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Literatura e a Liderança Online
Literatura e a Liderança Online

    André Gomes

 

 LITERATURA E A LIDERANÇA ONLINE

 

Livros brasileiros se destacam em compras via sebos virtuais.

 

As listas das ficções mais vendidas no Brasil confirmam: 2015 termina com GREY, de E. L. James, em primeiro lugar, seguido por SE EU FICAR, de Gayle Forman, e CIDADES DE PAPEL, de John Green.  Entretanto, entre os 10 best-sellers da categoria, não há escritores brasileiros.

A realidade é bem diferente nos sebos online.  Segundo levantamento da Estante Virtual, plataforma que agrega 1.350 lojas de livros novos e usados, oito das 10 ficções mais vendidas em 2015 são nacionais (veja lista abaixo).

 

              

 

Curiosamente, dos oito títulos brasileiros no ranking, apenas um não está em domínio público:  CAPITÃES DA AREIA, de Jorge Amado.  Os demais podem ser adquiridos gratuitamente na internet.  Ainda assim, leitores pagam, em média, R$ 8,40 por livro.

De acordo com o Painel de Venda de Livros no Brasil, levantamento mensal realizado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pelo Instituto Nielsen, os 500 livros mais populares no País correspondem a 36% de todas as unidades vendidas.

A concentração, segundo Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel e diretor da Editora Sextante, pode ser atribuída ao caráter de lançamento.  “A gente não tem dados precisos, mas acredito que uns 70% (das vendas em livrarias) são de títulos lançados nos últimos 12 meses”, estima.

 

 

Enquanto mais de um terço do comércio de livros se concentra nos 500 títulos mais populares, nos sebos online, este índice cai para 10%.  “Esse é o efeito ‘cauda longa’”, explica André Garcia, fundador da Estante Virtual.  Ele se refere à estratégia de comercializar pequenas quantidades de grande variedade de itens, em oposição ao comércio de grandes quantidades de poucos itens, como ocorre nas livrarias.

Isso gera maior pulverização nas vendas.  “As lojas convencionais trabalham com o catálogo ativo das editoras.  Nos sebos, além desses títulos, oferecemos também todo o acervo esgotado nas livrarias”, ressalta ele.

 

OS MAIS VENDIDOS EM SEBOS VIRTUAIS:

1º  O PEQUENO PRÍNCIPE, Antoine de Saint-Exupéry

2º  MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, Machado de Assis

3º  O CORTIÇO, Aluísio Azevedo

4º  A DROGA DA OBEDIÊNCIA, Pedro Bandeira

5º  DOM CASMURRO, Machado de Assis

6º  VIDAS SECAS, Graciliano Ramos

7º  MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS, Manoel Antônio de Almeida

8º  CAPITÃES DA AREIA, Jorge Amado

9º  A REVOLUÇÃO DOS BICHOS, George Orwell

10º  TIL, José de Alencar

 

 

 

CRISE ATINGE O MERCADO FÍSICO

Cenário de aumento de preço médio e queda nos descontos cedidos pelos canais de venda repetiu-se em 2015 no mercado editorial brasileiro.  Segundo estudo realizado pela Nielsen até novembro, por meio do serviço de Bookscan no Brasil, a variação das vendas em número de exemplares caiu (-3,7%) em relação ao mesmo período do ano anterior.  Já o faturamento se manteve estável.

No acumulado de 2015 até dezembro, houve um crescimento de 4,57% em volume e 5,01% em faturamento, comparando com o recorte do mesmo período em 2014. Na projeção das vendas das editoras, a variação de faturamento é de queda de 0,45%.  “Se o mercado quiser fechar faturamento de 2015 em linha com o PIB projetado (queda de 3,5%), ele terá que performar 15% melhor no restante do ano em relação a 2014”, comenta Ismael Borges, executivo responsável da Nielsen Bookscan para o Brasil.

Esses são alguns dos dados contidos no 9º Painel das Vendas de Livros do Brasil, apresentado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pela Nielsen.  Os números refletem as vendas das principais livrarias e supermercados.

O objetivo do Painel é dar mais transparência à indústria editorial brasileira.  A iniciativa disponibiliza dados atualizados que podem contribuir nas tomadas de decisões por empresários.

Para a realização do estudo, os dados são coletados diretamente do “caixa” das livrarias, e-commerce e varejistas colaboradores. As informações são recebidas eletronicamente.

 

Fonte:  Jornal do Comércio em 31/12/2015