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A Revolução no Ensino
A Revolução no Ensino

A REVOLUÇÃO NO ENSINO

 

Somente um gigante intelectual poderia armazenas forças o bastante para exercer uma tarefa de revolucionar o ensino e retirar o conceito de educação da posição surreal em que se encontra.  O problema é que, qualquer um que aspire a fazê-lo correrá o risco de cair no ridículo.

A verdadeira revolução no ensino não acontece por decreto, mas a partir do instante em que as autoridades, professores, pais e alunos esforçam-se para iniciar um processo de conscientização na conquista de resultados positivos no que se refere à educabilidade.

Sabemos que a prática do ensino está cercada de muitos “ses” e “poréns” e, portanto, não se pode esperar que o governo e as instituições de educação façam colares de pérolas com dentes de javali.  Todavia, será mesmo que não chegarmos a lugar algum, permitindo um retrocesso na qualidade de aprendizado, seria aceitável, numa era em que as exigências para que o homem desenvolva suas habilidades e posturas são cada vez maiores?

Não estamos mais nos tempos em que os estudantes eram autodidatas e estudavam por conta própria por prazer e não apenas por obrigação.  Trabalhar com educação, nos dias de hoje, requer uma visão profunda e global da realidade em que vivemos, além de um profissionalismo e real comprometimento com o ensino.  Tal pensamento é antigo, mas ainda está por acontecer em sua integralidade.

 

 

Infelizmente, ficamos perplexos quando vemos os livros serem substituídos por aparelhos eletrônicos em sala de aula ou no espaço de tempo que deveria ser reservado para a concentração e leitura.  “Detesto livros”, eles dizem! O que dizer: eles só servem para nos ensinar o que não sabemos.

Resta ainda saber qual o prejuízo pedagógico que os 1,5 mil professores aposentados em 2015 causarão para a educação, considerando que serão substituídos por servidores em cargos administrativos, os quais estão desatualizados da rotina e da didática exigida em sala de aula.

Outro fato preocupante é quando grande parte dos profissionais da educação prefere ignorar a enfrentar a realidade educacional.  Não há nada que prove o contrário e que os isente da responsabilidade e do compromisso de formar e não apenas aprovar. Pedagogia não é pedologia.  E a ordem coerente não é ver para crer, e sim crer para ver.

 

Fonte:  ZeroHora/Aquillino Dalla Santa Neto (Professor, vice-presidente da Fundação de Estudos Econômicos, Culturais e Históricos do Rio Grande do Sul) em 15/01/2016