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A Importância Histórica do Oriente
A Importância Histórica do Oriente

 

A ANTIGUIDADE ORIENTAL

 

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA DO ORIENTE

O Oriente Próximo, historicamente, é uma das regiões mais importantes da Terra, pois foi o berço das primeiras civilizações.  No Egito e na Mesopotâmia o homem emergiu da noite do tribalismo para a luz da vida civilizada.  Ao período em que se opera essa transformação dá-se o nome de proto-história.  O Oriente Próximo é, sobretudo, uma zona de contraste.  Região de planícies ou de vales secos e desérticos, e é atravessada, no entanto, por grandes e volumosos rios que oferecem a água e o humo necessários à vegetação.

Nessa região a natureza obrigou o homem a controlar o excesso das águas e sua penúria, a fazer recuar os pântanos e os desertos e a manter uma rede de dragagem e de irrigação para obter uma fertilidade disciplinada da terra.  Porém como observa André Aymard (historiador francês), o homem nada teria conseguido se não estivesse organizado em grandes comunidades.  A atividade individual  seria impotente para a realização de tarefa tão ampla.

No Oriente Próximo realizou-se a mistura de indo-europeus do norte com os povos mediterrâneos do sul, a qual mais tarde possibilitaria a cultura, a arte e as leis dos gregos e dos romanos.  E não se poderia esquecer jamais que foi o Oriente Próximo o berço da fé cristã.

O Oriente Próximo ofereceu ambiência política e geográfica para a formação de impérios.  Em outras regiões não houve determinantemente essa correlação entre civilização e império; muitas civilizações cresceram sem unidade política e grandes impérios desenvolveram-se culturalmente em estado de franca barbaria.

O despontar da individualidade foi sempre um processo limitado no Oriente Próximo.  O homem, como unidade, confundiu-se no meio da massa, ao mesmo tempo, que os grandes chefes políticos se sentiram atraídos por horizontes cada vez mais largos.  O próprio meio físico o exigia.  Em terras  como o vale do Nilo, onde uma população numerosa vivia na dependência de uma área de fertilidade limitada, a organização social impunha-se como condição de sobrevivência, através de regulamentações dos mais diversos assuntos, formando-se assim uma atmosfera inicial favorável ao aparecimento do Estado.

A vida econômica do Egito e a da Mesopotâmia revestem-se, contudo, de formas completamente distintas.  Trata-se, evidentemente, de duas civilizações originais, com evolução própria e características bem acentuadas.  Ainda é um problema histórico saber-se qual das duas civilizações surgiu em primeiro lugar, embora grande parte dos entendidos seja favorável à civilização egípcia, levando em conta as vantagens de ordem geográfica no Egito, possuidor de um clima menos enervante, com a possibilidade do aproveitamento de pedras para construção, e dono de uma proteção natural contra as invasões de povos mais atrasados.

O relativo isolamento do Egito permitiu que sua civilização mantivesse um aspecto original e deu motivo para o nascimento de um orgulho nacionalista traduzido claramente no acentuado desprezo aos estrangeiros.