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Fernando Lima
Fernando Lima

ENTREVISTA: Escritor FERNANDO LIMA

 

Sua Biografia:

Nascido na cidade de Santo André – São Paulo, Donnefar Skedar ou Jay Olce publica na internet desde 2009, criador do selo Elemental Editoração pelo qual realiza suas publicações.

Atualmente o autor possui 11 livros publicados, dos quais 4 são coletâneas, o mesmo ainda possui diversos contos publicados em formato digital dos quais não fazem parte das coletâneas.

Seus livros estão disponíveis de forma internacional, alguns títulos receberam traduções para os idiomas, Inglês, Espanhol, Francês e Italiano, como o livro Dirty Vampires – Revelações, que foi lançado em quatro idiomas.

Seu mais recente trabalho é o livro “Déjà Vu” publicado em 2016.

 

Seus Livros:

Suas obras são baseadas em sentimentos, momentos e até sonhos dos quais o fazem imaginar uma cena completa dando início a obra.

Embora seja mais conhecido por seus contos de Terror/Horror o mesmo possui livros do gênero Romance, Suspense, Drama e Fantasia. Sua escrita é voltada ao público jovem e adultos, mas o mesmo não gosta de colocar limitações de faixas etárias. Sem um público específico, o mesmo busca se expressar por diversos gêneros deixando seus leitores decidirem em qual gênero determinado livro se encaixa.

Com mais de 10 livros publicados e inúmeros contos lançados, o destaque fica por conta do livro: “Dirty Vampires - Revelações” [2013].

 

 

 

Sinopse:

Misturando ficção com dados históricos e alguns fatos da humanidade, o primeiro livro da série Dirty Vampires, reúne tudo o que é possível neste meio místico e sedutor com uma pitada de romance clássico.

Vampiros existem, tanto em sua perfeita aparência quanto em sua total ousadia. A prova que o mesmo é existente, se faz presente quando um grupo de cinco pessoas chega a pequena cidade de Almodôvar, a fim de executar um plano que somente o sexto indivíduo poderia esclarecer. Mas, não se trata apenas de vampiros, os quatro indivíduos que acompanharam a bela Anastácia até Almodôvar, não eram vampiros, e sim jovens bruxos.

O inexplicável para seus moradores, são apenas detalhes quando muitas Revelações sobre aquela cidade quase desconhecida e seus moradores, passam a vir à tona com a chegada de tais pessoas. O mistério sobre o grupo fica realmente pequeno quando Anastácia passa a relembrar sobre sua vida humana naquela cidade, onde a mesma morreu e ressurgiu nos braços de seu amado Paole.

 

 

Como surgiu o escritor Fernando Lima?

Surgiu quando tinha 12 anos e escrevi meus primeiros “continhos”. Não eram contos infantis, já que não tive infância, mas, foi daí que surgiu ou foi liberado o meu lado escritor.

 

E o pseudônimo, Donnefar Skedar?

Meus livros e demais textos escritos antes de 2009 não tinham uma assinatura definida, não assinava como Fernando Lima, então usava alguns “apelidos”, mas em 2009 quando iniciei na era digital, senti a necessidade de ter uma assinatura e então após ler os três primeiros livros do autor Dan Brown, rabisquei meu nome saindo Donnefar. Mais tarde precisei de um sobrenome já que todos os escritores possuíam e então uma rápida busca no Google e achei meu sobrenome com alguns significados interessantes atribuindo assim o Skedar. Anos depois passei a assinar também com o pseudônimo de Jay Olce.

 

Fale do seu trabalho na literatura brasileira, dos seus livros.

Intitulo-me um autor indie ou ‘underground’ já que não escrevo sobre atualidades ou algo específico. Meus livros são bem variados, tanto em temas como em linguagem. Não escrevo de tudo e nem para todos, apenas escrevo e libero para os possíveis leitores. Meus livros são uma espécie de Diário inconsciente ou criptografados. Penso que há muita ilusão ou sonhos nos meus textos, mas não os da realidade, algo mais psicológico ou paralelo.

 

O que você acha de ser escritor em um país de poucos leitores, onde a literatura nacional não é valorizada e o custo de edição é alto.

Gosto de ser escritor neste cenário, infelizmente não chegam a ser os custos o que nos atrapalham, mas sim o fato de muitos não entenderem o que é ser um escritor e pior ainda, tantos outros querendo ser também. Gosto do fato de poder escrever e publicar por conta própria tendo o mínimo de dependência possível, mas concordo que uma ajuda seria muito útil algumas vezes.

 

O que deve ser feito para modificar esse cenário?

Assim como em qualquer outra coisa, cada um deve fazer sua parte. Se a pessoa não abre mão do que achar comum, nada mudará. Se cada leitor que compra 5 livros, comprasse 3 de escritores nacionais, a modificação aconteceria em pouco tempo. E não falo em comprar no sentido livro impresso. Há muitos eBooks em grandes lojas gratuitamente, se o leitor apenas atribuir uma avaliação, já ajudará o livro a aparecer para os demais leitores. São pequenas ações que ajudariam na mudança.

 

O que acha que os governos, municipal, estadual e federal, deveriam fazer pela cultura?

Boa pergunta. A cidade em que moro é cheia de artistas, mas em questão de projetos pela prefeitura, só quem tem contato com o governo e afins é que ganha algo. Por outro lado, há cidades que dão suporte aos escritores locais com direito a publicação de seus livros gratuitamente e com qualidade. Então o que deveriam fazer?

 

Quais medidas seriam mais adequadas para alavancar a leitura no Brasil, para que possamos captar mais leitores?

Não digo adequadas, mas o principal empecilho, creio que sejam os valores, seja de compra, venda ou a própria publicação. Se o país oferecesse opções como outros países fazem, o cenário seria diferente.

 

Acha que ações a curto prazo resolveriam, tipo campanhas de editoras e livrarias, acha isso possível?

Possível de fazer sim, mas de resolver não. Leva-se tempo para gostar de ler e não adianta criar campanha oferecendo o básico. É preciso deixar que cada um desperte seu prazer pela leitura.

 

E o seu público? Nas redes sociais, frequentemente vejo postagens de autores, que “falam” em escrever o que o público quer ler. Como saber o que eles querem ler? E a surpresa? E os textos inéditos? O que acha?

Meu público real, desconheço. Os que conheço, raramente chegam em mim, pedindo para escrever sobre algo. E uma coisa que evito é saber o que eles pensam sobre o meu trabalho. Não escrevo para ninguém (nenhum público, especifico), por isso não me deixo influenciar por eles. Quanto aos colegas que fazem isso, não tenho o que dizer, se estão comprando o que escreve, aproveite.

 

Sei que escreve contos e pretendia lançar uma coletânea, li a respeito disso durante o FLAL. Como está o projeto?

Sim, no FLAL citei meu projeto de coletâneas “A Arte do Terror” e que pretendia lançar minha quarta coletânea de contos de Terror. Bem, o projeto continua firme e forte, já estamos preparando os editais para as edições de 2018. E minha coletânea também já está sendo finalizada, ainda sem data de lançamento. Intitulada de “IV”, trata-se de minha despedida no gênero Terror/Horror, embora permaneça no projeto “A Arte do Terror”, não escreverei mais este gênero e o motivo estará no livro “IV” que reúne meus últimos contos e outros que foram finalizados recentemente como um conto iniciado em 2012.

 

E a revista? Como foi o lançamento da primeira edição?

O lançamento foi exatamente como o esperado. Gosto de analisar como as pessoas interagem com os projetos, faço por meio dos relatórios liberados pelos sites e isso é bem interessante. Já na primeira semana conseguimos pouco mais de 100 leituras, isso é muito já que se trata de leitores únicos e não visitantes da página. Mas ainda é muito cedo para pensar no sucesso da E-Vista.

 

Gostei muito da matéria sobre o selo EE e a forma como pretende ajudar os autores. Fale um pouco sobre isso.

A matéria sobre o selo foi escrita no final de 2017. Infelizmente, já naquele período alguns detalhes foram me chamando atenção referente aos autores, não os que já estão publicados pelo selo, mas pelos que entravam em contato para falar sobre o selo. Embora estivesse oferecendo a mão e o braço para ajudar os novos autores a publicarem seus livros, notei que não é o que a maioria busca. Em plena era digital estamos vivendo o que fazemos de melhor “querer ser melhor que o outro” e no cenário literário isso é bem comum. A ideia do selo é auxiliar o novo escritor que não sabe ou não tem a opção de publicar seu livro nas lojas ou nos formatos certos.

Com isso, iniciei as atividades do selo ajudando aos que tinham interesse em ter seus livros disponíveis como os publicados por grandes editoras. O que acontece é que todos querem ser escritor, editor, diagramador, capista e por aí vai e acabam deixando de lado a ajuda e pior, querendo competir com o trabalho oferecido pelo selo. Dessa forma me vi obrigado a mudar os padrões do selo e atualmente oferecemos apenas os serviços editoriais, ainda temos livros para serem publicados, mas para novos escritores que quiserem publicar pelo selo, serão avaliados mediante o contato por e-mail.

 

E demais projetos para 2018?

Após o lançamento do livro “IV”, continuarei com o projeto “A Arte do Terror” e focar nos serviços editoriais que realizo. Não tenho pretensão de escrever nenhum outro livro por enquanto, mas há sim a ideia de me aventurar por alguns gêneros específicos.

 

Qual o meio usado para publicação de seus livros? Fale a respeito, informando os motivos de sua escolha.

Independente. Utilizo do selo Elemental Editoração para finalização e publicação nos sites. Realizo todo o serviço editorial, da diagramação à capa, passando por inclusão nos sites de publicação nacional e internacional, realizo tudo exceto a revisão. Não é bem uma escolha, mas é o mais viável já que não quero ficar preso a um site como Recanto das Letras ou Wattpad.

 

Por que você recomenda a leitura de seus livros?

Bem, tenho livros e contos de vários gêneros. Do Terror ao Romance, do Drama ao GLS, mas a questão fica pela escrita quem em sua maioria não é para agrado do leitor, mas sim um momento de expressão. Por incrível que pareça, quase todos meus textos têm elementos pessoais, o que tira o foco do só Ficção. Recomendo a leitura para quem não têm preconceito, principalmente com a forma em que são escritos sendo a maioria, liberais. Tenho apenas um conto no sentido erótico que chamo de Porno, uma vez que a escrita é bem realista e em nada fantasiosa, como uma leitora disse, é bem “pitoresco”, mas foi escrito bem nos termos pornográficos mesmo.

 

Deixe uma mensagem para seus leitores.

Libertem suas mentes e descubra o velho mundo novo do cenário literário. Há sim, muitos livros e escritores maravilhosos que talvez não apareçam nas buscas do Google, mas estão disponíveis em inúmeras lojas. Não fique só em indicação de redes sociais, saia em busca de algo pessoal, encontre livros que possa dizer, este valeu a leitura e não livros que todos falam a mesma coisa sobre ele como se fossem robôs. Outra coisa, ao comentar sobre uma obra, comente sobre a intenção que o autor tentou passar e não sobre a cor da capa ou o modo de cobrança da loja, uma coisa não tem nada a ver com a outra e isso atrapalha muito o trabalho de cada um.

 

Para acompanhar o escritor e conferir de perto o seu trabalho:

 

Site: www.fernandolima.weebly.com

Fanpage: www.facebook.com/donnefarskedar

E-mail: ferlima@mail.com