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Competitividade e Educação no Brasil
Competitividade e Educação no Brasil

COMPETITIVIDADE E EDUCAÇÃO NO BRASIL

 

A escola, como conhecida atualmente, embora pareça antiga, é fato recente na história da humanidade.  Sua origem, no século V, está ligada aos monastérios medievais.  É na escola monástica que se forjam os pilares básicos da atual escola e dos conceitos do papel do professor e do que deva ser a educação.  A forma utilizada hoje, com vários alunos em um mesmo local conduzidos por um orientador que detém conhecimentos específicos, é herança francesa que, no início, juntava alunos de diversas faixas etárias, sendo, às vezes, uns responsáveis por parte da educação dos outros.

O tempo passou e muito pouco se fez no que diz respeito aos conceitos e a forma com que a escola tem exercitado a difícil tarefa de educar pessoas.  A evolução das telecomunicações e do computador, a criação da Internet, o acirramento da competitividade das empresas, a democratização dos países e a abertura dos mercados têm produzido novos desafios para todos e especialmente para a educação.  Em nenhum momento da história da humanidade o acesso à educação de boa qualidade foi tão decisivo para o sucesso de uma comunidade.

Quanto aos resultados que o Brasil vem obtendo nesta área, não se pode negar o grande esforço feito, visando a promover a socialização do acesso ao ensino básico no país.  Temos, hoje, mais de 98% das crianças em idade escolar frequentando as salas de aula.  Muito, se comparado aos números do Brasil de cinco ou 10 anos atrás.  Muito pouco ainda se analisarmos os quase 100% de alunos com Ensino Médio completo dos países desenvolvidos.

Além de ampliar estes números, temos de melhorar a qualidade do ensino que estamos oferecendo.  Quando comparados a alunos de mesma faixa etária de outros países em testes que aferem conhecimentos de interpretação de textos, matemática básica e conceitos elementares de ciências, os meninos brasileiros superam  apenas os meninos de alguns países e ficam atrás da maioria dos países pesquisados.  De pouco adianta levarmos as crianças do país à escola se não melhorarmos radicalmente a qualidade do ensino que a elas estamos ofertando.  Se quisermos desenvolvimento sustentável com melhoria da qualidade de vida da população, precisamos de empresas mais competitivas, de produtos melhores, de serviços públicos de mais qualidade e de um sistema que nos permita oferecer a todos educação com qualidade e um processo contínuo de ensino-aprendizagem.

Atender a estas expectativas é responsabilidade do sistema educacional.  Educação de qualidade é aquela que possibilita a cada aluno desenvolver competências adequadas às exigências de um novo século.  E qual deve ser o papel da escola nesta nova visão?  As novas competências a partir do século XXI ficaram definidas assim:  quatro competências básicas:  Aprender a Aprender; Aprender a Fazer; Aprender a Conviver e Aprender a Ser. Os quatro grandes desafios da educação contemporânea.

 

Fonte:  Jornal O Sul/José Fernando Mattos