Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
3





                                              

                            

 

 

 


Daniel Tomaz Wachowicz
Daniel Tomaz Wachowicz

 

ENTREVISTA: DANIEL TOMAZ WACHOWICZ

 

Sua Biografia:

Daniel Tomaz Wachowicz iniciou sua produção literária quando cursava Letras, há 12 anos. Começou escrevendo poemas, que eram feitos na aula ou no ônibus a caminho de casa.

Concluída a graduação, fez uma especialização em Literatura pela PUC-SP e diversas oficinas literárias na Casa das Rosas. Foi nesse momento que sua maturidade artística começou a surgir, devido às constantes reflexões e estímulos que estes ambientes lhe proporcionavam.

Atualmente cursa música na FPA (Faculdade Paulista de Artes) e este curso agregou ainda mais valor para expandir seu processo criativo, possibilitando ao autor também musicar seus poemas e trazer a música para dentro de sua própria obra.

Em 2014 teve seu primeiro livro lançado, um livro de poesias chamado Convite ao Abismo, além de publicar em revistas digitais.

 

 

Breve relato de seu livro Convite ao Abismo

Livro de poesias lançado em 2014. São poemas que tratam de temas que vão das figuras mitológicas até o ritmo perturbador dos grandes centros urbanos, marcado principalmente pela fragmentação do sujeito, e que acabam formando um turbilhão de coisas que nos arrastam para o desconhecido, numa procura mística por trás do obscuro canto da sereia em forma de versos.

 

 

Como surgiu o escritor Daniel Tomaz Wachowicz?

A ideia de escritor surgiu em 2001, quando eu comecei a rascunhar alguns contos de fantasia, mas comecei de forma intensa a produzir mesmo a partir de 2004, quando ainda cursava Letras. As aulas de literatura me influenciaram no processo e foi naquela época que comecei a me ver como escritor.

 

Você inspirou-se na literatura dos grandes escritores.  Qual o seu preferido?  Aquele com quem você se identifica nos escritos e nas grandes obras?

Muitos autores me influenciaram, como Jorge Luiz Borges, Willian Blake, Fernando Pessoa, Rimbaud, João Cabral de Melo Neto e Reiner Maria Rilke. Todos, sem exceção, foram muito importantes como influência no amadurecimento do meu processo estético, mas aquele que mais me influenciou e que até hoje continua sendo o meu principal centro é Charles Baudelaire. Com ele, aprendi a estudar, por exemplo, os conceitos de artes e a admirar a obra do compositor Richard Wagner.

 

O que é um “Convite ao abismo”? Abismo é o universo da sua alma?

É se jogar no desconhecido, deixar o obscuro canto da sereia por trás das palavras que nos leva para o incerto. É o próprio turbilhão da contemporaneidade e do próprio caos urbano das grandes metrópoles, ao lado de figuras mitológicas e da procura mística, lembrando que a busca do místico é o próprio nada, entrar no vácuo de si mesmo para lá poder construir um mundo.

Eu considero a minha alma como um grande abismo e muitas vezes tenho receio de me jogar, mas quando me deixo arrastar pela experiência trago de lá essa poesia que fala da própria palavra. Do Vazio crio a forma. O Abismo para mim seria a folha em branco.

 

Quase sempre, o poeta transforma o universo que o rodeia.  Isto é, a sua essência se mistura ao cotidiano e dali brota a poesia. Pode ser belo ou trágico, depende da alma do poeta.  Como é o poeta Daniel Tomaz?

Boa parte da minha obra surge das observações que faço do cotidiano urbano. Gosto muito de caminhar sem rumo e acabo fazendo muitas reflexões. Nesse momento a minha criatividade flui e a obra sai. O meu cotidiano é marcado profundamente pelas artes também. Vou com frequência em exposições e a inquietação que as obras geram em mim incentiva no meu processo de criação.

 

Fala que seu livro aborda temas como: Metalinguagem, Mitologia e uma visão crítica da realidade.  A nossa realidade brasileira ou universal?  Explique a metalinguagem que usa em seu livro.

O ponto de partida é a realidade urbana de São Paulo, onde moro, mas a minha cidade serve de pano de fundo para mostrar coisas que existem em muitos grandes centros urbanos como trânsito e o intenso vai e vem anônimo das pessoas nas ruas.

A metalinguagem surge como uma necessidade de expressar na obra o próprio processo de criação. Há poemas no meu livro onde mostro o que há por trás da criação e possibilito ao leitor construir o poema no momento que lê. Geralmente aparece na escolha das palavras que carregam um sentido caótico para descrever esse meu mundo obscuro da criação poética.

 

Fale de seus projetos literários.

Atualmente trabalho na produção de mais um livro de poesias e pretendo lançar um livro de contos ainda esse ano. Esse livro está em processo de análise em uma editora e se chamará “As Musas estão esmagadas no asfalto”. Também pretendo continuar o projeto de musicar poemas de minha autoria e de outros autores.

 

O que você acha de ser escritor em um país de poucos leitores, onde a literatura nacional não é valorizada e o custo de edição é alto?

Muitas vezes isso desestimula, mas percebo que a arte, no geral, para mim é uma necessidade. Eu aprendi a ser escritor e isso faz parte da minha vida. Tenho necessidade de criar e isso me estimula a continuar mesmo com toda essa falta de apoio no nosso país.

 

Em sua opinião, como podemos mudar a realidade brasileira na literatura?

Acredito que devemos começar na base, ou seja, alcançar crianças e adolescentes, tentar de alguma forma buscar parcerias com prefeituras e demais órgãos governamentais para a realização de oficinas em escolas e espaços culturais.

 

Você é professor de inglês em uma escola pública.  Há alguma ação na sua escola estimulando a leitura?

O próprio currículo do Estado aborda nos estudos de língua inglesa temas relacionados à arte, literatura e cinema. Também leciono português e sempre aplico a leitura de textos literários. Meu objetivo nessas aulas é inserir meus textos e o de outros autores contemporâneos para mostrar aos alunos que há uma intensa produção no Brasil.

 

Qual a sua visão da escola pública, no sentido de promover a literatura brasileira? Projetos são possíveis?

Eu acredito que sim. Temos toda a liberdade para promover a literatura brasileira contemporânea nas escolas públicas. O próprio currículo do Estado pede para que realizemos saraus com os alunos e que eles produzam suas próprias obras.

 

Qual o meio usado para publicação de seus livros?  Fale a respeito, informando os motivos de sua escolha.

Quando publiquei o Convite ao abismo mandei o manuscrito para ser analisado pela editora Multifoco e gostei do resultado. Eu não tenho condições de bancar financeiramente uma publicação, então sempre opto por editoras que não cobram, e tem muitas editoras menores que financiam a edição e dão todo o suporte para a divulgação da obra.

 

Por que você recomenda a leitura de seus livros? 

Porque eles estimulam a uma visão crítica da sociedade e de si mesmo. Minha obra trata de diversos temas atuais que podem gerar um grande interesse no leitor.

 

Deixe uma mensagem para seus leitores.

Gostaria de agradecer a todos que compraram meu livro e também aos que acompanham a minha produção. Há muita gente que lê e comenta quando posto meus contos e poemas em minha página no Facebook, no meu blog e no site do Recanto das Letras e isso tem me ajudado a aperfeiçoar mais a minha criação.

 

Acompanhe o trabalho do poeta em: 

https://www.facebook.com/daniel.tomazwachowicz

http://onovoprometeus.blogspot.com.br/

http://www.recantodasletras.com.br/autores/hagen