Translate to English Translate to Spanish Translate to French Translate to German Translate to Italian Translate to Russian Translate to Chinese Translate to Japanese




ONLINE
4





                                              

                            

 

 

 


A Balada Desastrada
A Balada Desastrada

A balada desastrada

por Cláudia de Villar

João, Felipe e Tadeu resolveram aproveitar a noite de sábado. Casa vazia somente para os três amigos. Era a oportunidade ideal para fazer aquela farra. Reuniram-se para planejar todo o esquema de sábado. A balada era o destino certo! Iriam pra farra. Queriam pegar mulher! Balada sem mulher não é balada. Mas a pé? Não. Quem pegaria “as mina” sem um carro? Qual mulher nos dias atuais daria bola para o cara sem carro?

Mas carro de quem? Os pais haviam saído de casa exatamente com os automóveis. E agora? Agora a única solução era apelar pro tio Euclides. Tio Euclides sempre ajudava os meninos quando eles precisavam. Não era um tio de sangue, mas era um tio pra toda hora. Também já pegara um monte de mulher na sua juventude. E ele sabia que um carro sempre impressiona as garotas.

Qual o carro do Euclides?

Uma Kombi.

Tio Euclides pegava mulher com aquela Kombi?

Sei não.

E saíram todos os homens para a balada (na Kombi) em busca “das mina”.

E quem disse que o tio Euclides tinha posto gasolina? Claro que não.

E quem disse que o tio tinha feito revisão na tal relíquia?

E quem disse que a relíquia subia lomba?

Não! Não! Não!

E quem disse que tio Euclides pegava mulher com aquela Kombi?

Não tinha gasolina. Não estava com os freios em dia. Não subia lombas.

E nenhuma mulher olhava para aquela Kombi.

Três marmanjos “se achando”, sentados na frente da relíquia, esmagados, ouvindo rádio AM (só pegava AM) e querendo pegar mulher.

Era de chorar. Ou era de rir?

Quem foi que disse que tio Euclides pegava mulher?

Sabadão começando e os três marmanjos sofrendo na Kombi. Primeiro tiveram que gastar a grana guardada para gastar na balada para colocar gasolina. Depois, após um pequeno problema numa descida sem freios (pequeno problema orgânico), tiveram que passar na casa de um deles para mudar o vestuário da balada. Em seguida, tiveram que empurrar a Kombi na lomba acima para chegarem até a balada.

Qual foi o mentiroso que disse que tio Euclides gostava de mulher?

E a mulherada?

Bem, sem grana para oferecer sequer um refrigerante, qual mulher chegaria perto deles? Poucas. As que chegaram, as que aceitaram terminar a noite na casa liberada, desistiram ao ver aquela relíquia: a Kombi.

Era o quadro da dor sem moldura.

Cadê o tio Euclides?

A mulherada não quis saber.

Os caras ficaram de cara.

O que sobrou para eles?

Sem gasolina, sem freios, sem mulher e após a balada desastrada, os caras ficaram na mão.

Eu mato o tio Euclides! Ah, se mato!!!

Na contramão da alegria, tiveram que empurrar a relíquia até a casa do tio Euclides.

Tio Euclidessssss, cadê você?!

Como termina essa história da balada desastrada?

Perguntem ao tio Euclides!