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O Mundo na Sala de Aula
O Mundo na Sala de Aula

O MUNDO NA SALA DE AULA

EDUACTION TEM COMO OBJETIVO PROMOVER UMA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL EM ESCOLAS.

 

Matemática, Geografia, Língua Portuguesa e tantas outras disciplinas que formam o currículo dos ensinos Fundamental e Médio agora dividem espaço com um novo aprendizado: as diferentes culturas ao redor do mundo.  A Educação Intercultural chega às salas de aula graças ao trabalho desenvolvido por intercambistas da EduAction, que levam a sério o slogam “E se o mundo coubesse em uma escola?”.  O grupo surgiu em 2009 e, há um ano e meio, institucionalizou-se como Organização Não Governamental (ONG), o que permitiu expandir a atuação para outros cinco países da América Latina. Colômbia, Argentina, Peru, México e Uruguai recebem, duas vezes por ano, os voluntários do programa.  As oficinas são oferecidas a estudantes de escolas públicas e privadas no período de oito semanas.

“Trabalhamos com  assuntos transversais, temas de vida. Conteúdos que as escolas deveriam trabalhar, mas não há em um currículo escolar”, explica o coordenador do Comitê do desenvolvimento Institucional, Matheus Paires de Freire.  Os workshops envolvem temas como diversidade, desenvolvimento pessoal, autoconhecimento, empreendedorismo, campanha social, liderança e cidadania.

 

 

O trabalho da ONG é realizado por meio de duas estratégias: mudar o paradigma tradicional de educação e ampliar a visão de mundo para dar a oportunidade de vivência multicultural aos estudantes.  A intenção é, junto com as escolas, transformar a educação e sair do tradicional.  “Trata-se de uma metodologia diferente. Os voluntários fazem jogos e dinâmicas com os alunos e, assim, ambos constroem juntos o conhecimento”, ressalta a coordenadora do Comitê de Mobilização de Recursos, Natalia Rypl.  As oficinas são realizadas por uma dupla de voluntários e acontecem em horário de aula, uma vez por semana, com cada turma.  Os jovens têm idade entre 12 e 21 anos.  Em Porto Alegre, a EduAction trabalha em 20 instituições públicas, além de ações realizadas em duas escolas privadas.  Após desembarcar na cidade, o intercambista recebe uma preparação de duas a três semanas, que consiste em aulas de apresentação da educação no Brasil, como tratar os estudantes, aulas de português e assuntos que serão abordados nas escolas.

“Buscamos mudar a relação dos estudantes com a aprendizagem que eles têm.  A maioria já entende  que a educação é importante para a vida.  Mas queremos que eles vejam que pode ser algo prazeroso e interessante”, destaca Natalia.  Com o crescimento da ONG, além dos alunos, os professores também entraram no foco de projetos.  São duas linhas de trabalho: diversidade, que consiste em mostrar ao profissional o potencial da criatividade como um instrumento de aprendizagem: e a própria criatividade, com uso de ferramentas que auxiliem a criar um ambiente propício para os alunos soltarem a imaginação.

A iniciativa busca estimular a continuidade de ações mais inovadoras em sala de aula, com espaço para dinâmicas, discussões e jogos.  “Queremos evitar que, após as oficinas, os estudantes voltem a atividades rotineiras”, explica Freire.  Por isso, a meta da EduAction é alcançar toda a comunidade escolar.  “É uma atuação de 360 graus, com todos os envolvidos no meio escolar: o que inclui pais, diretores e funcionários das escolas”, explica Freire, ao destacar que mudanças paliativas são insuficientes para melhorar a educação.  “É necessário uma mudança mais estrutural e cultural”, defende.

 

 

Os coordenadores citam que um dos principais impactos da presença do estrangeiro na sala de aula é a aprendizagem de outro idioma.  Além disso, são uma referência de motivação, pois despertam em muitos alunos o desejo de entrar na universidade e se tornar voluntários.  Em março, a ONG lançará um financiamento coletivo no Catarse, convidando as pessoas a participarem do projeto “Vista a camiseta da educação”.  Dependendo do valor da contribuição, haverá recompensas como camisetas, quadro de artista, nome pintado no mural de agradecimento na sede da EduAction e a possibilidade de participar das oficinas nas escolas.

 

Fonte:  Jornal do Comércio/Empresas&Negócios/Responsabilidade Social/Maria Eugenia Boffil (empresasenegocios@jornaldocomercio.com.br) em 7 de março de 2016.