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Sinergia/Elicio Santos do Nascimento
Sinergia/Elicio Santos do Nascimento

SINERGIA

 

Zé sonho beijava o buraco do tempo

Imergia numa translação acordada

Fumava os problemas pelo fim

Pra reiniciar o que não achava.

 

Olhos derretidos, ante a dimensão necessária:

- Nem chão nem mar por perto –

Jeito aluado na mesma casa

Todo, no atalho inquieto.

 

Mas por fora o mesmo

Um Zé sonho que não se quebrava

Abria-se à chama apagada

Profundo e sem pressa:

Pisava o ar da promessa.

 

Dia a dia nublado e festivo

Cada cor tragada, remoída.

Cuspida até ser nova mistura

Adrenalinas pingadas, ilhadas.

Da etiqueta à sarjeta:

- Zé sonho convulsionava.

  

O céu e o inferno girando

A cabeça sem corpo

Ou o corpo sem ficando?

Poros aliviados, veias sugadas:

A cova de Zé sonho se firmava.

 

Mas ele não estava ali, não!

Num beco escuro e frio?

Ao relento solitário?

Dum telhado, Zé sonho se assobia:

- Acorda!

Antes do além, insuportável.

 

Elicio Santos do Nascimento