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O Suicídio de Jovens por Solange Depera Gelles
O Suicídio de Jovens por Solange Depera Gelles

O suicídio de jovens – Preocupante em nossa sociedade

Por que nossos jovens estão tirando as próprias vidas?

O poeta responderia: “A resposta está no vento”. Mas tocaria uma buzina estridente: “Resposta errada, meu amigo!”. A resposta está na criação de nossos jovens e em pais que não sabem dizer “não”. A falta do “não” e de limites desde a mais tenra idade gera filhos frágeis e vulneráveis, pois o mundo aqui fora diz mais “nãos” que “sins”. Enfrentamos avalanches de obstáculos, testes de socialização e esses filhos acabam não estando preparados para isso. É preciso criar com amor, mas com limites, com “nãos”, ensinar o que é o mundo aqui fora.

O mundo está todo mudado, os valores se perderam nos vendavais, temporais da esquisitice. A vida já não tem tanto valor assim, nem para aquele que mata por qualquer motivo, nem para aquele que diz utilizar-se do livre arbítrio e a tira de si mesmo. Quando vivenciamos um suicídio em família ou de alguém próximo é que surgem os questionamentos. Mas quem sofre mesmo são os pais. A eles restam apenas perguntas no vazio da dor, a penitência da lembrança e um grande “se”. Nem sempre podemos evitar o que já foi planejado com antecedência, mas podemos nos adiantar em vigiar. Há quem recrimine, por achar que o filho tem direito à privacidade. Sim, tem todo direito, e nós pais temos direito de xeretar, vasculhar e captar sinais de algo errado com toda a discrição sem nunca sermos descobertos. Minha mãe fez isso, hoje eu sei. E eu fiz isso e ainda faço. Não estamos invadindo o espaço deles, estamos cuidando, zelando. É preciso saber com quem nossos filhos andam, falam, convivem e até mesmo quem são os inimigos ocultos.

A escola deveria ser um ambiente de socialização, mas vemos nossos jovens dividindo-se em bandos, cada “tribo” com sua mania. As provocações são diárias, a pressão muitas vezes é sofrida na solidão. É muito difícil a intervenção da escola caso não seja procurada pelos pais ou responsáveis. Cabe a nós pais, observarmos, e acima de tudo tentar trazer o filho para nós. Como? Através do diálogo e da liberdade, sim, a liberdade vigiada. O “não” faz parte do diálogo, o “não” faz parte do “eu amo você”. Não podemos mais perder nossos jovens por falta de diálogo, por falta de saber o que está acontecendo.

Nada supera a dor da perda dos pais, mas podemos alertar para que isso seja evitado. É o que estou fazendo. Do ponto de vista pedagógico, posso dizer que sem os pais envolverem-se, muito difícil será que a escola tome alguma postura diante de acontecimentos que poderiam ser evitados, não por negligência, mas são muitos alunos e poucos funcionários e não tem como saber se os pais não relatarem as ocorrências.  

Levem a sério isso, pois infelizmente parece que a juventude tomou uma postura onde o suicídio é uma saída gloriosa. E sabemos que não é.