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Maricler de Campos Ruwer
Maricler de Campos Ruwer

ENTREVISTA:   Maricler De Campos Ruwer   ou  Maricler Ruwer   ou Cler Ruwer.                                           

 

Sua biografia:

Cler Ruwer é paranaense, radicada em São João d’Aliança/ Goiás. Professora de Língua Portuguesa e Literatura da Língua Portuguesa. 

Ex cantora. Compositora e poeta, nascida em 18 de Fevereiro de 1963, na cidade de Barracão, Estado do Paraná, formada em Letras Português, pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras - FAFI , da cidade de Palmas/ PR. Pós-Graduada em Nível de Especialização na  área de Educação  EDUCAR  PARA  A CIDADANIA  -  ÉTICA E GESTÃO DE PESSOAS, com habilitação  ao Magistério Superior, professora de Língua Portuguesa do Estado do Paraná desde o ano de 1989, onde sempre procurou atualizar-se através de cursos de  capacitação.

Escritora com crônica já editada: Pirolinto, Mocinho ou Vilão?  Gráficas e Editoras Berzon e trabalho Pedagógico também já divulgado:  Gramática de Roda, além das várias participações em Antologias.

Assídua na Internet e no Facebook. Participou em mais de 200 Festivais de Canção na década de 80, dos quais obteve inúmeras classificações.

No ano de 1989 devido a acidente automobilístico, não conseguiu mais cantar, então começou a escrever crônicas e poesias. Das poesias surgiram canções, nasce então, quem sabe a compositora, quem sabe a poeta?

O filho José Alberto, seguindo as pegadas da mãe, músico e cantor desde menino, passou a fazer parcerias nas composições.  Composições  estas, das quais duas estão gravadas em CD pela  dupla Weslen e André.  Tem, ainda hoje, problemas de saúde decorrentes de sequelas do trágico acidente de 89. É fanática por Deus e diz sentir-se um testemunho vivo de Fé. Quando ouve falar em riqueza menciona os filhos: José Alberto, Maria Tereza e Marins Sinuhê.

"E agora que não canto mais, Te ofereço a minha voz. Essa que entre meus filhos, conseguiu se perpetuar.  Minh'alma não te ofereço, porque sem fim nem começo, a Deus vai glorificar”.

 

Suas obras:

Composições:

Maior Amor que conheço – Grav. Wesley e André – no Google

Sonho Colorido – Grav. Wesley e André - Google

Beto e Vagner – Fotografia e outras - Google

José Beto e Maritê – Vem comigo; Sonho colorido; Tentação e outras - Google

Ronald Magalhães – Ladra Bruxa; Peraltices – Google

 

Literatura:

Pirolinto, mocinho ou vilão; Gramática de Roda.

15 a 20 participações em Antologias.

 

 

Como surgiu a poetisa Maricler De Campos Ruwer?

A poeta foi se moldando no decorrer da infância e da juventude, através do gosto pela leitura e escrita. Das especializações em Letras e Literatura e, sobretudo, devido à interrupção da música, na qual atuava como intérprete. Creio que a poesia não substituiu, mas ajudou a preencher o vazio.

 

Sei que foi cantora nos inesquecíveis Festivais da Canção de 1980, conte-nos um pouco da sua experiência e por que parou de cantar?  Ou ainda canta?   

Como já disse anteriormente, participei de inúmeros festivais, na década de 80, dos quais obtive inúmeras classificações. No ano de 89, a caminho de mais um festival, sofri um acidente automobilístico. Perdi a voz, o equilíbrio e a memória. Fui recuperando gradativamente, sem conseguir evitar as sequelas e a lesão vocal, em decorrência da qual, não consegui mais cantar. Atuei na área do magistério como professora de Língua Portuguesa e Literatura, aproveitando para exercitar a velha paixão pela escrita. Um casamento perfeito com a música, que de certa forma perdi e alguns dos escritos começaram a nascer musicados. Além de outros, que meu filho, na época um menino, com o violão que já dedilhava, também passou a musicar. Até quando não dei mais conta do trabalho e tive de ser aposentada por Invalidez.

Nesta época, tive o prazer de conhecer o poeta Joaquim Moncks, via Internet. Foi quando parei de produzir qualquer outro estilo de texto, para quem sabe, ser poeta...  Passei então, a fazer da poesia um novo propósito.  Apenas poesia. Casando-a sempre que possível, ou seguindo métrica e rima, de modo a poder tornar-se canção. Já comecei e recomecei uma biografia, para narrar  detalhadamente a minha trajetória. Mas para que pressa, se na verdade - palavras de Joaquim Moncks - “escrevemos para a posteridade”!

 

Fale de você e seus projetos literários.   

Prefiro que tudo aconteça a seu tempo, segundo à vontade do Criador!

 

O que você acha de ser escritora em um país de poucos leitores, onde a literatura nacional não é valorizada e o custo de edição é alto. Pior ainda é o caso de poesias que é amplamente rejeitado pelas editoras?  

Impossível responder a tal pergunta sem me prolongar no assunto.

          A BUSCA DO ENCANTAMENTO NA POESIA.

Cler Ruwer

Todo o homem, tem ou busca despertar um dom artístico,

     através da sensibilidade transbordante, que define sua

    racionalidade.

       Alguns têm sensibilidade auditiva; é através dos sons

    que descobrem o encantamento da arte.

      Outros têm sensibilidade visual; é através do olhar que

    conseguem experimentar a beleza da arte.

      Outros têm a sensibilidade no paladar; é através do gosto

    que criam e inventam novas delícias, inovando o prazer para

    desfrutar a arte.

      Outros despertam a sensibilidade do olfato, para sentir,

    criar, desfrutar, etc. novo faro, a produzir sublime cheiro,

    e inundar novas fragrâncias, na arte.

      Outros experimentam a sensibilidade no tato; experiência

    doce e macabra - pura espiritualidade  - que não define

    órgão físico para exteriorizá-la.

      Mas alguns possuem o dom da maestria. E mesmo

    individualmente, montam uma grande orquestra, para alegrar

    os ouvidos, o olhar, a degustação, etc. então a arte

    torna-se algo latente e surge a necessidade de partilhar

    a descoberta, manifestando aos quatro ventos, um novo projeto

    para imortalizá-la.

Texto que compus para a contra capa do Livro, A BUSCA DO ENCANTAMENTO NA POESIA – em parceria com mais dois poetas. Maricler – José Carlos Lino – Marli Comunello.

POESIA É ARTE, assim sendo, só pode ser lida pela própria Arte. Existe também a Arte de Escrever, em sentido literal e a Arte de Desenhar Letras: CALIGRAFIA – CALI – belo; GRAFIA – Escrita; também em sentido literal, ou linear. Se feito uma análise com lógica, é possível perceber que a Arte nasceu com base apenas na sensibilidade humana; assim sendo, nasceu primeiro o dom do entendimento da Arte, para a seguir, nascer o dom de produzi-la. Sendo assim, todos nós temos o dom e a sensibilidade do entendimento, o que naturalmente, só ocorre, através de prática e do desenvolvimento. A tempos idos, de séculos atrás, a história mostra que homem culto, era aquele que tinha acesso ao conhecimento da arte, sem com isso ter a obrigatoriedade de ser Artista.

Na atualidade, tudo foi simplificado, a exemplo da tecnologia, que infelizmente não dispõe da sensibilidade da arte, vive-se e caminha-se a passos largos para a globalização, onde naturalmente a técnica fala mais alto. Como professora de Língua e Literatura, vivencio tão de perto, o desafio de se fazer leitores, despertando o gosto pela leitura através da escrita; de desenvolver o senso crítico, incentivando no aluno, o prazer da descoberta dos significados escondidos nas entrelinhas.

Parece brincadeira, mas o resultado para a Literatura, é UM EFEITO ESTUFA, devastador... Todo mundo se acha escritor... Nas REDES SOCIAIS, o que se vê é desesperador... Sim... Altas curtidas para o escritor e o poeta que postam fotografias na casa da praia, estes sim, quando postam seus trabalhos recebem inúmeras curtidas e comentários vazios de conhecimento e de sensibilidade para o que consideram literatura. Infelizmente, algo perfeitamente normal em um país capitalista, onde naturalmente tudo se volta para o capital. Com as editoras não poderia ser diferente... Investir na escrita de um povo, que nem mesmo sabe ler?

Enfim... Investir na ESCRITA, para quem LER? Que investimento seria este? Para cada bom escritor, teria uma quantidade muito restrita de leitores, que infelizmente se resume em alguns outros colegas, distribuídos de Norte a Sul do país e que independentemente da vontade, não disporão de tempo para lê-lo. Ou seja, não seria este o momento de os pretensos escritores, se dignarem a tentar entender tais leituras, para fortalecer o próprio conhecimento e a Literatura Brasileira?  

Pensando é claro, menos em quantidade e mais em qualidade!

 

Qual o meio usado para publicação de seus livros?  Fale a respeito, informando os motivos de sua escolha.  

Apesar de ter nascido na roça, não descender de família culta e ser amamentada no seio materno, sem acrescentar açúcar, todas as histórias, desde a minha mais tenra infância, delatam meu gosto por livros e doces. Li aos cinco anos de idade, não sei quando escrevi algo legível, mas desde então a escrita e a leitura sempre fizeram parte, até os 26 anos, quando o terrível acidente roubou inclusive a minha voz. Quando tive então que até mesmo fazer caligrafia, buscando readquirir a coordenação motora da mão para escrever novamente.

Como já afirmei anteriormente, “escrever e ler, sempre fizeram parte”. Só nunca havia me preocupado com rima e a métrica, isso foi coisa de quando não pude mais cantar. Naquele ano de 89, havia começado a trabalhar com o primeiro e o segundo grau. Comecei em março e em julho, o acidente. Na escola foi onde exercitei para a vida novamente... Primeiro na cadeira de rodas, depois de muletas, depois de bengala e por último andando lentamente durante muitos anos. Foi na escola que comecei a produzir livros.

Pirolinto, Mocinho ou Vilão?  Uma crônica onde eu criticava as propostas de ensino, embasadas na cidade grande, que nos eram enviadas prontas, para serem degustadas. Na verdade foi uma tentativa para participar das receitas, mas naturalmente ninguém “me deu bola”. Montei dois trabalhos em parceria com os alunos da escola, um com o nome de GRAMÁTICA DE RODA e o outro, CIRANDA DA ACENTUAÇÃO. Na verdade nenhum foi totalmente concluído ou editado, ou seja, foram para a gaveta do tempo, “quem sabe, um dia...” Editei um livro de poesias em parceria com mais dois colegas, A BUSCA DO ENCANTAMENTO NA POESIA! Com a Editora e Gráfica Berson, Francisco Beltrão/PR – matéria paga e bem cara.

Quando me aposentaram, me tranquei entre quatro paredes, a poesia, a música e Eu, além é claro de algumas pessoas que são parte da minha vida, como os meu filhos, por exemplo. Passei então a participar das tais Redes Sociais... Primeiro o ORKUT e atualmente o FACEBOOK. Tive a oportunidade de conhecer poetas e muita gente que se acha e se diz poeta. Recebi alguns convites, para participação em ANTOLOGIAS, isso foi se ampliando e hoje faço até parte de algumas Coletâneas. Mas individualmente, ainda não sei. 

Conheci um “Poeta” no verdadeiro sentido da palavra, chamado JOAQUIM MONCKS. Grande mestre, digo mestre, por pura ousadia. Eu o adotei e me pus no seu caminho de forma tão insistente, que ele não teve outro jeito, se não me aceitar. Lembro que insisti tanto, chamando-o pelo codinome de POETA DA CONFRATERNIDADE, que acabou aceitando em público e hoje, orgulhosamente, é assim que o chamo, POETA DA CONFRATERNIDADE. Ele é fantástico e eu uma simples admiradora que pleiteia seguir suas pegadas poéticas, suas histórias e principalmente sua filosofia – pois algo que concordo com o mestre, por minha própria experiência é que as poesias devem ser refeitas, reproduzidas, reestruturadas. Tenho observado maravilhada, que meus escritos ficam cada vez melhores, motivo pelo qual, não sei se já é o momento de editá-los. No Facebook, reedito o que já havia editado, com um contexto diferente, não totalmente diferente, é claro, mas com as mudanças que achar convenientes para o momento. Livros...? Sei lá... Editoras...? Já cogitei e “descogitei”, não sei... Quem sabe, como diz o Mestre: “escrevemos para a posteridade”... Quem sabe... Até lá...    

 

Por que você recomenda a leitura de seus livros? 

Escrever poesia, é uma mágica muito real... ou seja, a mágica de desdobrar o sentido que já está claro na palavra em sentido literal, criando através da mesma palavra ou de um conjunto de palavras, novos sentidos que se escondem por trás das metáforas, em sentido figurado. Resumindo, poesia é a multiplicidade de sentidos figurados encantados em meio às metáforas. Não há como dizer algo que nenhum poeta disse, ainda. Ler poesias é viajar por entre multiplicidades de sentidos. Quando assistimos a um filme, vemos as imagens programadas para cada parte do texto – o prazer da leitura está em aprender a criar imagens, à bel-prazer. Assim é o prazer da leitura poética, que está muito além do sentido literal. O prazer da poesia está em brincar de esconde-esconde com o mistério contido em cada palavra! Escrevi uma poesia, na qual faço referência sobre tal tema:

 ERA UMA VEZ, um poeta!

Cler Ruwer

 

Certa vez pela vida, andava um profeta;

Colorindo sonhos, construindo metas.

Contava as estrelas, sem soma correta;

A este andarilho, chamaram poeta.

 

Se sinto amor: ele já falou,

Se sinto amizade: ele já escreveu,

Se sinto paixão: ele já foi Romeu,

Se sinto saudade: ele já chorou.

 

E os sentimentos, como profecias;

Transformam histórias, por intuição.

Para outra história, enfeitar um dia.

 

Toda a paixão que alguém já sentiu,

Ou todo o amor, que há no coração,

Na voz de um poeta, o tempo proferiu.

 

 

Deixe uma mensagem para seus leitores.

Gosta da Mônica?

- Parabéns... Leia!

Gosta de Bang-Bang?

- Também já li muitos!

Gosta de Poesias?

Quem sabe algumas da Cler Ruwer?

Seja muiiiiiiiiiiiiito bem-vindo!!!

 

- Maricler

- Cler Ruwer

– Maricler Ruwer

– Maricler de Campos Ruwer

“Sou Poesia”

 

Saiba mais de Maricler de Campos Ruwer em:

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https://www.facebook.com/maricler.ruwer?fref=ts

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=83828