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Eduardo Massami Kasse
Eduardo Massami Kasse

 

A escritora Ceres Marcon entrevista o escritor EDUARDO MASSAMI KASSE

 

BIOGRAFIA

“Escritor, Palestrante e Analista de conteúdo.

Autor da Série Tempos de Sangue, pela Editora Draco.

CEO da Online Planets, empresa com foco na criação de conteúdos exclusivos com inteligência.

Subeditor do Webinsider, portal de conteúdos sobre TI, negócios e carreiras.

Trabalha com planejamento estratégico, gestão da informação e criação / análise de conteúdos.

Ministra palestras, consultorias e cursos nas áreas de Planejamento Estratégico do Conteúdo, Marketing e Carreiras online.”

Em uma pesquisa rápida pela Internet é possível encontrar entrevistas do Eduardo em vários blogs e sites, por isso, espero não ser repetitiva nas perguntas que seguem.

 

1-      Com um trabalho tão distinto da área da Literatura, você diz que não houve “o” momento de iluminação para ingressar no mundo das letras. Ainda acredita que esse momento não existiu?

Eu sempre gostei de me comunicar, de compartilhar as minhas ideias, visões e até mesmo as angústias. Por muito tempo fiz isso exclusivamente por meio de artigos e palestras. Com o passar dos anos, senti que faltava algo, que escrever somente esse material não me satisfazia integralmente, então, passei a contar histórias: escrevi contos, alguns publicados outros engavetados e comecei a desenvolver a Série Tempos de Sangue. Ainda acredito que não tive um momento de “iluminação” rsrs. Foi mais uma sequência de eventos, vontades e inquietações que me levou a produzir esse outro tipo de conteúdo.

 

2-      Sabemos que Literatura Fantástica e Literatura Medieval Fantástica têm suas diferenças e você já as abordou em uma entrevista concedida a Livros de Fantasia. Por que você decidiu pela segunda?

Há três conceitos que acho primordiais para a prosperidade de uma carreira (em qualquer área do conhecimento): identidade, felicidade e satisfação. Assim sendo, a minha escolha por escrever fantasia histórica medieval foi natural, pois é esse o universo que me encanta e me diverte.  Nele tento me superar a cada dia, aprendendo, experimentando, inovando. Há muito suor e esforço para fazer um trabalho digno, entretanto, não há esgotamento, porque atuo com felicidade e satisfação.

Quando sento para escrever ou para estudar, sinto prazer e as horas passam sem qualquer desgaste.

 

3-      Desde seu primeiro livro da série Tempos de Sangue, publicado pela Editora Draco, o que mudou na vida do Eduardo escritor e na vida do Eduardo palestrante e analista de conteúdo?

Quando publicamos O Andarilho das Sombras eu sabia que teria um tempo longo de maturação até a minha carreira como escritor engrenar, afinal eu era totalmente desconhecido no meio literário e estava iniciando naquele momento a minha jornada em busca do meu público, dos meus leitores.

Como eu tinha essa consciência, não houve ansiedade, frustração ou mesmo cobranças pela demora em engrenar. Ao contrário! O Erick Sama e eu fizemos muitos trabalhos intensivos, testes e apostas para fazer acontecer.

De 2012 para cá, a minha relevância como escritor foi aumentando gradativamente e a percepção de valor do meu trabalho também. Isso se refletiu nos livros, principalmente em 2014, quando tivemos mais de 50.000 downloads do O Andarilho das Sombras somente na Apple. Hoje em todos os dias há vendas das minhas histórias (e-book e/ou impresso).

Contudo, ainda há MUITO trabalho a ser feito. Pode parecer hipocrisia, mas as vendas não são o fator decisivo: o que importa realmente é construir algo sólido e interessante. Se as etapas forem bem elaboradas, as vendas e a divulgação espontânea acontecerão naturalmente.

E tudo aquilo que se constrói em base estável dura mais.

Ah! E sobre o que mudou na minha vida? Bem, eu ainda atuo da mesma maneira, mas agora a literatura tem um peso muito grande. Acredito que, em algum momento, eu consiga viver exclusivamente dela. Essa realidade já não parece tão distante assim, rs!

 

4-      Como você concilia as duas atividades?

Com muito foco e organização. Tento parametrizar o meu dia produtivo para ter os momentos com os clientes, os momentos para a literatura e os momentos para a minha vida pessoal.

Tenho muito claro na mente o que preciso fazer, onde irei investir e quando preciso me divertir, descansar, estar com a Estela, com os cães. Depois de mais de uma década atuando como prestador de serviços aprendi a me organizar para não enlouquecer. Entendi que 1 hora produtiva e focada vale mais do que 5 horas dispersas. Então, quando preciso criar eu saio das redes sociais e me offlinizo geral.

Outra vantagem que veio com o tempo é a de poder escolher onde e em que atuar. Estou mais seletivo e busco acima de tudo a minha qualidade de vida e o respeito pelo conhecimento e habilidades adquiridos ao longo dos anos. Só nós sabemos o esforço que fizemos para evoluir. E só nós podemos definir o nosso valor.

 

5-      Qual o sentimento que brotou em você, quando terminou de escrever o primeiro livro da série “Tempos de Sangue”?

Primeira etapa da missão cumprida. Que venham as próximas! hahahahahahahahaha

 

6-      Com relação à linguagem, percebi, ao ler “O Andarilho das Sombras”, palavras muito próximas a nossa realidade. Você poderia explicar os motivos que o levaram a usar termos tão próximos aos dias atuais?

Eu escolhi escrever de uma maneira que pudesse envolver o leitor contemporâneo (vai saber como será nos próximos séculos!), criando uma completa imersão na época medieval, mas com uma linguagem fluida e gostosa, próxima do natural, de diálogos reais, de situações que, de fato, podem ter acontecido.

Soaria falso tentar emular uma linguagem de época sendo que eu não vivenciei essa realidade.

Para mim, o mais importante numa história é causar sensações. O leitor é o meu cúmplice enquanto lê o meu livro, é o meu parceiro de jornada, então devemos criar uma sintonia quase simbiótica. Ele deve amar, odiar, frustrar-se ou se apaixonar com intensidade.

Essa é a beleza das palavras.

 

7-      Como você construiu as personagens da série?

Se em causar sensações reside o valor de uma obra, as personagens são responsáveis exclusivas por isso! Lógico que uma ambientação esmerada é essencial, mas a alma do livro está na sua população: dos protagonistas àqueles que aparecem uma vez e nunca mais.

A nossa vida é assim, certo?

Então, antes de começar a escrever, fiz estudos de características e personalidades de cada um deles, tentando vivenciá-los. Muitos tiveram inspiração em pessoas que conheço ou conheci. Outros surgiram de conceitos. Outros de inspiração divina! Rsrsrs.

Busquei ao máximo criar seres verossímeis, com suas virtudes e falhas de caráter. E fico feliz, pois tenho recebido muitas mensagens dos leitores comentando não só sobre os protagonistas, mas de toda a população da Tempos de Sangue.

 

8-      Na sua opinião, qual o melhor escritor de Literatura Medieval Fantástica e por quê?

De fantasia com inspiração no medieval: J. R. R. Tolkien. Acho que não precisa de explicações! Rsrsrs

De fantasia histórica: Bernard Cornwell e Steven Pressfield. Ambos trabalham com uma veracidade crua que me cativa. Gosto de sentir-me transportado para as cenas, para as guerras. E eles fazem isso com maestria.

E como plus, também indico a Ana Lúcia Merege uma autora competentíssima que criou um mundo – Athelgard – rico e cheio de possibilidades. Tanto nos seus romances quanto nos contos ela tem feito um trabalho com a mesma qualidade dos autores estrangeiros de alto nível.

 

9-      Qual a maior dificuldade para publicar a série?

A primeira dificuldade foi me “apresentar” ao público. Foi conquistar a confiança dos leitores e dos parceiros profissionais e mostrar que vim para fazer um trabalho sério.

Hoje o desafio é dar o próximo passo: mostrar que temos na literatura nacional autores competentes e com ótimos conteúdos. Aos poucos vamos ganhando espaços, vamos vencendo as barreiras.  Há lugar ao sol (ou nas sombras) para todos.

 

10-    No momento em que você decidiu escrever Literatura Fantástica, houve algum tipo de preconceito por parte das pessoas que conhecem você?

Dos amigos e familiares não. Mas já ouvi coisas do tipo de clientes e parceiros profissionais:

  • Como pode um profissional do teu nível ficar escrevendo livros de fantasia?
  • Vai perder tempo nesse hobby?
  • Por que investir em algo que não é do seu mercado?
  • Virou hippie?

Como escrever vem da alma, estou seguro da minha decisão. Sigo em frente.

 

11-    Quais os planos do autor Eduardo M. Kasse para 2015?

Finalizar e publicar o 4º livro da Série Tempos de Sangue e consolidar ainda mais a minha carreira. Trabalhando duro para realizar tudo isso.

 

12-    As Mosqueteiras Literárias agradecem pela paciência e generosidade em você compartilhar com nós e com nossos leitores um pouco da sua vivencia como escritor. Gostaríamos de pedir para você escrever algumas linhas para os novos escritores e acrescentar algo a mais que você deseje.

Eu é que agradeço!

E para os novos escritores: escrevam para se completarem com profissionais. Criem para satisfazer suas vontades. Desenvolvam identidade, personalidade e individualidade. Trabalhem nos livros por amor, pois todo o resto, todas as conquistas dependem disso.

Até mais!