Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
8





                                              

                            

 

 

 


Feira do Livro, pra quê?
Feira do Livro, pra quê?

Feira do Livro, pra quê?

Estamos chegando a mais uma edição da feira do livro da capital gaúcha, eis que a 61ª Feira do Livro de Porto Alegre chega com seus livros, eventos culturais e a gastronomia para ajudar a manter o “saco em pé”, como dizia antigamente. Porém, esse evento que deveria ser o ponto mais alto da educação, uma vez que leitura e escola estão intrinsecamente ligados, vê-se um certo distanciamento.

O que vemos são grupos escolares que vão à feira para participar de oficinas, palestras, todas agendadas pela escola com o intuito de cumprir a agenda anual de eventos escolares. Infelizmente, salvo algumas exceções, as escolas vão à feira para cumprir tabela. Quase não se vê turmas escolares em sessões de autógrafos, alunos perambulando pelas ruelas literárias em busca de livros. Mas livros mesmos, não apenas uma olhadinha nos balaios. Em contraponto, no mês que vem esses mesmos alunos votarão do Centro da capital lotados de sacolas com Papais Noéis e piscas-piscas coloridos. Seria hoje a falta de dinheiro que surgirá amanhã?

Contudo, não podemos reclamar, pois pior que isso são os exemplos. Professores reclamam dos alunos que chegam sem modos nas salas de aulas. Concordo que educação vem de casa. Mas o hábito da leitura é reforçado nas salas de aulas! O maior exemplo de que estudar e ler é importante para a formação do cidadão é o professor. E cadê os professores na feira do livro?

Além dos professores, é claro, temos os diretores, supervisores, orientadores, bibliotecários (esses então!!!), todos componentes da instituição escola a qual tem o dever de estimular a leitura. Mas como? Como cobrar dos alunos o gosto e a prática pela leitura se poucos vão às feiras? Convido aos leitores a dar uma visitada nas redes sociais à procura de fotos feitas na feira da capital gaúcha. Numa época em que postar fotos virou moda. Postam fotos de comida, bebida, festas de aniversários, churrascos, fotos em espelhos, fotos de beijos, abraços, etc. Mas cadê as fotos feitas na Praça de Autógrafos?

Nesse instante, percebo que a Pátria Educadora se desqualifica nas bases. Como cobrar incentivos fiscais se não fazemos a nossa parte? Como apontar os erros com o dedo sujo? Como dizer aos pais que o “seu filho não lê”, se o próprio professor não é modelo a seguir?

Falar é fácil, difícil é cumprir?

A pátria do futuro se forma com exemplos do presente.