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A Cultura da Preguiça
A Cultura da Preguiça

A CULTURA DA PREGUIÇA

 

Nada é pior do que a sensação de medo.  Na real, ela sempre esteve presente numa sociedade em que a inversão de valores está encarnada no DNA dos seus cidadãos.  Acredito que os bons são maioria.  Porém, existe uma minoria que consegue ser muito barulhenta.

 

As pessoas têm medo de estar na rua, mas o ambiente virtual é tão violento quanto o mundo real.  Culpa da internet?  Não.  Ela é um reflexo de quem usa.  Quem faz o ambiente (e o meio) são as pessoas.

 

Além de barulhenta, muitas vezes ela é covarde.  Quer se assustar mais?  Quem agride, não lê o que está escrito.  Forma a opinião em cima da manchete e não aprofunda uma discussão.  Culturalmente, preocupante.

 

Povo que não lê, diminui o senso crítico.  O que facilita a manipulação do poder.  Massa de manobra passa a ser maioria.  É a opinião pela opinião.  O imediatismo acaba com muita perspectiva de convicção.  Por vezes, a pessoa nem acredita naquilo, mas faz questão de opinar.  É o ser humano sempre surpreendendo pra pior.

 

Sem sentido, raivosa.  Infelizmente, acredito que em poucos anos, essas atitudes poderão ser uma das doenças (sim, doenças) que mais vão matar pessoas.  A cultura da preguiça não pode vencer.

 

Antigamente, discordar de opinião era algo corriqueiro.  Não causava grandes problemas.  Atualmente, ser contrário a alguma coisa é sinônimo de desmoralizar, destruir, castigar, maltratar, desejar o mal.  F#d@-se.  Tudo e todos.  Eu penso assim.  É a minha verdade.  Não quero saber a tua opinião.  Enfia naquele lugar, imbecil.  Otário.

 

O grande problema está em uma inversão de valores.  Muita gente acredita que educação se aprende no colégio.  Lá, é local de adquirir conhecimento, fazer amizades.  Educação deve vir de casa, bem como os princípios éticos do que é certo e errado.  Enquanto pais jogarem os filhos nas escolas e não participarem do cotidiano dos mesmos, os índices de repetência aumentarão a um ponto que será quase impossível reverter.

 

A família precisa ser resgatada.  Não aquela coisa careta, mas o carinho, afeto, respeito.   Muito jovem tem vergonha de fazer perguntas em sala de aula por fazer papel de bobo.  Antes fazer uma pergunta, e ser o bobo por cinco minutos, do que silenciar e ser bobo para o resto da vida.

 

Tu e todos que leram até aqui, mesmo que discordem de mim, o meu muito obrigado.  A tua opinião é importante.

 

Fonte:  ZeroHora/Rodrigo Adams (@rodrigoadams) em 23/10/2015