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Eu Também Sei Escrever por João Paulo Brasileiro
Eu Também Sei Escrever por João Paulo Brasileiro

EU TAMBÉM SEI ESCREVER

 

De que adianta querermos comer nossa própria comida, se nem sabemos cozinhar?

De que adianta querermos andar alinhados, se nos falta à educação?

De que adianta dizer que amamos, se temos dureza e arrogância no coração?

 

Há instantes de lucidez em qualquer alma, mas muitos são insensíveis, e encontram na vingança um mesquinho prazer.

 

Há em cada cabeça uma sentença, mas a ignorância é tanta, que prefere reverter as culpas em nome da vitima.

 

Não sabem ver

Não sabem perdoar

Não sabem ao menos, se entender...

 

Isso faz uma geração de desequilíbrios fatais aos que querem doar sabedoria através das palavras.

 

Eis aí um anunciado fim ao desejo cultural de muitos, cujos raciocínios trabalham em prol dos menos favorecidos pelas letras, pois se defrontam com os chamados palavristas, aqueles "poetas" que detestam desativar sua ignorância, e se autocontemplam com EU TAMBÉM SEI ESCREVER.

 

Aqueles que seguem os difíceis caminhos da cultura, às vezes para não serem mal educados ou, demonstrar fraqueza, disfarçam, viram para o lado.

 

Leio tantas coisas sem nexo, sem nenhum sentido, mas por educação e crença na possibilidade desses autointitulados "poetas" virem a aprender, acabo omitindo minhas opiniões.

 

Errar? Todos nós erramos.

Errar é uma parte importante do aprender.

 

Qualquer escritor que se preze, já escreveu algumas besteiras, isso é uma estratégia para seu próprio aprendizado.

 

Poetizar não é colocar no papel seus sentimentos, que domiciliados e voltados para si próprio, só ferem e degradam sua própria individualidade.

 

Poetizar é também e, circunstancialmente, gravar o que sente, mas de uma forma, que mesmo falando de si próprio, o texto torna-se agradável de ler, fazendo com que outras pessoas se identifiquem com ele.

 

Mas como já dizia um filósofo do povo, "Sou Brasileiro... Não desisto nunca!"

E assim, mesmo contra as intempéries, mesmo contra a filosofia mercenária dos que podem mas não querem, nós escritores e poetas, vamos caminhando e colocando da melhor forma possível o que temos de melhor em nossos sentimentos.

 

Conformo-me com o sábio ditado: "Poeta não morre" e, enquanto minhas mãos ainda conseguirem seguir as direções que a alma lhe mostra, continuarei escrevendo... Há de chegar o dia em que meus filhos, netos e até bisnetos, sentirão orgulho de dizer... Ele era meu parente!

 

Vai aqui um pequeno conselho de um escritor de desejos... Guardem essas letras sempre na cabeça: 

 

A – De:  Aprender, de Aceitar e de Aguardar sua vez.

 

B – De:  Botar a sua inteligência para guerrear contra qualquer arrogância e a detestável autopromoção.

 

C – De: Cultive sempre o costume de ler.  Lendo você aprende e, aprendendo, você poderá afirmar orgulhosamente: EU TAMBÉM SEI ESCREVER.

 

 

 

João Paulo Brasileiro... Artista Plástico e Designer Gráfico.