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A Literatura na Alfabetização Inicial (SS)
A Literatura na Alfabetização Inicial (SS)

Todo mundo preparado para zarpar na Barca dos Livros, em Florianópolis: passeio com leitura convence a criançada de que ler não tem nada de chato. Foto: Eduardo Marques/Tempo Editorial

 

A literatura na alfabetização inicial

Artigo da Revista Escola:  Colaboração de Suely Sette

 

Projetos que trabalham com crianças da pré-escola despertam o prazer da leitura ainda na fase da alfabetização

 

Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Uma embarcação cheia de crianças se prepara para zarpar. Mas não se trata de um passeio comum. Afinal, essa é a Barca dos Livros, uma biblioteca flutuante cuja missão, além de divertir, é incentivar a garotada a tomar gosto pela leitura. O projeto nasceu em 2000, quando a educadora Tânia Piacentini resolveu democratizar o acesso às obras literárias que recebia anualmente como leitora-votante da Federação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Vivendo numa ilha, nada mais natural do que colocar esse acervo dentro de um barco. Viabilizar essa ideia, no entanto, sairia caro demais. "A solução foi promover apenas um passeio anual", lembra Tânia. "Alugávamos um barco, enchíamos de livros e saíamos com contadores de histórias e músicos." Até que, em 2007, o projeto inaugurou uma biblioteca permanente numa casa às margens da lagoa, com 6 mil títulos. "Mantivemos o acervo itinerante, agora com passeios mensais." 

Na sede do projeto, várias atividades acontecem diariamente: saraus, oficinas, leituras compartilhadas e muito mais. Para despertar o interesse e a curiosidade pelos livros, a educadora aposta no poder das relações familiares. "Incentivamos os pais a ler para os filhos, porque o gosto pela leitura também passa pela afetividade." Outro fator que ela considera importante: a criança deve entender o livro como um brinquedo, para não se contaminar pela ideia de que "ler é chato". Livros-brinquedos, por sinal, são campeões de preferência entre pequenos de 4 a 6 anos. "Eles representam um momento de passagem e podem ser manipulados", diz Tânia. "Também é importante ler a mesma história quantas vezes a criança quiser. Quando ela pede para repetir, é sinal de que alguma necessidade dela está sendo trabalhada - o que é muito bom."