venturosas, sem que essa seja consequência de uma causa plantada lá atrás, no nosso passado espiritual. Isso é uma lei física e também espiritual. Na física é conhecida como a 3ª lei de Newton ou Lei de Ação e Reação. Espiritualmente, a conhecemos como Lei de Causa e Efeito, sendo essa, um dos princípios básicos da Doutrina Espírita. Dessa forma, as catástrofes são reações dessa lei. Isso significa que nós, muitas vezes, somos quem as provocamos, porém, acontece também de por elas sermos provocados e muitas vezes, no bojo das catástrofes como guerras, fomes, desastres naturais, se segue o progresso intelectual social e moral da sociedade. É importante que tenhamos a consciência que Deus não nos castiga, não nos pune, pois Ele é amor, mas, sim, nos educa, e, às vezes, a dor é um instrumento que serve para a mudança de paradigma e o despertar para o progresso espiritual, o despertar para os verdadeiros valores da vida. Com relação às provações coletivas elas existem, muitas vezes, coletividades de espíritos que têm em comum o mesmo passado delituoso, são levados a reencarnarem e passarem em conjunto por uma prova comum, sempre com vista ao progresso de todos.

 

Literárias Mosqueteiras: Dias atrás, publicaste na rede social mais amada do mundo, um poema que li e reli. Merece ser transcrito na íntegra:

PROMETO SER FELIZ
Vólia Loureiro do Amaral Lima

Prometo ser feliz,
E seguir vivendo,
Mesmo que a vida seja louca,
Mesmo que a poesia seja pouca.

Prometo ser feliz,
E seguir lutando,
Mesmo que a luta seja insana,
Mesmo que a vitória seja um sonho.

Prometo ser feliz,
E seguir sorrindo,
Mesmo que o riso seja só momento,
Mesmo que a lágrima teime em cair.

Prometo ser feliz,
E seguir sonhando,
Mesmo que o sonho seja... Apenas sonho,
Mesmo que o sol da realidade não me deixe dormir.

Prometo ser feliz,
E viver, lutar, sorrir, sonhar...
E ainda que a vida seja só silêncio,
Haverá pássaros a despertar um lindo amanhecer.
Assim serei feliz, somente por mim...

Prometes a felicidade, vivendo em êxtase ou cultivando a tristeza. Muito singelo e temático.

Lá pela terceira, quarta leitura, eu imaginei esses versos musicados na voz de Bethânia... Simone? Como seria a interpretação da Paula Fernandes?

O que eu estou tentando dizer, é se há espaço para a música nos teu mundo poético? Já entregaste poemas para ser musicado, como este, por exemplo? Como seria na tua voz?

 

Vólia Loureiro: Nunca pensei em tal fato! Talvez por não conviver de mais perto com artistas. Mas não estou fechada a essa possibilidade. O importante é que a mensagem seja levada. A mensagem de amor, de esperança, de alegria!

 

Literárias Mosqueteiras: Eu sou postulante a me tornar um nômade. Já morei em uma dúzia de endereços, nos dois últimos estados no sul do Brasil. E em todas as cidades, eu frequentei por tempo indeterminado, Centro Espírita. Em alguns trabalhei, outros estudei, e uma minoria, somente me fiz atento e presente.

A doutrina Espírita foi por mim eleita, por conter em seus ensinamentos, a palavra que considero mais importante quando se trata de fé, e que está ausente em qualquer outra religião ou seita que conheci; a lógica!  

Esta palavra rege a minha conduta. O equilíbrio é outro componente importante, mas nada supera o pensamento lógico para dirimir qualquer dúvida, segundo a minha ótica.

Como é ser palestrante e ter a missão de elucidar diante de uma plateia, problemas originados por cérebros com evoluções espirituais tão antagônicas?

 

Vólia Loureiro: Para mim, a missão de fazer palestra é uma coisa muito séria. Uma tarefa de grande responsabilidade, pois somos convocados a relembrar os ensinos do nosso mestre Jesus. Já que a Doutrina é o Consolador Prometido. Além disso, a responsabilidade nos leva a sempre buscar o estudo, para que as nossas palavras possam levar informações corretas àqueles que nos ouvem. Encaro a tarefa com humildade e respeito.

 

Literárias Mosqueteiras: Minutos atrás li tua crônica no Castelo das Literárias Mosqueteiras, intitulado: Importação de Cultura, Fim da nossa Identidade como Nação. http://mosqueteirasliterarias.comunidades.net/index.php?pagina=1099982914_03

Vale muito a pena ler a tua crônica, mas detenho-me em um parágrafo:

“Pergunto: Onde estão os novos autores? O que está acontecendo com a Literatura Brasileira, antes, tão rica, prolífica nos diversos gêneros? Será que perdemos a capacidade de gerar a nossa própria Cultura? Será que a nossa Literatura está envelhecendo e morrendo com a importação da literatura estrangeira?”

Eu sou Escritor, e declaro que nasci e vivo em um país que não sabe ler.

− Ah, mas a taxa de alfabetização cresceu muito!

− Concordo! Ler o letreiro do ônibus, a placa da farmácia, outro idioma no Facebook, (kkkkk J), ou a posologia da bula de remédio, sabem, porém, ler, entender e acompanhar um livro, são poucos. E os que conseguem, preferem os Tradutores. As Editoras, captando esta preferência, acabam importando literatura. “Pequenas editoras, grandes negócios.”

Eu tenho uma teoria, mas não sou eu o entrevistado!  Então eu pergunto pra ti: Porque os leitores preferem os autores estrangeiros, aliás, os Tradutores?

 

 Vólia Loureiro: Eu respondo com uma contra pergunta: Será que realmente preferem ou são levados a preferir por falta de alternativa? No Brasil, o que observamos é que o que se vende como obra literária, ou são os escritos de pessoas famosas, que estão na mídia, tais como atores, cantores, jogadores de futebol, gente da sociedade que sempre está nos tabloides, envolvida em escândalos, ou as traduções, que chegam às livrarias com preços e condições de ganho muito melhores. A propaganda é a alma do negócio, e os novos autores não encontram espaço para a divulgação dos seus escritos. Os concursos literários são cheios de regras, fechados. As feiras literárias são caríssimas, projetando apenas os autores já conhecidos. Não existe a cultura da leitura. Somos um país de analfabetos funcionais. O meu grande sonho é mudar essa situação e as editoras olharem para os grandes valores que temos. O Castelo Literário foi criado com esse objetivo.

 

Literárias Mosqueteiras: Governo tendencioso, professores despreparados e alunos desinteressados, compõe a maldição do ensino, refletindo diretamente na literatura.

Aos onze anos de idade, fui obrigado a ler A Mão e a Luva de Machado de Assis. Não sou traumático, mas se tive e tenho opções, evito Machado de Assis. O Castelo das Literárias Mosqueteiras publicou uma crônica/conto, chamada Bullying em 1964, escrito por mim, http://mosqueteirasliterarias.comunidades.net/index.php?pagina=1099908844_03 onde eu relato que me tornei um assíduo leitor, graças a minha família. Quando o purgante do Machado estava mais ou menos na metade, eu o encarei como uma fórmula molecular de química. Eu já havia recebido orientações do meu pai; nem todos os autores são tão difíceis.

Há quantos anos a educação brasileira está se deteriorando? Crianças de gerações passadas, que não tiveram incentivos, ao se tornaram pais, incentivarão seus filhos à leitura?  Noventa por cento das resenhas literárias exibidas no Youtube são de autores estrangeiros, aliás, Tradutores. Como diria meu saudoso pai; estamos em um mato sem cachorro... Ou não?

 

Vólia Loureiro: Acredito que estamos em tempos áridos. Tempos em que a cultura do fast food, do mau gosto impera, porque não leva o homem a pensar e parece que é melhor sentir, se entregar as sensações grosseiras, do que refinar, buscar as sutilezas, ler nas entrelinhas, compreender a mágica de um olhar, a beleza de um sentimento! Cabe a nós não desistir, lutar até a última fronteira. Eu sou teimosa, esperançosa por natureza, talvez seja o sangue nordestino que corre em minhas veias. Cabe a nós escritores não nos vendermos e não desistirmos. Buscar espaço, ter criatividade para buscar o nosso lugar ao sol.

 

 

Literárias Mosqueteiras: E por falar em educação, já ia esquecendo! És ou foi professora de...? Relate-nos esta docência!

 

 Vólia Loureiro: Nos tempos de faculdade eu lecionei matemática no colégio de minha família, hoje em dia, o mais perto que chego da docência é ministrar como facilitadora o curso de Estudo Avançado da Doutrina Espírita.

 

Literárias Mosqueteiras: Chegamos à derradeira pergunta.Antes de irmos à taberna degustarmos uma caneca de vinho, originária do Vale do São Francisco, no sertão nordestino, acompanhado pela deliciosa Panqueca de Cartola, te pediria que deixasse uma mensagem Aos que Ainda Sonham, não importando se o otimismo e o pessimismo da nossa literatura, seja o divisor de opiniões, Quando as Paralelas se Encontram.

 

Vólia Loureiro: A mensagem que deixo é que os que ainda sonham persistam no sonhar, não desistam; não se vendam ao sistema. A matemática nos ensina que as paralelas se encontram no infinito, então que procuremos no infinito dos nossos corações o ânimo e o amor para prosseguir lutando, buscando levar a poesia e a literatura ao céu estrelado, onde merece estar. Abraços literários!