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A Leitura para Melhor Pensar o Mundo
A Leitura para Melhor Pensar o Mundo

A LEITURA PARA MELHOR PENSAR O MUNDO

 

A 61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE, DE 30 DE OUTUBRO A 15 DE NOVEMBRO, VAI TRABALHAR O CONCEITO DE LEITURA QUE AJUDA PENSAR.

 

Pensar é um ato que precisa sobremaneira da ação da leitura.  Não que não possa ser executado sem o ler, mas, como diz a campanha da 61ª Feira do Livro de Porto Alegre, que será realizada de 30 de outubro a 15 de novembro, “LIVROS AJUDAM A PENSAR”.  O quer seria do pensamento ocidental sem a ÉTICA ou a POLÍTICA, de Aristóteles, a REPÚBLICA, de Platão, o DOM QUIXOTE de Miguel de Cervantes, ou O PEQUENO PRÍNCIPE, de Saint-Exupéry, e a ALICE, de Lewis Carroll?  Conforme o presidente da Câmara Riogradense do Livro, organizadora da Feira, Marco Cena Lopes, para usar um exemplo dos virtuais dias atuais, a pessoa pode procurar algo ou perguntar para o Google, mas receberá 500 respostas diferentes.  “Quem lê, sabe interpretar, sabe que fonte buscar, tem um conhecimento.  Precisamos ser mais crianças, ter necessidade de reaprender, de perguntar, mas de saber interpretar a resposta por meio da leitura”, afirma.  Utilizando o exemplo de redes sociais, Marco e a equipe da CRL acreditam que a Feira e os livros são para quem não quer só curtir e compartilhar, mas para quem vai comentar, com embasamento.  “Nunca o livro foi tão importante para que as pessoas tenham cada vez mais uma postura cidadã”, frisa.

Na escolha do patrono, o poeta e escritor de literatura infantil Dilan Camargo, também está uma opção pelo incentivo à leitura.  Em artigo exclusivo para o CS (Caderno de Sábado), Dilan fala da importância do ofício, com frases como:  “Para que a leitura, com efeito, e com afeto seja uma prática social relevante, é necessário o reconhecimento dos que criam conteúdo de leitura, os escritores.  Nesse contexto, ser escolhido patrono é um presente que se ganha uma só vez, mas que vale por uma vida inteira”.

 

 

Para instrumentalizar o conceito dos livros que ajudam a pensar, a Feira está recheada de atividades que discutem temas atuais e dialogam com as demais artes.  Conforme a coordenadora da programação adulta, Jussara Rodrigues, os temas prementes dos últimos anos estarão quase todos presentes na Feira.  “Vamos ter mesas, discussões, saraus, oficinas tratando de temas como homofobia, violência familiar, drogas, maioridade penal, bullying, segurança, guerras religiosas e étnicas, questão indígena e da água.  Os temas serão tratados sempre no horário das 17h no Santander Cultural”, explica.  Um dos primeiros debatedores será o apresentador da Record, Paulo Henrique Amorim, que falará no dia 2, às 17h, na sala Leste, sobre os “Bastidores dos últimos 50 anos do jornalismo brasileiro”.  Ailton Krenak, Marilia Raquel Albernoz Stein e Elaine Elisabetsky falam das “Contribuições indígenas para soluções dos problemas atuais”, dia 9, 17h, no mesmo local.

 

 

O humor será tratado a sério na Feira, conforme a coordenadora de programação, Jussara Rodrigues.  O sábado, 31, será dedicado ao tema.  O catalão Jaume Capdevilla, o Kap, fala do humor da Catalunha, com Santiago, Edgar Vasques e Schroder, às 19h30min, no Auditório Barbosa Lessa.  Também haverá discussão se o “Humor é coisa séria?”, com outro catalão, Eduardo Jáuregui, e Abrão Slavutzky, às 18h30min, além da mesa “Humor na literatura”, 15h, com Luís Augusto Fischer, jane Tutikian, Frank Jorge e Daniel Weller.

 

Fonte:  Correio do Povo/Caderno de Sábado em 24 de outubro de 2015