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A Pedagogia de Paulo Freire, por Éda Heloisa Pilla
A Pedagogia de Paulo Freire, por Éda Heloisa Pilla

A PEDAGOGIA DE PAULO FREIRE EM HARVARD

 

Sempre temos razões para comemorar o legado de Paulo Freire ao criar um método de alfabetização de adultos e crianças da forma mais real, eficiente e abrangente do que qualquer outro pedagogo jamais havia feito no Brasil e, talvez, no mundo.

 

Em sua teoria (uma verdadeira filosofia) considera a educação como uma maneira de ensinar os alunos a pensar democraticamente e questionar continuamente tudo o que aprendem. Para tanto, o professor deve tentar conhecer a realidade do educando, sem o qual não pode perceber o que e como ele pensa. Ao conhecer o aluno e seu entorno, o professor constrói o fio condutor entre o que e como vai ensinar conteúdos a serem absorvidos proveitosamente pelo aprendiz.

 

Para Freire, não há temas ou valores sobre os quais não se possa falar com os alunos, e nenhuma área em que se deva calar, porque o conhecimento é que nos liberta da crença pura, do erro ou da mentira.

 

Ele percebe dois momentos do conhecimento: o primeiro é a experiência da vida cotidiana, onde vigora o senso comum por meio do qual tudo que ocorre parece obvio (e por, isso mesmo, tendendo a se perpetuar), mas que deve ser criticamente avaliado e questionado, conduzindo o aprendiz, então, ao rigor metodológico cuja exatidão lhe dará a segurança não encontrada no primeiro momento.

 

Ao abordar a natureza humana, considerando que somos os únicos seres capazes de sermos tantos objetos quanto sujeitos das relações que tecemos com os outros e com a história, ele coloca a educação como ponte para atingir objetivos, pois é no processo de aprendizagem que o conhecimento nos é apresentado e depois moldado através da compreensão, discussão e reflexão.

 

Também se refere à falácia de olhar para o sistema educacional como um banco de dados a ser memorizado. Jamais um leitor deverá, por exemplo, se referir a um texto apenas como alguém que tenha ouvido falar dele, ou ficar imobilizado diante dele, mas deve ser levado a trabalhar a sua compreensão como sujeito da ação e daí retirar, para a vida, as lições transformadoras.

 

Fonte: Correio do Povo/Caderno de Sábado/Éda Heloisa Pilla/Professora da UFRGS em 12/01/2019