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A Origem da Leitura da Palavra Escrita
A Origem da Leitura da Palavra Escrita

 

Em se tratando de leitura sempre há diversas opiniões tanto sobre a sua importância quanto sobre a sua necessidade. As opiniões divergem muito, pois temos várias correntes a opinarem sobre esse tema. Temos os professores, os pais, as crianças, os jovens, os adultos e os idosos. E entre essa gama de correntes temos as subdivisões. Por isso, constatamos tantas discussões sobre a leitura dentro do contexto social.

Entretanto, quero chamar aqui a sua atenção para a história da leitura. Não quero aqui me deter em fatos e datas mais clássicas ou direcionar esse texto para algo mais técnico ou didático, mas pretendo dar uma rápida pincelada sobre o que moveu a leitura das palavras.

A palavra falada, as conversas, os bate-papos precederam a leitura da palavra escrita. As rodas de amigos em torno do fogo, as contações de lendas, o boca-a-boca vieram antes da palavra escrita e continuaram muito tempo depois dela surgir. Havia uma necessidade de expor tudo aquilo que era preciso “botar pra fora”. Pois a vontade de manter as relações de amizade ou até mesmo de um convívio entre os povos fazia com que as pessoas falassem.

Mas a fala veio muito antes disso. A necessidade orgânica, como a alimentação, também utilizou a oralidade para ser saciada. Contudo, vemos que o homem da caverna, embora emitisse sons e tivesse lá os seus códigos verbais para se comunicar, ele utilizou de uma forma gráfica para marcar a sua existência: o desenho nas pedras.

Dessa forma, encontramos aí um dos, senão o primeiro registro da necessidade gráfica da comunicação entre os seres. Nesse momento passou a existir a leitura gráfica. A oralidade necessitava de registro. E o homem começa a escrever. Hoje, cada povo tem os seus símbolos para registrar, graficamente, a sua oralidade.

O surgimento e o uso da escrita trouxe a leitura. Afinal, tudo que se escreve terá que ser lido. E, dessa forma, a escrita foi se apropriando de seu espaço. Entretanto, a leitura oral ainda, na antiguidade, dominava a maior parte da população, uma vez que a palavra escrita era utilizada apenas pelos mais abastados. E nessa linha de fatos, veio a Educação Formal, com a sua palavra escrita, que era destinada àqueles que tinham condições de pagar por ela.

Sendo assim, tanto a educação quanto a leitura teve a sua origem nas classes de grande poder econômico e a oralidade ficou mais “conhecida” como marca das classes menos abastadas. Portanto, pode-se concluir que a leitura dos livros, representante maior da palavra escrita, era para os ricos e os pobres ficavam com as conversas, com os bate-papos.

Foi assim que começou a surgir o estigma de que leitura de livros era coisa de gente rica. E, ainda hoje, passado tanto tempo, ainda percebemos uma certa elitização sobre o livro. Como se comprar CDs – palavra oral – fosse para uma parcela da sociedade, já os livros, para outra.

E, na sala de aula, nos bastidores, é assim que se dá a iniciação da escrita para a criança que, inicia a sua leitura através da leitura de desenhos, depois passa a fazer uma ponte entre os desenhos e os símbolos gráficos das letras e, por conseguinte, da palavra escrita.

Por fim, após esse pequeno resumo, nada formal sobre os primórdios da leitura da escrita, pode perceber que, embora tenha passado tantos anos após o início de sua utilização maciça, ainda encontramos algumas barreiras. Sim, essa realidade está mudando, está em transição, mas ainda há muito que melhorar. E nada melhor do que os leitores para participar dessa mudança. É lendo que se aprende a ler, não é mesmo?!