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Lígia Beltrão
Lígia Beltrão

ALMANAQUE LITERÁRIO entrevista a escritora e poetisa LÍGIA BELTRÃO.

 

Sua Biografia:

Nasci em Tupã-SP em 12 de Março de 1957, filha de pais pernambucanos, logo voltamos para nossa terra, fixando residência em Garanhuns, que considero minha casa. Hoje, moro na praia de Pau Amarelo - Paulista, região metropolitana do Recife-PE. Sempre gostei de escrever. Desde muito cedo caminho pela poesia, contos e crônicas. Participei de alguns concursos nacionais e internacionais de poesias e de contos, nos quais fui premiada. Tenho trabalhos publicados no Brasil e em Portugal. Fiz uma pausa na vida literária por muitos anos. Hoje, viúva, mãe de um casal de filhos e avó de quatro netos, retomei minhas escritas e tenho me dedicado na elaboração de livros, a serem publicados. Sou colunista do Site Divulga Escritor e tenho uma página no Facebook, um Site e uma página, onde publico poemas e textos diversos . Fui comentarista do Site Solar de Poetas e ganhei uma página no Site Almanaque Literário onde são publicados textos meus. Escrevo crônicas semanalmente para o Jornal O Columinho – Garanhuns – PE.

 

Sua participação em Coletâneas e Antologias:

Valores Literários do Brasil – Brasília 1987 – Um Poema

Confissões – Editora Darda - Rio de Janeiro 2014 – Três Poemas

Aquela viagem – Editora Papel D’Arroz – Portugal 2014 – Um Conto

Patas, pelos e penas – Pastelaria Studios Editora – Portugal 2014 – Um Conto

João Paulo Brasileiro & Amigos 2014 – Participação com um Poema

Poemário – Pastelaria Studios Editora – Portugal 2015 – Um Poema

Detalhes – Darda Editora – Rio de Janeiro 2015 – Três Poemas

Colunista Divulga Escritor – Desde Fevereiro de 2014 – Crônicas e Poemas

Coluna no Jornal O Columinho – Garanhuns-PE - Crônicas

 

 

Como surgiu a escritora Lígia Beltrão?

Essa pessoa que gosta de escrever, eu acredito que já nasceu comigo e ganhou forças pelos livros que sempre gostei de ler. Desde o primeiro dia que fui à escola, sabia ler e escrever sem erros, as palavras e frases que a professora mandava, sem ninguém ter me ensinado. Fui vendo os dias passarem, as coisas acontecerem e o meu coração sentir emoção por cada uma. Queria falar tudo que vivia prestes a explodir em mim, mas não tinha ninguém que pudesse ouvir-me, assim comecei a escrever frases perdidas, poeminhas, Coisas que eu queria ter, sonhos... Era como se o papel fosse o meu confidente. O mais confiável ouvinte. Era quase uma necessidade de sobrevivência. Uma explosão de emoções. A partir dos doze ou treze anos, eu escrevia bastante. Escrevia cartas de amor, pedidos das amigas apaixonadas, que estudavam comigo, poemas e textos diversos. Enchia cadernos e cadernos de palavras. Só tirava nota máxima nas redações. Aos dezessete anos casei-me e ele era muito ciumento. Para evitar confusão, na véspera do casamento fiz uma fogueira no quintal de casa e queimei todos os meus escritos. Por algum tempo achei que tinha feito o certo, mas vinha a vontade de escrever e eu ficava desesperada. Aqui e acolá escrevia algo e escondia do marido. Assim passaram-se trinta e dois anos. Hoje sei que eu tinha uma riqueza imensa nas mãos e virou cinzas. Com a morte dele recomecei a escrever, mais uma vez como escape. Até que seguindo conselhos eu resolvi postar nas redes sociais e as pessoas foram elogiando e gostando. Acredito que renasceu a autora com maior vontade e a poetisa livre, com o poder de voar por todos os estilos. Espero ir aprendendo e fazendo cada vez melhor e que nunca decepcione os meus leitores. Hoje sei que a internet me leva num passeio pelo mundo inteiro. Tenho recebido elogios de grandes poetas e escritores e tenho me surpreendido com o alcance dessa máquina virtual.

 

Fale de você e seus projetos literários.

Eu hoje viúva, vivo um momento de descobertas. Sinto-me, às vezes, como uma adolescente que está descobrindo o mundo. Tenho uma sede de vida muito grande e uma gana de fazer algo que pudesse mudar alguma coisa nas pessoas. Acho que o mundo moderno tem feito do homem um robô, que seduzido pelos grandes desejos de ter, esquece-se de ser. Os sentimentos estão confundidos. Os sonhos são materialistas. O amor é vendido nos grandes magazines. Sim, pais dão amor em forma de presentes. Maridos compram mulheres e há uma troca de objetos na busca pela felicidade. O humano está cada vez mais só e triste. Ainda haverá tempo de reverter? Quanto a minha vida literária está a cada dia mais evidente e em crescimento constante. Fui convidada para ser colunista do Divulga Escritor em fevereiro de 2014, através de uma mensagem da sua diretora, Shirley Cavalcanti                   e a partir daí a minha vida tomou outro rumo, o do crescimento. Participei de concursos nacionais ficando entre os vencedores e figurando em Antologias de poemas. Em concursos internacionais de contos fui premiada, figurando em Antologias. Tenho participação também no Poemário de 2015, em Portugal com um poema, e convite para participar do de 2016. Há um sonho, como todo autor, de publicar livros, pois os pedidos são constantes. Em breve estará saindo um livro de crônicas feito a seis mãos com dois maravilhosos e conceituados escritores. Em seguida já tenho convites para um livro de poemas, no Brasil e em Portugal, e estou estudando com carinho esse grande presente, de ter a minha obra imortalizada. Penso juntar contos e transformar em livros. Estou ensaiando um romance, misto de realidade e ficção, que não sei ainda como chamar, mas que é na verdade, o começar de uma nova vida. Quem sabe o Despertar do Outono? Pois é o que acontece nesse instante. Encontrei um amor que me despertou no outono da vida. A esse amor devo um crescimento interior imenso, que tem sido notado por todos, nos meus escritos. Brevemente estaremos juntando nossos sonhos e vida, porque nossos corações, o Divino juntou faz tempo. Estou vivendo um momento de grande realização profissional e pessoal.

 

Como está ocorrendo a sua participação/colaboração no jornal O Columinho? Fale a respeito.

O jornal O Columinho foi uma grata surpresa para mim. O Diretor/Presidente, Augusto César, viu meus escritos nas redes sociais e enviou uma mensagem me convidando para colaborar com o seu jornal. Relutei um pouco porque na época estava cheia de trabalho, mas arrumei um tempinho e aceitei o honroso convite. Fui recebida pelos leitores com elogios e carinho e foi um grande presente. É um jornal de alta qualidade, com uma tiragem muito boa, circulando por muitas cidades de Pernambuco, com uma aceitação excepcional, passou de quinzenal para semanal em pouco tempo. Há pouco fui à Garanhuns e surpreendi-me com as pessoas me parando na rua, me abraçando, elogiando, parabenizando e agradecendo por minhas crônicas, pois muitos dizem que se identificam com meus textos. Esse é o grande presente, a grande recompensa para o autor, ter essa interação com as pessoas. Eu acredito que sou querida por isso, por ser povo, do povo. Sou muito agradecida e orgulhosa em fazer parte desse noticiário e da sua família espetacular, pois temos jornalistas excepcionais a nível nacional, colaborando com esse veículo de comunicação. Estou muito feliz e agradecida por colaborar com ele, que pela competência dos que o fazem, elevam Garanhuns, a minha cidade, às alturas.

 

Almanaque Literário ficou sabendo, que em breve, teremos um livro com as suas excelentes crônicas.  Pode nos adiantar alguma coisa?

Não posso falar muito a respeito porque ainda está se vestindo. Mas posso adiantar que será o grande presente de aniversário que o jornal O Columinho distribuirá a grandes autoridades do país, comemorando os seus dois anos de vida e imortalizando a data. Não sei se num futuro próximo será disponibilizado para a venda. Tomara que sim, pois muitos vão querer adquirir essa obra concebida a seis mãos e o carinho do Augusto César. Neste livro estarão as minhas crônicas, do Prof. Marcílio Reinaux e do Prof. Hildeberto, que são dois magníficos jornalistas, escritores, professores da Universidade Federal, e carregam um monte de títulos, em resumo, eles são o máximo. O livro é o conjunto das nossas obras publicadas ao longo do tempo no jornal. Será um orgulho sem tamanho.

 

O que você acha de ser escritora em um país de poucos leitores, onde a literatura nacional não é valorizada e o custo de edição é alto?

Eu fico triste em ver que as pessoas não têm o hábito de ler, principalmente por conta do custo dos livros. Não há muito incentivo por parte do estado para isso. Penso que um povo sem acesso a cultura, torna-se facilmente objeto de manobra de políticos inescrupulosos e corruptos a manipularem eleitores de boa fé.  As editoras negam-se a investir em novos valores e preferem traduzir obras lá de fora, com sucesso, desvalorizando os autores de casa, onerando a impressão e assim, dificultando o acesso ao livro. Por seu lado as livrarias negam-se a comercializar novos e desconhecidos autores priorizando os mesmos e renomados escritores. Lá fora, em Portugal eles valorizam seus poetas, seus autores, quase os endeusando. Em Paris vi barraquinhas armadas em praças com seus livros expostos e um monte de gente a catarem seus preferidos.  A oferta cultural de Paris é ilimitada. Suas livrarias também, a Brentano’s é uma livraria com quase 120 anos e que oferece um repertório variadíssimo para o leitor multicultural, interessado em ler em vários idiomas. Shakespeare & Co, a livraria é pequena, mas é das mais charmosas de Paris — era frequentada por Hemingway, Scott Fitzgerald e James Joyce, que era amigo da proprietária (Sylvia Beach editou pela primeira vez o romance “Ulysses”, pai da literatura moderna. Fiquei encantada quando conheci. Por que nós não podemos seguir exemplos do resto do mundo? Precisamos crescer e a cultura é um meio essencial para se chegar a algum lugar. Fora todo o resto, eu escrevo pelo prazer de escrever. Ainda que ninguém lesse eu escreveria com o mesmo amor. Cada texto é um filho parido, e filho não tem preço.

 

Por que você recomenda a leitura de seus escritos? 

Recomendo porque são escritos para o povo. São os nossos sentimentos aflorados, e que, segundo meus leitores, eu digo tudo o que eles querem e não sabem como falar. Se tiverem curiosidade de saberem quem eu sou, por favor, leiam-me, pois eu mostro-me em cada palavra, despida de qualquer pudor. Transbordo em sentimentos. Os meus textos ainda que eu não os assinasse, eles gritariam que ali sou eu.

 

Deixe uma mensagem para seus leitores.

Quero agradecer muito, a todos que me leem e elogiam o meu trabalho. As mensagens de carinho que recebo todos os dias, de todos os lugares do mundo, e são tantas, que muitas vezes demoro dias para poder ler a todas. É gratificante chegar a determinados lugares e dizerem que nos conhecem, nos seguem e nos admiram. Os leitores, na verdade, são os mais importantes protagonistas das histórias que o autor escreve. Obrigada mesmo, a todos, pelo imenso carinho que me dedicam. E continuem lendo e fazendo seus comentários, são de grande valia e ajuda.

 

Aqui, um pouco mais da talentosa escritora Lígia Beltrão:

Site: http://ligiabeltrao.wix.com/inversosreversos

Página: https://www.facebook.com/inversosreversos?fref=ts

Facebook: https://www.facebook.com/ligia.beltrao

http://www.divulgaescritor.com/products/ligia-beltrao-colunista/