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Adelina Antunes
Adelina Antunes

ENTREVISTA:       Escritora ADELINA ANTUNES                                         

 

 

Sua biografia

Lema de vida: nobody lives forever

 

Licenciada em Ciências da Informação e Documentação – Minor em Artes e Património, continua a exercer uma atividade administrativa num organismo estatal enquanto aguarda a oportunidade de exercer algo compatível com as habilitações que detém.

Desde sempre amante da poesia, esteve muitos anos sem escrever e foi quando ingressou na faculdade que, pela “pressão” dos colegas, se decidiu a publicar um livro. Surge assim “Mementos” editado pela Corpos editora em 2012, com prefácio de Artur Patrício.

Não encara a escrita como uma opção. Escreve o que lhe vai na alma e apenas quando o sentimento lhe dita que escreva alguma coisa.

Apesar disso, ou talvez por isso, sente que há quem goste do que escreve o que a leva a fazê-lo com alguma regularidade. Foi assim que participou nas colectâneas “A vida num sonho - antologia lua de marfim” da Lua de Marfim Editora, Lda; “Beijos de Bicos” da Pastelaria Editora, com o pequeno conto “O noivo”; ainda da Pastelaria Editora “Aqui há Poetas – Poesia sem Gavetas II” com três poemas "E se..." , "Feriste-me" e "Prisioneiro" e na antologia “7 Pecados” com o conto “Mariana”. Participou na edição do livro “O meu silêncio” de José Lopes – O Poeta do Silêncio, editado pela Pastelaria Editora como autora da imagem da capa e do prefácio, e na Antologia “Diga não, diga sim, em dia de São Valentim” da Notag onde é possível encontrar os poemas "Aquele querido mês de agosto", "Só o que somos" e “Apenas nós". Em 2014, pela comemoração da revolução de 25 de abril de 1974, participou na coletânea “25-04-1974” da Pastelaria Editora, onde surgem os mais variados relatos da forma como cada um viveu esse dia.

Em junho de 2014 editou, pela Lugar da Palavra editora, livro ”Quimeras” e em setembro participou no nº 2 da Revista Digital “Cultura no Mundo” com o artigo  - Revelação “Poesia também pode estar em Vídeo”.

Apesar de ultimamente estar algo “parada”, participou em 2015, na Coletânea "Um grito contra a pobreza", do Grupo Poesia da Beira Ria. Onde estão incluídos “Pobreza” um poema, e “Um minuto contra a pobreza”.

Tem dois blogs “Invisível na multidão” e “Assincronias” e duas páginas “82-20 crónicas e entrevistas” e “Adelina Antunes” no wix.

Outra faceta é o gosto pela fotografia, visível no modo como ilustra as publicações na página “Para além de mim” ou nos álbuns presentes na página pessoal “Adelina Antunes” e nas galeria dos seus sites

 

Suas obras

Participação em antologias não poéticas:

“A vida num sonho” – um amor que parace crescer ao ritmo de cada gesto e cada sorriso pode encerrar uma grande surpresa…

“Beijos de Bicos - O noivo” – nem sempre a vida por permite dizer tudo o que queremos ou sentimos. Deviamos dize-lo.

“7 Pecados - Mariana” – ou a força da inveja numa relação.

“25-04-1974” – relato de um dia que marcou Portugal e os portugueses.

"Um grito contra a pobreza" – há muitas formas de pobreza sendo a mais grave a pobreza encoberta. “Um minuto contra a pobreza” ou como que um minuto da vida de algumas celebridades poderia salvar vidas.

Não há como falar de poesia pois essa define, revela, sentimentos que podem ser de quem escreve ou de quem lê. Amor, sofrimento, ou, como diz Artur Patricio no prefácio do livro:

Mementos (2012)

" Em cada página escrita as letras dão um passo, transmitem a dor, a alegria, deixam-se também elas ir no sentimento que queima a pele aos poucos. São letras de saudade que se evaporam entre espaços do passado, presente e futuro. Lágrimas que se esbatem no negro das palavras mas que se cruzam no arcoíris do seu conjunto, como as águas de um rio que se juntam e formam um delicioso e calmante espaço em movimento para depois abraçar o mar salgado com o doce das suas gotas. ...São poemas que percorrem uma sucessão de gravuras temporais. Imagens flutuantes que colocam o leitor num mundo submerso de uma outra realidade temporal. Fascinante este mundo conjugado de letras que nos embebedam aos poucos, página a página. É aqui que nasce a magia. Metáforas de uma mulher que fala, ou melhor, que escreve sobre o amor e dos seus mementos poéticos."

 

Quimeras transporta-nos por um tipo de poesia diferente. Mais madura, mais plena de sentimentos…

“O tempo não espera.

A variante infinita pela qual se orienta não se compadece com sentimentos

As coisas não são o que eram ou deveriam ter sido.

Não há como evitar o sucedido. Passado. Remorsos. Saudades.

Da ternura dos dias que não são o que eram, ficou o eco

Grotesco. Discreto…

Sombra de tudo o que entretanto vivemos…”

 

 

Como surgiu a escritora Adelina Antunes?

R: Em primeiro lugar não me considero escritora. Gosto de contar histórias e de escrever poemas do mesmo modo que gosto de pintar, esculpir ou fotografar, entre muitas outras coisas. Não é pelo facto de escrever que sou escritora. Para tal teria que viver disso.

Desde sempre escrevi  embora não guardasse o que fazia. Lembro-me que, em criança, era normal fazer as composições em verso o que por vezes causava um certo embaraço pois os professoras faziam questão de as ler para a turma inteira. Em 2012, por mera brincadeira, enviei um projecto para uma editora que passados dois dias me comunicou estar interessada no livro.

Fale de você e seus projetos literários.

R: De mim pouco há a dizer pois está tudo na biografia. Quanto a projetos há alguns. Um em especial está em desenvolvimento mas ainda é demasiado cedo para falar dele.

O que você acha de ser escritora em Portugal? Como está o mercado literário em seu país e nos demais países da Europa?

R: No que toca ao mercado literário penso que Portugal não foge à regra dos restantes países europeus. Não é fácil ser escritor. Ou melhor. Ser escritor é extremamente fácil. Basta saber escrever. Não é fácil é viver disso. O mercado literário priveligia os grandes escritores e os que têm uma máquina publicitária por detrás sem dar hipótese aos escritores desconhecidos. Quem compra livros não hesita em gastar 30 ou 40 euros numa obra de um escritor famoso, no entanto não investe 10 euros no livro de um escritor que se esteja a querer lançar.

 

No Brasil, somos um país de poucos leitores, onde a literatura nacional não é valorizada e o custo de edição é alto. Alguma comparação entre nossos países?

R: Penso que o que se passa é identico. O custo de edição é demasiado elevado para que os autores possam editar pelos seus prórpios meios e as editoras não apostam em novos autores. Como empresas que são visam o lucro e esse é-lhes garantido pelos consagrados.  Por outro lado assiste-se, atualmente, ao surgimento de um sem número de pequenas editoras que apostam em antologias por ser uma forma fácil de ganhar dinheiro. Cada autor compromete-se a pagar o preço de um ou dois exemplares, pagando desse modo todo o custo de produção e prroporcionando ainda uma margem de lucro considerável para a editora. O grave da situação é que na ânsia de conseguir o maior número possível de autores, visando uma maior margem de lucro, a quantidade supera muitas vezes a qualidade enquanto os autores não conseguem qualquer visibilidade.

 

Qual o meio usado para publicação de seus livros?  Fale a respeito, informando os motivos de sua escolha.

R: Sem considerar as antologias, que são da exclusiva responsabilidade das editoras, o primeiro livro “Mementos” está editado (e à venda) em papel e em ebook e o segundo apenas em papel. Os motivos da escolha, se é que se pode falar de motivos, prenderam-se apenas a oferta da editora no momento em que me decidi editar. Novos projetos poderão significar novas opções.  

Por que você recomenda a leitura de seus livros? 

R: Do mesmo modo que não me considero escritora não recomendaria a leitura de um livro meu. Até porque os dois são de poesia e poesia é algo que não se recomenda. A pessoa lê e sente ou lê e não lhe diz nada. Não há forma de dizer a alguém que o que escrevo será capaz de a “tocar”. Poesia são sentimentos e esses variam conforme a pessoa e até mesmo conforme a situação ou o momento.

Deixe uma mensagem para seus leitores.

R: Nunca procure encontrar-me no que escrevo mas não estranhe se se encontrar a si mesmo naquilo que lê. 

 

links de suas páginas na internet

R: Internet: http://www.80-20-cronicas-e-entrevistas.com/

http://antunesadel.wix.com/adelina-antunes

http://olhares.sapo.pt/Quimeras/

Facebook: https://www.facebook.com/adelina.antunes.5

https://www.facebook.com/ParaAlemDeMim/

https://www.facebook.com/groups/441711382540530/

Blog: http://afraanil.blogspot.pt/

http://invisivelnmultidao.blogspot.pt/