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A Crise Moral
A Crise Moral

A CRISE MORAL

 

AS FAMÍLIAS NÃO TÊM SE QUESTIONADO SOBRE O QUE PRIVILEGIAR NA EDUCAÇÃO.

 

Foi-se o tempo em que as pessoas pensavam antes de falar.  Foi-se o tempo também em que se pensava antes de agir.  Atualmente, em tempos de velocidade medida em bits, vence quem age mais depressa – independentemente de estar certo ou errado.

No dicionário, moral tem ligação estreita com honestidade, justiça e bons costumes.  Honestidade tem ligação com pudor; justiça com, razão; e bons costumes, com hábitos corretos.  Logo, a moral está em processo nítido de extinção.

Percebo que é cada vez maior o número de famílias que não têm se questionado acerca do que privilegiar na educação dos seus pequenos; e quando se questionam, dificilmente encontram respostas.  Na pressa, não sabendo o que fazer, buscam apenas deixar as crianças mais “espertas” para jamais ficarem em desvantagem.

E é essa ânsia pela dianteira, pela superioridade, pelo proveito, vista desde as reportagens que veiculam em nossos televisores diariamente – quando quem deveria zelar pelo bem social age apenas em favor do seu próprio benefício – até o nosso convívio de rotina – quando a vizinha não respeita o horário de colocar o lixo na lixeira, o motorista pega a vaga destinada à gestante, e o passageiro comum senta no lugar reservado ao deficiente – que vai minando a nossa mente, poluindo nossos pensamentos e nos incitando a agir de forma demasiadamente egoísta, para que, ao menos, não nos sintamos tão bobos.

Então, a crise moral transforma o planeta em uma grande indústria de egocêntricos e chatos.  Egocêntricos por viverem em busca de seu próprio bem-estar – esmagando quem ousar se sentir melhor que eles.  E chatos, por buscarem exaustivamente culpados por seus próprios infortúnios.

Assim, as nossas crianças vão formando suas ideias acerca do que é certo e do que é errado – numa sociedade formada por adultos que perderam a noção dessa diferença.  E não há milagre.   Só por meio delas – nossas crianças – podemos modificar o mundo.  Mudar o que nos incomoda, o que nos amedronta, o que nos machuca, o que nos desagrada.  Elas não têm culpa de estar recebendo, das nossas mãos, uma sociedade desestruturada e falha.  E por não terem culpa, merecem todo o nosso apoio, o nosso esforço e a nossa otimização no reparo do que, por nossos consecutivos erros, não está “funcionando” direito.

Comecemos mudando nossos pequenos hábitos defeituosos, passemos a olhar para nossos próprios equívocos – consertando-os – e, aos poucos, transformando o que em nós está dissoluto.  E assim, por meio do nossos exemplo, estaremos construindo o futuro.  Um futuro com seres humanos mais honestos, justos e de bem.  Sinônimo de uma sociedade sem crise – ao menos moral.

 

Fonte:  ZeroHora/Lisandra Pioner/Pedagoga e Psicopedagoga (lispioner@gmail.com) em 20 de março de 2016.