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Crise Nacional na Educação por Eduardo Benetti
Crise Nacional na Educação por Eduardo Benetti

Crise Nacional...

São verbas e mais verbas que deixam de ser repassadas aos diversos setores tão necessitados de nosso país.

É claro que não estou habilitado a falar de Saúde, Saneamento, Habitação, tenho apenas uma leve ideia do que acontece, apenas um fragmento da real condição desastrosa que não só esses citados, mas sim, todos.

Mas posso arriscar em uma área exclusiva, a Educação, pelo menos no âmbito em que estou inserido, âmbito municipal... A última parada dos inconstantes, por vezes inexistentes repasses Federais.

Infelizmente, antes do problema financeiro, há um fator agravante. Fator de desunião, fator que só aspira pequenas mudanças quando o dinheiro fala mais alto. E as demais necessidades? E as outras tantas exigências? E a prática das lindas leis criadas apenas para constar no papel sem funcionalidade alguma?

Há grandes e profundas questões que sequer são colocadas em pauta, mas por quê? Porque não há envolvimento de dinheiro e isso não interfere diretamente no bolso dos desunidos professores.

Alguns se contentam em ter que destinar um percentual de seus vencimentos para comprar material e conseguir lecionar, mas isso não importa né? Afinal, o salário é garantia constitucional, para que precisamos melhorar um sistema falho e totalmente fragmentado?

Talvez consiga traçar um paralelo que aborde desde a formação universitária até o posicionamento como profissional dentro da escola.

 

Vamos lá...

Atualmente temos uma educação de péssima qualidade que não elenca objetivos claros de ensino, alunos sem motivação observando uma mídia capitalista que promove à ascensão rápida a alguns indivíduos sem o menor esforço, criando uma esperança a comunidade discente. Esta por sua, sem a real motivação de seus professores (que é claro, contentam-se com o pouco que recebem e pouco se empenham), deixam de lado o aprendizado... Ledo engano, mas sem que nos aprofundemos, o resultado é óbvio.

Os poucos que despertam para a realidade e procuram continuar seus estudos estão defasados, e encontram a educação universitária tão fragmentada quando a Educação Básica Nacional.

Formam-se sem a mínima bagagem, sem o mínimo requesito necessário para conseguir fazer a diferença frente a uma classe e lá se prostram a lecionar.

Despreparados, talvez até assustados por se deparar com um ambiente hostil em que você tem que se adequar ou fingir adequar para serem aceitos.

Deparamos-nos assim com a realidade, profissionais mal formados, não podem ser bons formadores, logo, não conseguem exigir uma melhoria para suas carreiras, nem conseguem pautar seus anseios em leis ou reivindicações, porque os mesmos sequer as conhecem ou não sabem como exigir.

 

E quando conseguem de alguma forma reunir forças, os famigerados professores reivindicam de modo errado, com objetivos errados. Não é só o dinheiro que vale a pena, mas sim um sistema que abranja dinheiro, qualidade de ensino, materiais adequados, número de alunos adequados, assistência psicológica, plano de carreira, enfim, uma infinidade de reais necessidades que são deixadas de lado.

Mas nos bastidores, as lamúrias de que tudo esta perdido, de que está impossível lecionar, sem apoio, sem subsistência financeira... Sem qualidade profissional.

Todavia, há sim, há formas de tudo mudar, mas primeiro devemos nos libertar destes grilhões que nos transformam em ratos amedrontados e afrontar a realidade como tal, buscar uma melhoria que seja realmente real... Não apenas aquela que vai de encontro com nossos bolsos.

Tenho fé de que um dia tudo mude, tenho fé de que haverá reformas significativas na Educação Básica, Ensino Superior e no modo como lecionamos hoje. E por fim, paremos de olhar nossos alunos como cifrões a contar no fim do mês.