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Ecos da Alma/Poeta do Silêncio
Ecos da Alma/Poeta do Silêncio

ECOS DA ALMA

Murmúrios sentados pedindo esmola aos mais pobres.
Enquanto arrepios na espinha se desenvolvem na eletricidade muscular que responde aos calafrios da minha alma aparentemente mortal e anónima
Há gritos que fogem e se soltam suavemente através de sorrisos e gargalhadas entre pasmos e asnos que se instalam dentro do templo sarcástico
E, por enquanto, o meu sangue ainda se chamará de sangue quando o mesmo, em gotículas ferventes faz parar o meu tempo e entro num transe absoluto, envolvente num estólido esquecimento único de como sou.
Por ser assim
Sou uma sintonia perfeita de amnesia aparente entre o poeta e o homem.
Desapareço em fenómenos visíveis à auscultação ocular dos refluxos da minha intemporal consciência que observa e absorve todos o fluxos da minha incontinência abstrata que me consola.
Todas estas ilusões óticas mentais e paralelamente à auscultação
Fazem com que me sinta um ser apócrifo e mendigo da minha sensibilidade em substancia mastigável de sobrevivência e naquele espaço em que o tempo surge, surge mais um espaço de tempo entre o dia e a noite em que eu, por todos os segundos que consiga permanecer neste intercalar de sentimentos, deixo cair por terra o meu olhar pelas terras oriundas de estapafúrdios vigilantes da normalidade, enquanto ainda durmo acordado neste mesmo espaço para enxergar até encontrar o meu olhar em simbolismos tão perfeitos quanto a simplicidade tão pura como o parecer das imagens e objetos.
Sendo eu mesmo um objeto do êxtase provocado pelos momentos únicos em que vivo, empresto o meu corpo ao vulto que veem em símbolos, transladado de nudez quando me visto.
Por não ser eu por todo nem sou nada só por metade, sou eu só sem ser nem me sentir sozinho, sou eu mesmo, sendo um pensador ambulante por ruas que não existem, onde caminho com pernas emprestadas no refúgio da minha própria natureza…, e chego lá.
Tento por fim calar-me mas os ecos da minha alma nunca terão fim, nem mesmo esta alma inquieta quer uma separação fértil entre a minha língua e boca. E se mesmo assim alguma definição obrigar-me a fechar os meus lábios, esta mesma alma, segura pelo seu habitat, vai gritar ainda mais alto e com os olhos que ainda enxergam alguma coisa sem ser. São o que vejo quando olho para as nuvens compactas de fantasias em flocos de paisagens de luminosidade.
Sou pederasta das crenças da minha alma porque preciso do meu espaço na virgindade do espaço contemporâneo do meu ser.

Poeta do silencio
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