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Sintagma Nominal [SN] - O Sujeito
Sintagma Nominal [SN] - O Sujeito

Escultura de Thomas Wightman

 

O sujeito

O SN pode exercer diversas funções sintáticas.

 

 Função sintática de sujeito.

 

De acordo com Azeredo (2002, p.347), temos a noção de valência e, segundo ela, o sintagma nominal pode ocupar a posição estrutural preenchida pelo sujeito:

 

“O argumento que mantém com o verbo uma relação de concordância é o sujeito desse verbo [...]”.

Veja a manchete a seguir:

“Salão de Frankfurt vira um palanque político.”

 

Qual é o sujeito do verbo “vira”?

Pensando-se na relação de concordância, tanto o sintagma nominal “um palanque político” quanto o sintagma nominal “Salão de Frankfurt” podem ser sujeitos.  

 

No entanto, quando pensamos na manutenção do significado e no critério da ordem, concluímos que o sujeito do verbo é o sintagma nominal “O salão de Frankfurt”.

O sujeito é mesmo um dos termos essenciais da oração?

 

A definição tradicional de sujeito considera que ele, juntamente com o predicado, são termos essenciais da oração.

Logo, esbarramos em um problema, pois, como se sabe, há diversas orações que não apresentam sujeito.

Função sintática e função semântica

As funções sintáticas decorrem da posição estrutural de palavras e sintagmas.

Por essa ótica, é um erro identificar o sujeito como agente da ação do verbo.

Por que? Veja...

Porque é um erro identificar o sujeito como agente da ação do verbo Quando consideramos a voz ativa versus voz passiva, podemos alterar a função sintática, mas permanece a função semântica.

Veja os exemplos:

  • · O menino beijou a menina.
  • · A menina foi beijada pelo menino.

Nesses exemplos, permanece o fato de o menino ter realizado a ação de ter dado o beijo. Além disso, definir sujeito como o termo sobre o qual se faz uma declaração torna-se igualmente problemático.

Exemplos:

  • · O carro, Juliana lavou ontem.
  • · Fez um tempo bonito ontem.
  • · Choveu muito no Carnaval de 2011.
  • · São quase dez horas.

No exemplo “O carro, Juliana lavou ontem”, o termo sobre o qual se faz a declaração é “carro”.

O sintagma nominal “o carro”, encontra-se topicalizado e a posição de sujeito é, na verdade, ocupada pelo sintagma nominal formado pelo substantivo próprio “Juliana”.

2 Nos demais exemplos, não podemos dizer que afirmamos algo sobre o tempo, sobre a chuva ou sobre a hora, concorda? Bechara (1999:409) define sujeito como “[...] unidade ou sintagma nominal que estabelece uma relação predicativa com o núcleo verbal para constituir uma oração”. Esse autor afirma ainda que: “Sujeito é uma noção gramatical e não semântica, isto é, uma referência à realidade designada, como ocorre com as noções de agente e paciente.” Desse modo, Bechara já não trabalha com a noção de que o sujeito é o agente da ação. Para Bechara (1999, p. 410): “[...] a característica fundamental do sujeito explícito é estar em consonância com o sujeito gramatical do verbo do predicado, isto é, se adapte, (isto é, concorde) ao seu número, pessoa e gênero (neste caso, quando há particípio no predicado): Eu nasci. Nós nascemos. Elas não eram nascidas.” Já Ataliba aponta que o conceito de sujeito “[...] tem-se revestido de certa fluidez na teoria gramatical [...] Tais dificuldades derivam da natureza tríplice de tudo aquilo que é reconhecido como sujeito: o sujeito sintático, o sujeito discursivo e o sujeito semântico” (p. 289).

Razões

Sintático =“Do ponto de vista sintático, considera-se sujeito o constituinte que tem as seguintes propriedades: é expresso por um sintagma nominal; figura habitualmente antes do verbo; determina a concordância do verbo; é pronominalizável por ele; pode ser elidido.”

(CASTILHO, 2010, p.289)

 

Semântico= Do ponto de vista semântico, a agentividade é a propriedade semântica mais frequente nos sujeitos.

 

Observe, no entanto, que “mais frequente” não significa que essa característica aconteça sempre, ou seja, o sujeito pode apresentar a característica de “paciente” conforme o comentário de Bechara.

 

Ataliba cita Pontes (1987:22) no que se refere à questão da agentividade, já que a autora afirma que “com os verbos intransitivos morrer, machucar o sujeito não tem o mesmo sentido que tem um sujeito de um verbo transitivo indicador de ação, ou seja, ele não é agente.”

Discursivo= Do ponto de vista discursivo, a sentença é “[...] o lugar da informação. Nessa perspectiva, o sujeito é aquele ou aquilo de que se declara algo. Ele é o ponto de partida da predicação, é seu tema.”

Classificação do sujeito

Sujeito simples= É aquele que apresenta apenas um núcleo ligado ao verbo.

 

Sujeito composto= É aquele que apresenta dois ou mais núcleos ligados ao verbo.

 

Sujeito indeterminado= Leia as definições defendidas por Azeredo, Rocha Lima e Kury. Após, reflita:

 

• Qual a sua opinião sobre a discussão apresentada por Kury?

 

• Qual o ponto de vista que você acha mais correto? Por quê?

 

Para que a partícula ‘se’ seja índice de indeterminação do sujeito é preciso que tenhamos:

‘se + verbo intransitivo’;

‘se + verbo transitivo indireto’;

‘se + verbo de ligação’.  Nesse caso, o verbo fica na 3ª pessoa do singular porque a partícula ‘se’ tem a função de tornar o sujeito indeterminado.

Exemplos.

Vive-se com tranquilidade no interior.

Respondeu-se a todas as questões da prova.

Raras vezes se está com fome após o jantar.

 

Sujeito determinado=Sujeito determinado Segundo Cunha e Cintra (1985), a identificação do sujeito determinado pode ser feita: a) Pela desinência verbal. Exemplo: Saímos cedo para a festa. b) Pela presença do sujeito em outra oração do mesmo período.

Exemplo:

Mariana chegou cedo. Como já tinha jantado, dormiu depois que tomou banho.

Já Azeredo (2008) comenta que “A elipse ou omissão de qualquer constituinte da frase é um fato gramatical relacionado ao princípio geral da economia linguística, segundo o qual cada unidade de informação requer apenas uma unidade de expressão, e a informação previsível sequer necessita de material linguístico que a expresse.” (p.224)

Rocha Lima e Cunha e Cintra (1985) afirmam que o “sujeito oculto (determinado)” é aquele que não está materialmente expresso na oração, mas pode ser identificado. (p. 124). Portanto, é o tipo que ocorre quando o sujeito, embora não esteja explicitamente expresso na oração, pode ser identificado por meio da desinência e, por isso, também é chamado de sujeito desinencial. Nesse tipo de oração, considera-se, atualmente, que o sujeito é simples e determinado, já que pode ser recuperado pela desinência.

Sujeito inexistente= Nesse caso, temos o que se chama de “oração sem sujeito”, pois ela é formada apenas pelo predicado e apresenta um verbo chamado impessoal.

Leia sobre os verbos impessoais para completar esse ponto.

Verbos impessoais

  • · Verbos que exprimem fenômenos da natureza;
  • · Verbos ser, estar, haver e fazer quando indicam tempo ou fenômenos meteorológicos;
  • · Com os verbos a seguir: ü Passar indicando horas (Passava das cinco quando chegamos); ü Bastar e chegar indicando que algo parou (Basta de tanto aborrecimento/ Chega de tanto aborrecimento); ü Parecer e ficar “Parece que vai chover/ Ficou muito escuro”.

Cunha e Cintra (1985, p.126) afirmam que “Não se deve confundir o SUJEITO INDETERMINADO, que existe, mas não se pode ou não se deseja identificar, com a inexistência do sujeito”.

Em orações como: · Chove; · Anoitece; e · Faz frio. Interessa-nos o processo verbal em si, pois não o atribuímos a nenhum ser. Diz-se, então, que o verbo é IMPESSOAL; e o sujeito, INEXISTENTE.

Vamos refletir sobre a classificação do sujeito?

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Como você classificaria o sujeito do verbo “conhecer” na oração que está sublinhada?

O sujeito do verbo conhecer é um sujeito determinado, já que podemos recuperar em “Conheça você”.