Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
11





                                              

                            

 

 

 


Educação Inclusiva
Educação Inclusiva

ESCOLA INCLUSIVA

 

INCLUIR É MUITO MAIS DO QUE INSERIR.  É ENVOLVER, DE FATO, TODOS NO PROCESSO.

 

A escola é, sem dúvida alguma, um local absolutamente singular no quesito “socialização”.  Não há argumentos que derrubem a importância das instituições de ensino como locais onde as crianças iniciam o processo de reconhecimento de si – enquanto parte integrante de algo maior, no caso a sociedade – e do outro – como parte dessa mesma sociedade.  Aliás, sempre que alguém comenta a respeito do fracasso do ensino brasileiro, apesar de não discordar dessa triste constatação, ainda me agarro firmemente à ideia de que, apesar de tudo, a escola ainda é o local onde nossas crianças lidam com seus pares.  Portanto, não é de todo insucesso.

Mas a escola não visa a apenas proporcionar vínculos, permitir que relacionamentos se deem e, por meio deles, se aprenda a lidar com a diversidade – humana, de opiniões, de ideias, de histórias.  A escola vai além do papel social.  É um espaço de desenvolvimento cognitivo, aprendizagens contempladas em um currículo estrategicamente pensado para a faixa etária, para a sociedade em que está inserida e para os fins desejados.  Porém, a sociedade está mudando e, com isso, as necessidades educativas também.  Isso gerou novas demandas e uma delas é a inclusão de crianças e jovens com necessidades educativas especiais em escolas regulares, proporcionando, muitas vezes, um considerável avanço para a criança que precisa de um olhar pedagógico específico – e eu diria que para todas as outras também.

 

 

Mas incluir é muito mais do que inserir.  Incluir é envolver, de fato, todos no processo, para que, dessa forma, a evolução aconteça.  Mas, e então?  Será que nossas escolas estão preparadas para isso?

Não discuto aqui os benefícios da inclusão.  Tenho provas concretas e cabais de que, quando bem conduzida, o resultado é brilhante.  Mas há alguns dias vem se falando na criminalização da recusa, por parte das escolas regulares, de aceitar a matrícula de crianças com necessidades especiais.  Penso que crime é fingir que se inclui quando apenas se insere, se permite que entre, sem, na verdade, integrar.

 

 

Sei o quanto é necessário se trabalhar com o potencial – em vez de focar na limitação –, mas não posso ignorar que essa frase é muito bonita na teoria, e que, na prática, no dia a dia de grande parte das instituições, as possibilidades ficam escondidas debaixo da falta de estrutura, conhecimento e até mesmo despreparo profissional.

A inclusão foi um passo gigantesco na educação mas cabe a nós, enquanto família, escolher o local que acolherá, incluirá, integrará e envolverá efetivamente a nossa criança especial.  Caso contrário, quem estará violando, não a lei, mas o bom senso, seremos nós.

Cuidemos das nossas crianças!

 

Fonte:  ZeroHora/Caderno Vida/Lisandra Pioner (pedagoga e psicopedagoga – lispioner@gmail.com) em 23/01/2016.