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Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti
Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti

Entrevista escritor Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti

Fonte: Divulga Escritor

Por Shirley M. Cavalcante (SMC)

 

               Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti, poeta/escritor pernambucano, é natural da cidade da Pedra/PE. Reside hoje em Recife/PE. Tem quatro livros de poesias publicados: Cúmplices, pela CEPE (1993), Assim se Fez, pela CEPE (2002), O Recanto Sagrado da Luz, pela Sal da Terra (2008) e Guardados, pela Livro Pronto (2010); dois livros de contos: Meu Pai e Outros Contos (2012), e Paisagens da Janela (2014), e um romance, O Colecionador de Cavalos (2013), ambos pela LP-Books. Além de participação em diversas Antologias pelo Brasil. É membro da União Brasileira de Escritores/PE. 

 

o leitor que se deixar ser tomado por esta experiência não sairá dela o mesmo. Irá sim, no mínimo, sentir-se aprazido, de uma forma tão aguda que, se assim se deixar levar, poderá ser capaz de ver o invisível através das páginas que compõem esta eminente reunião de contos".

 

Boa Leitura!

 

Divulga Escritor - Escritor Inaldo Tenório é um prazer contarmos com a sua participação no projeto Divulga Escritor, conte-nos como foi a escolha do Titulo para o seu livro “De onde se pode ver o invisível”?

Inaldo Tenório -  Curiosamente esse título fora criado muito antes do projeto ser aprontado. Quando escrevi o conto DE ONDE SE PODE VER O INVISÍVEL já o tinha como título do livro que iria sair. Sua composição é que dependia de histórias que seguissem essa linha, que trouxessem uma temática homogênea, leve, corrente. O tema já estava plantado: coube a mim alimentá-lo, cuidar dele para que florescesse. Que se completasse.

 

Divulga Escritor - Que temas são abordados nesta obra literária?

Inaldo Tenório -  Apesar de ter uma certa homogeneidade – costumo dizer que “o mesmo riacho corre por dentro de todos os contos”  - os temas são variados, se espalham pelos campos – páginas verdes, água corrente – do livro. Ele é dividido em duas partes: de onde se pode ver... e ...o invisível. No momento da divisão há a diferença nos temas e no desenvolvimento da escrita: a primeira parte traz histórias mais tradicionais, com diálogos, narração presente, concretude em seu desfecho; na segunda parte há uma prosa-poética que rege as histórias, trazendo uma leveza a planar pelos diálogos – muitas vezes também invisíveis, mas clara aos olhos da alma. No dizer de um artista amigo nosso, André Araújo, em relação ao conto que fecha o livro (considero que o livro vai crescer em cada leitor, por isso não há um “fechamento”, uma conclusão definidora: a vida continua seu caminhar), Meu Filho: "O conto MEU FILHO é mais um daqueles textos contundentes e conflitantes bem ao modo Inaldiano de se contar histórias. Há de tudo nele: poesia e melancolia; música e romantismo. Uma ópera com libreto franco-italiana, música de Dvórak, orquestrada por Wagner e corrigida por Prokofieve. É um texto lírico, dramático, trágico... humano... dostoieviskiano. Pernambucanamente vivo”. Cada conto  traz uma situação diferente, discorre sobre a vida, sua complexidade, sempre com uma simplicidade que me envolve na prosa, que me agrada grandemente, sem esquecer a poesia como um veículo, música para a narração, voz natural a dizer da beleza que canta ao coração.

 

Divulga Escritor - Qual a mensagem que você quer transmitir ao leitor através dos contos que compõe a obra?

Inaldo Tenório -  Não ouso chamar de mensagem, não vejo a arte como um meio a trazer mensagens, ensinamentos, caminhos novos para as pessoas seguirem, e, de repente, mudarem comportamentos por conta disso. O “riacho” que transita entre todos os contos diz da liberdade, da beleza de ser livre, da naturalidade nas atitudes, da vida corrente nas asas das pessoas. Talvez essa seja uma mensagem a passar. Mas não há essa pretensão.

 

Divulga Escritor - O que mais o encanta em seu livro “De onde se pode ver o invisível”?

Inaldo Tenório -  Gosto do todo: desde a capa, tela gentilmente cedida pelo amigo artista plástico Guilherme de Faria (Crepúsculo Rosado, óleo sobre tela), aos trechos escolhidos para a contracapa. O Prefácio muito bem construído, pelo amigo escritor Rafael Teixeira, jovem promissor na literatura nacional, o trabalho da editora feito com esmero. A prosa, em si, me encanta: a correnteza da escrita, a fluidez na narração, a liberdade de personagens e narradores, as mudanças na narração, a poética cantante a todo momento, especialmente na segunda parte do livro me deixam profundamente satisfeito com o resultado (que não é conclusivo – como disse em outro momento, a vida do livro segue na vida dos leitores).

 

Divulga Escritor - O lançamento esta previsto para o dia 26 de setembro, conte-nos onde vai ser, qual o horário?

Inaldo Tenório -  Se dará no Memorial da Medicina de Pernambuco, no Derby, às 16h. Será uma tarde agradável, uma tarde cultural: além dos comentários sobre alguns contos, há a participação musical, música sacra e erudita, de qualidade, abrilhantando ainda mais o lançamento. É um momento prazeroso para mim que espero seja também para os convidados.

 

Divulga Escritor - Onde podemos comprar o seu livro?

Inaldo Tenório -  A partir do lançamento (será o primeiro momento de contato com o livro) é que definiremos essa parte. As informações serão passadas na minha página no facebook, Inaldo Tenório de Moura Cavalcanti e pela editora.

 

Divulga Escritor - Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor o escritor Inaldo Tenório Moura Cavalcanti. Agradecemos sua participação no projeto Divulga Escritor. Que mensagem você deixa para nossos leitores?

Inaldo Tenório -  DE ONDE SE PODE VER O INVISÍVEL é um livro leve, prosa-poética, livre em toda sua expressão, intrigante, em alguns momentos (porque a vida o é), realismo cru em outros momentos. Poético. Bonito em sua completude. O prefaciador, Rafael Teixeira, que leu com profundidade a obra, nos deixa o recado: “o leitor que se deixar ser tomado por esta experiência não sairá dela o mesmo. Irá sim, no mínimo, sentir-se aprazido, de uma forma tão aguda que, se assim se deixar levar, poderá ser capaz de ver o invisível através das páginas que compõem esta eminente reunião de contos".