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Analfabetismo Emocional
Analfabetismo Emocional

ANALFABETOS EMOCIONAIS

 

Os estudantes chegam à escola sem jamais terem falado em emoções.

Educar emocionalmente uma criança faz com que ela adquira habilidades para gerenciar seus sentimentos e compreender os sentimentos dos outros.

 

Todos nós sabemos que o período escolar é uma etapa enorme da vida, e que ocorre em duas fases de desenvolvimento muito especiais e específicas em suas características: a infância e a adolescência. Pensar que, em pleno momento de transição pessoal, o indivíduo precisa dar conta de aprendizagens importantes e de emoções totalmente novas, nos faz ter melhor dimensão da complexidade do que todos nós passamos. Mas não é exatamente porque “todos nós passamos” que é algo simples e fácil. O que determina se algo é fácil não é a quantidade de pessoas que vivenciam a situação, mas a forma com que cada sujeito elabora aquela vivência.

 

Quando falamos em dificuldades nos relacionamentos e bullying, por exemplo, não é diferente. Observo inúmeras instituições (escolares e familiares) exigindo posturas sem sequer tocar em assuntos de relevância singular como inteligência emocional. Os estudantes, muitas vezes, chegam à escola, o segundo ambiente onde passam a maior parte do tempo (ou primeiro, em muitos casos), sem jamais terem falado em emoções, sem conseguirem nomear sensações, sem terem se frustrado. Verdadeiros analfabetos emocionais! E então surge uma série de complicações, que vez ou outra é vista como um problema da turma difícil, da professora incompetente ou da escola incompreensível e massificadora.

 

É difícil olhar para a própria responsabilidade diante dos acontecimento. É mais simples encontrar culpados, apontar algozes, condenar o que não está em nossas mãos. Mas, por mais que a tomada de consciência exija de nós, pais e mães, é necessário que façamos nossa mea-culpa e que consigamos trazer para dentro das nossas casas a conversa aberta e generosa sobre emoções (com todo o protagonismo que o assunto merece).

 

Educar emocionalmente uma criança faz com que ela adquira habilidades para gerenciar seus sentimentos (e ações que resultam deles) e compreender os sentimentos dos outros. Desta forma, o desenvolvimento social e o aprendizado no ambiente escolar ocorrem com muito menos entraves.

 

Considerar os sentimentos dos pequenos e oportunizar momentos para que eles se expressem propicia uma melhor compreensão de questões tão subjetivas e provoca mudança de comportamentos e uma série de outros benefícios.

Experimentem!

 

 

Fonte: ZeroHora/Caderno Vida/Lisandra Pioner/Pedagoga e Psicopedagoga (lispioner@gmail.com) em 09/07/2017