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Quando Desistimos de Ser Perfeitos
Quando Desistimos de Ser Perfeitos

QUANDO DESISTIMOS DE SER PERFEITOS.

 

O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos.  Esse é subtítulo do volume de crônicas Prometo Falhar (Editora Novo Conceito, 400 páginas), do jornalista, roteirista e publicitário português Pedro Chagas Freitas, fenômeno de vendas em Portugal.  O autor tem mais de 300 mil fãs na página do Facebook e se diz fã de cada um deles.

O amor segue como um dos grandes e infindáveis temas para todos os humanos e continua como fonte de inspiração interminável para as artes.  O tempo, a distância e a geografia podem variar, mas as sensações, a procura e a perda do amor sempre vão estar presentes nas vidas das pessoas, sempre vão proporcionar paz, felicidade ou tristeza, de forma diversas, talvez, mas vão estar.

Além de jornalista e escritor de dezenas de obras, Freitas diz que, de vez em quando, é operário, barman, nadador, salvador, jogador de futebol e muitas outras coisas igualmente desinteressantes, segundo ele, que orienta desorientadas sessões de escrita criativa; e adora cães, gatos e pessoas.  Pedro diz odiar bacalhau, marisco e eufemismos.  Suas múltiplas atividades e seu jeito hiperativo tem tudo a ver com os textos que escreve.

Prometo Falhar traz centenas de textos breves contendo histórias de amor, reflexões sobre o tema, o cotidiano, as relações pessoais e muito mais.  Amor entre homens, mulheres, pais e filhos, muitos tipos de amor estão nas narrativas.  Muitas narrativas são iniciadas com frases fortes, como:  A grande vantagem da vida é nos ensinar a chorar.  Você é a mulher da minha vida, mas o corpo precisa, sabe?  Comecei a te amar no dia em que te abandonei.  A loucura da vida é o corpo, sabe?  Foi sem querer, mas tudo o que vale a pena nesta vida é sem querer.  Você é a pior pessoa do mundo e eu te amo para sempre.

As histórias escritas com a linguagem clara, sensível e fluente de Freitas resultaram da colaboração atenta e criativa de muitos de seus leitores e fãs, que diariamente lhe deram sugestões, abordagens, emoções e vida.  O autor diz preferir ser especialista em vida do que em outras coisas.  Não se julga um escritor iluminado e não pensa no ato de escrever como se fosse algo fora do comum.  Na página 398, lista dezenas de pessoas que, de forma direta, estão dentro da obra.

Pedro Chagas Freitas pensa que, se ao amarmos alguém, admitirmos que a pessoa amada pode falhar, como nós, aí então as coisas podem ser melhores, mais bem-sucedidas e, quem sabe, mais felizes.  Daí o título do livro e daí o mote para muitas histórias.  Para o escritor, como está dito no subtítulo, amamos melhor quando desistimos de atingir a perfeição e entendemos que somos destinados a erros, a falhas e a incoerências.  Ou seja, quando nos damos conta que somos apenas humanos e, por vezes, demasiadamente humanos.

 

Fonte:  Jaime Cimenti (jcimenti@terra.com.br)  Jornal do Comércio de 7, 8 e 9/8/2015